
Volume 27 - Capítulo 2945
O Mago Supremo
Tradução Automática | Revisado por KW 37
Apesar de todas as dúvidas que Lith e Solus compartilhavam, ela só havia recuperado sua Fúria porque Bytra a entregara após reconhecer Solus como Elphyn Menadion. A Boca acabara nas mãos do Conselho de Jiera, e eles jamais teriam sequer ouvido falar dela, muito menos a recuperado, se não fosse por Zoreth.
Cada peça do Conjunto de Menadion era um tesouro inestimável, fortemente protegido e cuja posse era mantida em segredo para não despertar inveja e ganância. Lith e Solus sabiam que, a menos que um milagre acontecesse, Zoreth e a Organização eram sua melhor aposta para localizar as Orelhas.
A Dragão das Sombras não sabia que Lith controlava a torre, mas tinha conhecimento da verdadeira identidade de Solus e do vínculo entre eles. Há mais de um ano, Zoreth mantinha tudo em segredo, até mesmo do Mestre, e não lhes dera qualquer motivo para duvidar dela.
Confiar à Dragão das Sombras a busca pelo artefato perdido não colocaria a segurança de Lith e Solus em risco maior do que já estava.
Se Zoreth resolvesse abrir o jogo para a Organização, o que Vastor poderia fazer com as Orelhas de Menadion seria a menor das preocupações deles.
“Finalmente! Eu já estava preocupada. Vocês dois estão bem?” Kamila os aguardava do outro lado do Portal, dando um beijo e um abraço em Lith no instante em que ele atravessou.
“Sim, estamos bem.” Solus assentiu.
“Então por que demoraram tanto?”
“Essa foi culpa minha.” respondeu Lith. “Solus precisava de um reforço de confiança, e eu a levei à escola de Lutia.”
“E como um curso de reciclagem em leitura e escrita pode melhorar o moral dela? No lugar dela, eu me sentiria insultada.” Kamila perguntou, confusa.
Solus riu do mal-entendido enquanto Lith resmungava por dentro. Para manter a surpresa, ele não contara a ninguém sobre a doação dos Tabletes, nem mesmo à esposa. Um rápido vínculo mental a deixou a par da situação, arrancando-lhe um sorriso.
“Tenho orgulho de você.” Kamila lhe deu um sorriso deslumbrante enquanto acariciava seu rosto. “Pela primeira vez, você agiu com o coração em vez da carteira. Algumas moedas fazem pouca diferença para você, mas significam muito para as crianças, para a escola e para Solus.”
“Obrigado. Eu acho.” Ser elogiado daquele jeito o fez se sentir ainda pior, já que os Tabletes haviam sido projetados para serem baratos e ele mesmo os forjara, gastando apenas o necessário para comprar as matérias-primas.
“Agora venham, todos estavam esperando por vocês para o experimento.” Kamila os pegou pelas mãos e os arrastou em direção ao jardim.
“Eu não chamaria isso de experimento.” Lith suspirou. “É só um encontro para brincar.”
“Experimento é mais apropriado. Nunca houve um encontro desses sem perigo. Eu acho.” Kamila abriu a porta dupla de vidro com Magia Espiritual enquanto acenava para os convidados.
“Vocês demoraram uma eternidade, Arquibaca Verhen.” A marquesa Brinja Distar levantou-se da espreguiçadeira e parou diante de Lith, os punhos delicados apoiados nos quadris em desafio.
Seus longos cabelos dourados estavam presos em uma trança, e seus olhos azul-céu o encaravam friamente.
“É Arquibaca Supremo Verhen para você.”
Lith respondeu com o rosto sério antes de abrir um sorriso diante da palavra que ela inventara ao fundir seus títulos de Arquimago e babaca.
Brinja criara o termo alguns anos antes, irritada quando Lith se tornara um Arquimago e passara a evitá-la como a peste. Agora, era apenas uma piada interna entre eles.
Para ser justo, Brinja havia procurado um equivalente para Magus, mas sem sucesso.
A Senhora da região de Distar vestia um conjunto confortável, composto por uma camisa larga e calças normalmente reservadas para lidar com papelada na privacidade de casa ou enquanto cuidava da filha, Milla.
A bebê estava em um cercadinho logo ao lado da cadeira, olhando em volta com curiosidade.
“E Arquolo Supremo seja, então.”
Ela respondeu com uma risada leve, dando-lhe um breve abraço. “Está tudo bem?” perguntou, recebendo um aceno positivo. “E quanto à nossa promessa?”
“Não me esqueci, Brinja. Quando eu encontrar Meln, você será a primeira a saber.”
“Ótimo.” Ela assentiu. “Então podemos passar às coisas sérias.”
Brinja acenou para o restante dos convidados: Ryssa com Dhiral Manohar Segundo, Elina com Surin, Selia com Solkar, Tyris com Valeron Segundo, Salaark com Shargein e Elysia.
Para evitar mal-entendidos e perguntas sobre a origem de Valeron, Tyris se apresentara como sua mãe, enquanto as criadas se faziam passar por damas de companhia.
Vyla e Ophya permaneciam de lado, prontas para intervir caso alguém precisasse de ajuda. Ryla e Garrick também estavam presentes, ambos empolgados ao ver tantos rostos novos.
‘Diga o que quiser, tem algo estranho na água de Lutia.’ Brinja observou as outras mulheres com uma mistura de inveja e confusão. ‘Até as criadas são deslumbrantes. Parece que vim a um concurso de beleza vestindo pijama.’
“Você não tem ideia do quanto isso significa para mim.” A Dríade suspirou. “Os nobres da Corte Real são obrigados a se associar a mim durante eventos sociais, mas se recusam a deixar seus filhos perto do meu.
“Dhiral precisa aprender a socializar ou vai crescer se tornando outro Manohar. Eu quis que seu segundo nome fosse uma bênção, não uma maldição.”
Em sua forma de Dríade, o menino tinha cabelos loiros e pele verde-clara, deixando evidente sua natureza não humana.
Já em sua forma humana, ele tinha cabelos negros salpicados de prata, um olhar inteligente e semelhança suficiente com o falecido Deus da Cura para fazer as pessoas esquecerem sua metade Dríade enquanto saíam correndo.
Dhiral Manohar Marth era o filho do Diretor. Marth provara isso inúmeras vezes com Ressonância de Sangue. Ainda assim, a memória dos feitos impossíveis realizados pelo falecido gênio enlouquecido esmagava tanto a razão quanto qualquer coisa entre os nobres e a saída mais próxima.
“Eu não entendo.” disse Solus. “Ele é só uma criança. O que poderia fazer? Olha como ele está quieto.”
“De novo não!” As palavras de Solus alarmaram Ryssa, que se virou e pegou o bebê, descobrindo que era apenas um emaranhado de vinhas moldadas para se parecer com Manohar. “Para onde ele foi?”
“Bem aqui.” Fofinho, o Byk, apontou para o pequeno que puxava suas orelhas redondas.
Manohar Segundo nunca havia visto uma besta mágica antes e estava ansioso para inspecionar a criatura desconhecida e fofinha. Quando Ryssa chegou até eles, o bebê já havia terminado de acariciar o focinho da criatura parecida com um urso e agora puxava seus lábios para cima para examinar os dentes.
O Byk demonstrou grande paciência, limitando-se a revirar os olhos diante das travessuras de Dhiral.
“Está vendo o que eu quero dizer? Bebês não deveriam entender o conceito de distração, muito menos fazer isso!”
Ryssa apontou para as quatro longas vinhas que brotavam das costas do bebê.
“Eu não consigo fazê-lo parar, e o Dhiral assusta todo mundo.”
O bebê usava as vinhas para se locomover e explorar o ambiente. Elas agiam como membros extras, muito ágeis, que ele também usava para pegar coisas que queria examinar. A impressão geral, no entanto, lembrava demais uma aranha gigantesca para não ser perturbadora.