
Volume 25 - Capítulo 2712
O Mago Supremo
Tradução Automática | Revisado por KW 37
“O ‘problema’ é que você é uma pessoa independente e tem sua própria vida, enquanto a Solus pode ficar no dedo dele e dentro daquela cabeça grossa.” Leegaain disse.
“Então, se eu ficar com ele, eu também posso proteger Lith dele mesmo?” Kamila perguntou.
“Sim. Revezem, façam o que quiserem, mas saibam disto: se Lith não encontrar uma forma de consertar suas forças vitais, mais cedo ou mais tarde ele vai descer tão fundo no buraco que não haverá retorno.”
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As duas mulheres levaram as palavras de Leegaain a sério, assegurando-se de que Lith nunca ficasse sozinho durante todo o tempo até o fim da gravidez de Kamila.
Solus fez tudo o que podia, usando Links Mentais e fusões para aliviar o peso de suas três vidas, mas era como tentar esvaziar um rio com um balde. A água continuava descendo da montanha, e encarar aquele tipo de emoções negativas era exaustivo.
Kamila usou as Escamas de Dragão sempre que pôde para compreender seus traumas e tentar fazer Lith se sentir seguro, mas sem resultado. Sua presença e sentimentos o acalmavam, mas apenas enquanto mantinham contato físico.
No momento em que ela soltava sua mão, tudo voltava ao normal. Ou melhor, ao que agora deveria ser considerado normal.
Lith conseguia sentir o chamado do Dragão Demônio do Vazio o tempo todo e, mesmo que as chamas azuis o ferissem, ele ansiava por aquele poder. Estava desesperado para alcançar o núcleo violeta brilhante e a segurança que as chamas imparáveis lhe concederiam.
Lith tentou de tudo, desde conversar com Faluel até passar tempo com sua família em todas as suas três formas, mas nada ajudava.
Era mais uma manhã de experimentos fracassados e meditação quando algo tão assustador quanto comum aconteceu.
“Deuses! Me desculpa, Rena!” Kamila disse, apontando para o chão molhado. “Eu estava tendo dificuldade para segurar já tem um tempo, mas nunca pensei que ia me mijar assim.”
“Isso não é xixi, querida. Sua bolsa estourou.” Rena respondeu, acionando o alarme em seu amuleto de comunicação.
O código de parto convocou todos os membros da família, soldados do Corpo da Rainha e bestas mágicas ao serviço de Lith num raio de quilômetros. Claro que Lith e Solus também foram chamados e chegaram primeiro à casa dos Verhen.
“É realmente hoje?” A voz de Lith estava cheia de medo e admiração.
“Sim!” Kamila grunhiu de dor enquanto Salaark a ajudava a deitar numa cama. “É pra doer tanto assim?”
“Sim.” Todas as mulheres da casa, exceto Tista, assentiram com confiança.
Elina olhou para o próprio ventre, desejando que sua vez chegasse logo.
“Ótimo! Você! Não fica aí parado como um idiota e vem aqui. Eu tô com medo!” Kamila chamou Lith, que correu para seu lado. “Vovó, o que está esperando? Faz seu truque.”
Ela pegou a mão de Lith, usando as Escamas de Dragão para encontrar coragem e força.
“Isso não funciona assim, criança.” A Guardiã disse, e Faluel concordou. “Você é quem vai dar à luz. Eu vou fazer o possível para ser rápido e menos doloroso, mas isso precisa ser sua conquista, não minha.
“Eu só vou acompanhar sua condição e entregar o bebê no momento em que ela começar a sair, mas não um instante antes.”
Kamila soltou uma longa sequência de palavrões enquanto as contrações se tornavam mais frequentes e dolorosas.
“Salaark está certa, querida.” Tyris enxugou o suor da testa de Kamila e deu pedrinhas de gelo para hidratá-la. “A dor é uma grande parte da vida, e você está criando uma nova. Sem ela, você não conseguiria apreciar o milagre que está realizando.”
“Eu juro pelos Deuses que no momento em que eu puder me levantar de novo, eu vou enfiar minha faca no seu rabo!” Kamila rosnou, apertando a mão de Lith tão forte que ele realmente sentiu a pressão.
Como todos ali eram curandeiros ou já tinham presenciado partos, seu surto violento provocado pela dor não impressionou ninguém. Zinya estava ao lado esquerdo de Kamila, depois de deixar as crianças na Mansão com Tezka e os outros.
“Seja forte, Kami. Se uma humana cega conseguiu, deve ser moleza para uma Desperta como você.”
“Você pode me dar esse seu papo motivacional quando um melão com chifres e asas sair do seu corpo! Deuses, como eu te odeio! Como consegue dizer uma idiotice dessas?”
“Ela não quer dizer isso.” Lith disse.
“Eu sei que não.” Zinya riu. “Você não faz ideia do que eu falei quando estava assim.”
Mesmo que Lith e Solus já tivessem ajudado centenas de bebês a nascer, desta vez era diferente. Segundos pareciam durar minutos, e minutos pareciam horas.
“Deuses, por favor protejam ela. Eu faço qualquer coisa que vocês quiserem!” Ele estava tão apavorado que até ficou religioso.
“Obrigada pela oferta, querido.” Salaark afagou sua cabeça. “Mas nós vamos protegê-la de qualquer jeito. Então relaxe.”
“Como você consegue dizer para ele/eu relaxar?” Lith e Leegaain disseram em uníssono antes de se encararem constrangidos.
“Quero dizer, já tive muitos filhos, mas ainda fico nervoso toda vez. Nunca esqueci o medo que senti da primeira vez.” O Pai de Todos os Dragões pigarreou, envergonhado.
“Eu não teria dito melhor.” Raaz deu um tapinha no ombro de Lith. “Era sua mãe fazendo todo o trabalho, e eu me sentia tão inútil que achei que ia enlouquecer.”
Lith sabia que era tolice ficar com medo apesar da presença de três Guardiões e Faluel supervisionando tudo, mas ele não conseguia evitar. Ouvir as palavras de Leegaain e Raaz ao menos o fez se sentir normal.
Entre feitiços e o corpo Desperto de Kamila, levou menos de uma hora para chegar ao ponto crítico, mas para Lith pareceu durar uma vida inteira.
“É isso, querida.” Elina disse. “Eu consigo ver a cabeça. Respira fundo e empurra!”
“Ok, agora é minha hora de brilhar.” Salaark usou seu feitiço pessoal de Magia do Renascimento, Parteira, para garantir que aquele empurrão fosse o último.
O feitiço relaxou músculos onde precisava, flexionou outros e alongou ossos e tecidos para limitar a resistência ao mínimo.
Elysia veio a Mogar em sua forma humana, chorando a plenos pulmões. Tudo estava subitamente frio demais, brilhante demais e barulhento demais, assustando-a completamente. Ela se metamorfoseou para sua forma Tiamat, usando suas escamas como escudo e suas Chamas de Origem para se aquecer.
As asas membranosas eram normais em vez de invertidas como as de Lith, enquanto o segundo par de asas era sem penas, apenas dois toquinhos rosados saindo de seus quadris. Suas escamas negras eram cortadas por veios de todas as cores elementais exceto esmeralda.
“Já estamos quase terminando.” Tyris acariciou a cabeça de Kamila. “Cerre os dentes porque o pior está para vir.”
“Espera, o quê?” Kamila já não sentia dor desde que Salaark a curara, e Tyris já estava restaurando seu corpo à forma pré-gravidez, então aquelas palavras não faziam sentido algum.
Até que Salaark ofereceu a Lith o corte do cordão umbilical, e ele aceitou.
Naquele exato instante, a conexão entre mãe e filha foi rompida para sempre.