
Volume 24 - Capítulo 2618
O Mago Supremo
Tradução Automática | Revisado por KW 37
“É isso?” o Rezar disse, desacreditado. “Você saiu para tirar uma soneca? E para se recuperar de quê, exatamente?”
“Eu não saí para tirar uma soneca.” Morok bufou diante da acusação. “É só que, quando terminei, não havia motivo para disputar um concurso de olhares com você. Era só a melhor forma de passar o tempo enquanto vocês dois se recuperavam. Podemos voltar lá pra dentro?”
“Não.” Faluel balançou a cabeça. “Terminou de fazer o quê, exatamente?”
Ela o observou com a Visão da Vida, sua força vital inalterada e sua aura azul sem qualquer traço violeta.
“Me chamem quando estiverem prontos.” Dois feitiços rápidos e Morok voltou ao seu sono de beleza sem se dar ao trabalho de responder.
“Deuses, como eu odeio ele.” Nalrond disse após silenciar a si mesmo e a Faluel. “Primeiro da espécie, encontrou e se casou com a mulher que ama, e vive despreocupado, como se tudo fosse um jogo.”
“Você não poderia dizer a mesma coisa sobre Lith?” Faluel inclinou a cabeça, curiosa.
“Sim, mas pelo menos o Lith ralou pra conseguir tudo isso. Ele lutou e sofreu. Além disso, se ele está despreocupado, então eu sou o Rei Valeron.” Ele respondeu, fazendo a Hidra rir. “Morok teve pais de merda, claro, mas todo o resto veio fácil pra ele. Não é justo.”
“Discordo.” Faluel disse. “A postura do Morok faz parecer fácil, mas não é. Ele lutou e sofreu como todos nós. A diferença é que ele não deixou essas coisas definirem quem ele é. Pense bem.
“No lugar dele, depois da morte falsa da Quylla, qualquer um estaria aterrorizado toda vez que ela fosse trabalhar no campo. Mas Morok escolheu focar na alegria de estar com ela, em vez do medo de perdê-la. Isso não é nada fácil.”
“É. Tipo construir uma família sem ficar preocupado o tempo todo que ela pode virar um desastre igual a dos seus pais.” Nalrond odiava admitir, mas ela estava certa.
A recuperação de Faluel foi como um efeito dominó, ficando mais rápida conforme mais núcleos auxiliares se restauravam. Quando Morok estava na metade de seu terceiro cochilo, ele sentiu uma mão o sacudindo.
“Estamos voltando lá pra dentro.” Faluel disse.
“Sem pressa. Esperei por vocês até agora. No mínimo vocês podem me dar cinco minutos e retribuir o favor.” respondeu o Tirano.
“Certo, você quer café ou chá para o intervalo….” Nalrond ainda falava quando Morok deu alguns passos e foi subitamente engolido por um pilar dourado.
A energia do mundo o envolveu, separando-se nos seus seis componentes elementais e sendo absorvida pelos seus seis olhos. O fluxo de mana foi canalizado e amplificado pelas escamas multicoloridas que cobriam seu corpo antes de seguir para seus órgãos internos.
Matéria acompanhou a energia, fluindo para dentro do Tirano e permitindo que ele crescesse de tamanho sem trauma ou necessidade de devorar a própria carne. O azul-brilhante de seu núcleo explodiu em listras violetas que logo se espalharam por toda a sua superfície.
Morok gritou de êxtase enquanto seu corpo se rearranjava para uma forma mais poderosa, capaz de acessar totalmente o poder de seu recém-adquirido núcleo violeta profundo.
Sua figura cresceu para 3,5 metros; as escamas que o cobriam aumentaram em espessura e número.
Sua antiga constituição magra ganhou muito mais massa em forma de músculos volumosos, transformando-o em uma figura colossal.
O número e a posição dos olhos não mudou, mas suas mãos agora terminavam em garras afiadas como navalhas, e suas pernas lembravam as de um felino, dando-lhe maior capacidade de salto e corrida.
Por fim, mas não menos importante, duas pequenas protuberâncias em forma de V invertido surgiram em suas costas. Vários pequenos espinhos ósseos pontuavam o lado interno das protuberâncias, quase fazendo-as parecer um pente.
“Que p*rra é essa?” Nalrond disse. “Por que esperou até agora?”
“Talvez por causa do maldito pilar dourado gigante?” Morok olhou para o Rezar como se ele fosse louco. “Eu sabia que aquilo seria visível por quilômetros. Não podia arriscar revelar nossa posição dentro da Fronteira e também não podia alcançar o violeta antes que Faluel terminasse de se recuperar.
“Agora vamos, antes que alguém apareça. Além disso, aposto que todo mundo vai fazer as mesmas perguntas, e não tem motivo para eu repetir tudo dez vezes.”
O Tirano desapareceu além do véu, deixando Nalrond para trás.
“Eu odeio quando ele soa como o sensato. Me faz sentir duas vezes mais idiota.” Ele e Faluel se juntaram ao resto do grupo bem a tempo de ouvir Morok explicar novamente por que foi obrigado a sair da Fronteira para evoluir.
“Isso foi maldade sua!” Aalejah reclamou, fazendo bico enquanto examinava a nova força vital dele. “Eu adoraria testemunhar o nascimento de uma nova espécie. Poderia ter aprendido muito com isso. Talvez até encontrar uma forma de aprimorar o Harmonizador do Garrik.”
“Desculpa, não pensei nisso.”
“Quando você começou a pesquisar o violeta?” Lith perguntou, com as narinas dilatadas de irritação mal disfarçada.
“Em Zelex, enquanto você chutava meu rabo.” O Tirano abaixou o olhar, envergonhado. “Tive minha primeira pista quando minhas escamas absorveram os ataques elementais da Ryla, assim como meus olhos. Depois fui avançando passo a passo até chegarmos aqui.
“Enquanto os outros se recuperavam, eu continuei praticando sob a orientação de Mogar até encontrar minha resposta.”
“Isso foi há poucos meses!” Friya disse, tomada pela inveja, ainda presa entre o azul e o violeta.
“Que posso dizer? Dei sorte.” Ele deu de ombros. “O truque foi tecer feitiços com o corpo enquanto inundava meus vórtices com a mana extra gerada pelos meus olhos, amplificando-a com minhas escamas.
“Isso desencadeou um ciclo onde cada núcleo auxiliar aumentava o fluxo de mana e ajudava no Despertar dos outros vórtices.”
“Esse não é o segredo da sua linhagem para alcançar o violeta?” Nalrond franziu o cenho. “Por que está compartilhando isso conosco?”
“Ué. Vocês são minha família, então meu legado é o legado de vocês. E, além disso, acho que esse método talvez nem funcione para outro Tirano, já que sou o único com essas escamas.” Morok tocou a própria pele.
“Estou compartilhando porque ainda é uma pista que pode ajudar você e a Friya a encontrarem seus próprios caminhos até o violeta.”
“Isso foi muito gentil e inteligente da sua parte.” Quylla depositou um beijo de punho em seu novo rosto, fazendo o Tirano ficar num tom profundo de roxo que não tinha nada a ver com os elementos circulando em seu corpo.
“Não fique decepcionado com as asas atrofiadas.” ela disse enquanto as examinava com um feitiço de diagnóstico. “Elas são um excelente sinal. Significa que sua espécie tem potencial para evoluir ainda mais. Talvez em algumas gerações…”
“Por que eu ficaria decepcionado?” Morok flexionou os ombros, estendendo seu fluxo natural de mana até as protuberâncias ósseas. “Eu estava só guardando o melhor para o final.”
Uma explosão de energia elemental em sete cores irrompeu dos Vs invertidos, formando asas translúcidas e majestosas que ergueram o Tirano no ar.
“As asas devem ter se formado depois do violeta por causa de sua natureza peculiar. O Despertar me deu as escamas, o Olho Espiritual e o aumento do fluxo de mana acima dos Tiranos normais.
“O núcleo violeta, por outro lado, permitiu que meu corpo passasse por mudanças maiores e desenvolvesse novos órgãos graças à ajuda de Mogar.” ele disse enquanto levava Quylla para um giro no ar.