O Mago Supremo

Volume 27 - Capítulo 2951

O Mago Supremo

Tradução Automática | Revisado por KW 37


Friya abraçou Nalrond com força, perdendo-se no calor dele.

Ela passou a mão pelos cabelos dele, apreciando a espessura macia. Depois, acariciou suas costas, seguindo a linha dos músculos. Friya respirou fundo, absorvendo o cheiro natural de Nalrond misturado ao perfume que ele usava.

Ela se agarrou a ele, tentando aprisionar todas aquelas sensações e gravá-las na memória o mais profundamente possível. Era a única coisa que podia fazer para lutar contra o medo de que aquela fosse a última vez que o seguraria nos braços.

—

Floresta de Trawn, torre de Lith, alguns minutos depois.

“O que você quer dizer com quase morrer? Você enlouqueceu?” Lith disse, suas palavras ecoando as de Friya.

Nalrond, Friya e Quylla haviam se teleportado para a Casa Verhen e, de lá, o Rezar pediu a Lith que fossem até a torre para conversarem em particular.

“Você faz ideia do que está me pedindo?” A indignação de Lith, depois que Nalrond terminou de explicar o procedimento para fundir a força vital Rezar com a humana, pegou todos de surpresa.

Eles esperavam um dar de ombros. Uma análise fria de risco/benefício. Um abraço de amizade, já que Lith sabia muito bem como era ter forças vitais presas em um conflito eterno. Qualquer coisa, menos aquilo.

“Isso não é um procedimento para salvar sua vida, mas um procedimento eletivo. E um bem idiota, por sinal.” Lith rosnou.

“Não mais idiota do que a tentativa da Quylla de se Despertar sozinha.” Nalrond balançou a cabeça.

“Ei!” Quylla protestou, não gostando nem um pouco da comparação. Principalmente porque era verdade.

“Por favor!” Lith dispensou a objeção com um aceno de mão. “Aquilo não foi idiota. Foi suicida. Eu classifico como procedimento para salvar a vida porque, sem mim, a Quylla tinha menos chances de sobreviver do que um biscoito no quarto da Solus.”

“Ei!” As duas mulheres disseram em uníssono, gostando ainda menos daquela comparação.

“Desta vez, eu posso parar essa loucura simplesmente me recusando a participar. Se eu aceitar e algo der errado, isso vai pesar na consciência da Solus pelo resto da vida dela. A Friya pode acabar me ressentindo e eu perderia um dos poucos amigos que tenho.

“Eu não vejo motivo nenhum para te ajudar. Não tenho nada a ganhar e tudo a perder com essa merda.”

“Espera, você nem me considera um amigo?” Nalrond perguntou, chocado.

“Amigo?” Lith franziu as sobrancelhas, ainda mais chocado. “Você tentou me matar à primeira vista. Traiu o segredo da Solus depois que ela poupou sua vida. Me ensinou Maestria da Luz só para compensar a bagunça que causou.

“Somos conhecidos e parceiros de negócios nas minas de prata, mas é só isso.”

“Graças aos Deuses você não mudou.” Nalrond riu, achando estranhamente reconfortante ver que Lith continuava sendo Lith. “Por um momento, temi que a paternidade tivesse te deixado mole.”

“Por que, em nome dos Deuses, você está feliz que o Lith esteja agindo como um idiota?” Friya perguntou, indignada o suficiente pelos dois.

“Porque prefiro que meu curandeiro seja frio e distante durante o procedimento do que um desastre emocional.” Nalrond deu de ombros. “A maioria dos curandeiros se recusa a tratar seus entes queridos porque não aguenta a pressão.

“Além disso, se eu for honesto, Lith não está errado. Nós nos conhecemos há anos, mas dá para contar nos dedos de uma mão as vezes que saímos juntos só por diversão.”

Então o Rezar se virou para Solus, que ainda estava tão confusa quanto todos os outros.

“Já que estabelecemos que o Lith não tem consciência e que ele só está preocupado com a sua, você poderia me ajudar a convencê-lo, Solus?”

“Eu?” Ser o centro das atenções a fez dar um passo atrás por reflexo.

Ela considerava Nalrond um amigo e se preocupava com o impacto que a morte dele teria sobre Friya. A última coisa que Solus queria era ser quem tomaria uma decisão tão difícil.

“Sim.” Nalrond assentiu. “Eu sei que é um golpe baixo, mas se eu te convencer, Lith vai te seguir até a lua e voltar. Por favor, Solus, me ajude. Você sabe como é estar presa em uma jaula sem grades, que ainda assim impede você de viver sua vida plenamente.

“Ficar estagnada não por causa do que você fez, mas pelas escolhas que outra pessoa fez por você. Por favor, me ajude a quebrar minhas correntes.”

Solus o encarou, depois olhou para Friya, sem saber o que fazer.

‘O que eu faria no lugar dele? Eu colocaria minha vida em risco para me libertar da torre?’ Solus olhou para as mãos de seu corpo humano e então usou a Bênção do Céu para estudar, pela enésima vez, as rachaduras em sua força vital e em seu núcleo de mana.

Elas ainda estavam lá, inalteradas desde a primeira vez que as descobriu, mas havia um motivo para isso. Se a torre as consertasse, o vínculo com Solus seria rompido e, com ele, a possibilidade de salvar sua vida.

A ferida que a Bytra original infligira a Elphyn quase esgotara sua força vital original e tornara seu núcleo de mana cinza.

Os anos que Solus passou ligada a Lith permitiram que a torre reabastecesse sua força vital perdida, convertendo lentamente a energia do mundo nela após usar Lith como modelo.

Se as rachaduras em sua força vital tivessem sido seladas quando ela ainda era uma pedra, teria morrido de velhice em questão de dias. Mesmo agora, Solus não tinha ideia de quanto de sua força vital original fora restaurada.

Ela viveu ligada à torre por setecentos anos e humanos Despertos deveriam viver cerca de mil anos. Pior ainda, se as rachaduras em seu núcleo de mana fossem corrigidas, ele alcançaria o nível violeta brilhante em questão de dias.

Seu núcleo se tornaria forte demais para seu corpo enfraquecido, fazendo-o explodir como um balão inflado além do limite. Solus lutara muito contra sua condição ao longo dos anos, mas quanto mais a estudava, mais percebia que o trabalho de Menadion era um milagre da magia.

Ripha havia recuperado um núcleo despedaçado e até encontrado uma forma de reabastecer uma força vital esgotada. O que eram dezesseis anos comparados à juventude e à vida renovadas que a torre lhe concedia?

‘Não, eu não tentaria fechar as rachaduras da minha essência.’ Solus respondeu a si mesma com honestidade. ‘Eu não arriscaria morrer e perder Lith, Elysia e todos que aprendi a amar. Ainda assim, minha situação é completamente diferente da de Nalrond.’

‘Eu só preciso esperar para ter tudo o que quero e talvez até me libertar da torre, enquanto ele precisa decidir se será prisioneiro pelo resto da vida ou se colocará tudo em risco por uma chance de liberdade.’

“Você é meu amigo, Nalrond. Você tem minha ajuda.” Solus lhe ofereceu a mão, e ele a apertou prontamente.

“Ele é?” Lith ficou pasmo. “Mas você passou ainda menos tempo com ele do que eu!”

“Lith Tiamat Verhen!” Sempre que alguém usava seu nome completo, ele sabia que estava encrencado. “Nalrond arriscou a vida lutando ao nosso lado inúmeras vezes. Ele nos ajudou a salvar Falco do Estrangulador.”

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