O Mago Supremo

Volume 26 - Capítulo 2910

O Mago Supremo

Tradução Automática | Revisado por KW 37


“Quando eles acordarem, Abominus e Ônix vão trazê-los para cá. Diferente de nós, eles não terão com o que se preocupar, e eu aposto que vão se cansar brincando e cair no sono em poucas horas.” disse Elina.

“Isso é seguro para as crianças?” Raaz apontou para Shargein, ansioso para mudar de assunto.

“Mal-educado!” O Wyrmling estalou as mandíbulas, fingindo morder o dedo estendido.

“Pai!” Rena entrou na bronca. “Você já conviveu com Bestas o suficiente para saber que elas são seres vivos como nós. Você deveria ter perguntado ‘Ele é seguro para as crianças?’, não ‘isso’!”

“Eu quis dizer andar nas costas dele, não o Shargein.” Raaz levantou as mãos em desculpas. “Desculpa, garotão. Não é que eu não confie em você, mas você é muito jovem e, na sua idade, eu não podia ser confiável com nada menos resistente que um martelo.”

De acordo com a árvore genealógica da Fênix, Shargein era tio-de-muitos-graus de Raaz, mas como Salaark chamava ambos de filhos, o Wyrmling acreditava ser o irmão mais novo de Raaz.

Shargein lambeu a mão de Raaz e emitiu sons de chilrear que deveriam comunicar que tudo estava perdoado e que ele entendia a preocupação de Raaz.

O problema era que ninguém entendia aquilo, confundindo os chilreios com sons de filhote de Dragão.

“É mais do que seguro.” Lith acariciou Shargein casualmente com a mão coberta de escamas para decifrar a mensagem. “Shargein está sob a proteção do Leegaain, assim como a Elysia. Além disso, ele e os bebês podem usar escamas de Dragão para se comunicar.”

“Elysia e Valeron conseguem dizer ao tio Shargein para onde querem ir e até expressar suas necessidades. Ele pode falar por eles, certo, tio?”

“Certo!” O Wyrmling estufou o peito com orgulho, soltando fumaça pelas narinas junto com Chamas.

Apesar da pouca idade, ele já conseguia entender perfeitamente o idioma humano, a Língua dos Dragões e o idioma das Fênix. Shargein ainda tinha dificuldade para formar frases longas, mas sempre conseguia se fazer entender.

As palavras fome, sozinho, fedido e dor na barriga cobriam a maioria das necessidades dos bebês.

No momento em que os Verhen saíram do Portal no celeiro, o amuleto de comunicação de Kamila se acendeu com várias notificações. Como ela havia perdido a maior parte dos amigos depois de se casar com Lith e ainda não tinha voltado a trabalhar, os avisos surpreenderam a todos.

“Me desculpa, pai.” A voz de Rizel não passava de um lamento, mas todos ouviram mesmo assim.

“É bom mesmo.” Bromann resmungou. “Eu perdoei o que você fez, mas nunca esqueci, e também não vou deixar você esquecer. A lição que você aprendeu naquele dia fez de você um homem melhor. Dê valor a isso.”

“Muito bem dito!” disse Ashtur, o Ry, líder das bestas mágicas encarregadas de proteger a fazenda. “Um filhote está fadado a cometer erros enquanto cresce, mas se ele tenta escondê-los por vergonha ou se afunda na autopiedade em vez de aprender com eles, acaba virando um peso para a matilha.”

Com a ausência da família de Lith, as bestas mágicas ainda tinham as refeições garantidas, mas não tinham nada para fazer o dia inteiro. Não demorou muito até começarem a ajudar os trabalhadores da fazenda para passar o tempo e praticar magia.

“Valeu, amigo.” Bromann acariciou o pescoço musculoso do Ry.

Alguns anos atrás, ouvir um lobo gigante falando teria sido uma experiência traumática.

Depois de sobreviver ao ataque de Orpal em Lutia, ver Fênix e Dragões entrando e saindo da casa dos Verhen a toda hora e testemunhar a forma de Abominação de Lith, no entanto, era preciso muito para surpreender um lutiano médio.

Os Verhen retribuíram os cumprimentos dos trabalhadores da fazenda e entraram em casa.

“Uma distração cairia bem para tirar minha cabeça dessa bagunça.” disse Raaz, transformando suas roupas do Deserto em macacões de trabalho. “Se não precisarem de mim, vou ajudar o pessoal nos campos.”

“Tudo bem.” Elina assentiu, colocando Surin no chão.

Shargein já tinha subido para dentro do cercadinho e se enrolado, acomodando Elysia e Valeron nas dobras de seus membros para uma soneca. Elina colocou Surin ao lado da barriga dele, entre as outras duas crianças.

A bebê continuou dormindo como uma pedra e, assim que a zona de Silêncio do cercadinho foi ativada, os adultos ficaram livres para fazer algum barulho. O feitiço fora criado para impedir sons de entrarem, sem afetar os que saíam.

Se um bebê chorasse, eles ouviriam.

Eles tinham acabado de fechar as cortinas e abrir as janelas para arejar a casa quando alguém bateu à porta.

“Quem é?” perguntou Rena enquanto ativava as matrizes da casa para ver quem estava do outro lado e escaneá-los em busca de ameaças.

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