
Volume 23 - Capítulo 2531
O Mago Supremo
Tradução Automática | Revisado por KW 37
A solução para o problema de Lith veio na forma de um grupo de mulheres que discutiam de maneira muito mais acalorada do que os guardas nos fundos do prédio. Por algum motivo, as guardas warg se mantinham longe delas, e ninguém parecia se incomodar com o barulho que faziam.
O grupo era composto por várias orcs, Hati, Balors de seis olhos e uma Fomor.
“Você não tem o direito de nos manter do lado de fora, Ryla.” rosnou uma Hati de pelagem prateada, vestida com um rico traje dourado que realçava seu pelo metálico. “É o nosso futuro que estão discutindo lá dentro, e nós temos o direito de dar nossa opinião!”
“Como sacerdotisa suprema de Glemos, eu tenho todo o direito, sim.” respondeu a Fomor. A beleza de sua figura e feições era realçada pela toga solta que deixava suas costas completamente à mostra.
Suas asas multicoloridas, dobradas, pareciam um manto macio que descia dos ombros até o chão.
“É meu dever proteger todas vocês, até de si mesmas. Cada uma aqui demonstrou o mais alto potencial evolutivo e, portanto, é insubstituível. Aqueles cuja posição está garantida não têm o direito de decidir o destino dos que são descartáveis.
“Uma seleção será necessária antes de partirmos. Nossos homens e filhos morrerão para nos deixar o máximo de comida possível. Vocês realmente acham que eles conseguiriam tomar essa decisão olhando nos nossos olhos? Que teriam forças para pôr fim à própria linhagem enquanto vocês gritam e choram?
“Nosso deus Glemos nos ensinou que o futuro é mais importante que o passado, e que apenas através do sacrifício nossas raças poderão prosperar.
“Todo o Mogar é nosso inimigo. Nossos próprios corpos nos traem e tentam nos matar todos os dias. Este é o único caminho para sobreviver.”
“Besteira!” gritou uma orc-elfa revertida, sua pele marrom-clara avermelhada pelo fluxo de sangue, e seus cabelos dourados chicoteando o ar devido à sua explosão de mana. “Podemos pedir ajuda aos nossos irmãos não caídos!
“Ainda existem elfos de sangue puro lá fora, mas nunca tentamos encontrá-los. Podemos negociar com o Conselho dos Despertos oferecer os Harmonizadores e o laboratório de Glemos em troca de uma cura para nossa condição!
“Se a linhagem Tirana sozinha conseguiu tanto, imagine o que as quatro raças despertas poderiam fazer juntas!”
“Blasfêmia!” Ryla esbofeteou a orc-elfa com força, calando-a. “Nosso salvador não é um mero Desperto. Ele é um deus que teve piedade de nossos ancestrais após a queda e criou este paraíso para nós.”
“Você chama isso de paraíso?” perguntou uma Balor de seis olhos, erguendo o queixo para encarar a Fomor, muito mais alta. “Vivemos escondidos no subsolo como ratos. Não podemos expandir nossos limites e somos forçados a eliminar nosso próprio sangue só para continuar existindo.
“Isso não é paraíso algum é um laboratório doentio, e nós somos as cobaias. Glemos não é deus nenhum; se fosse, já teria nos curado. Ele explorou nossas vidas curtas e nossa ignorância para reescrever a história como quis.
“Nós fingimos acreditar nas mentiras dele apenas por medo”
“Como ousa?” Ryla previu a reação da Balor e atacou antes que ela pudesse se defender. O golpe a jogou no chão, seguido de um chute brutal.
“Glemos é um deus! Sem ele, você seria um monstro horrendo. Sem ele, eu jamais teria nascido. Sem ele, não há esperança! Se despreza tanto os dons dele, então terei prazer em tomá-los de volta!”
A Fomor agarrou a Balor pelo pescoço, pronta para arrancar-lhe o coração mas a Hati do vestido dourado segurou-lhe o pulso.
“Basta. Entendi o seu ponto, e prometo que nos comportaremos. Agora solte-a.”
Ryla tentou, em vão, se libertar da pegada de ferro da Hati, que apertou ainda mais, forçando a Fomor a se curvar de dor.
“Sou a sacerdotisa suprema, Syrah. Você não pode me dar ordens.” ela rosnou, rangendo os dentes.
“E eu sou a rainha. Se quiser, podemos entrar e perguntar qual de nós é mais fácil de substituir.” respondeu Syrah, dando um passo tão rápido que Lith mal conseguiu acompanhar.
Ela agarrou Ryla com tanta força que nem o poder combinado dos seis olhos da Fomor foi capaz de soltá-la.
“Está bem. Eu perdoo a transgressão dela.” cedeu Ryla, e Syrah a soltou. “Mas se Br’ey continuar espalhando essas mentiras venenosas, nossa sociedade pode ruir. Só a fé em nosso deus e a esperança que ela traz nos permitiram suportar tanto sofrimento.
“Você está disposta a assumir a responsabilidade por ela?”
“Estou.” respondeu a rainha Hati. “Agora vamos entrar. Eu não confio nem um pouco naquela escória das Cortes dos Mortos.”
“Você sabe que não estou mentindo, Syrah. Todas nós vimos os registros de antes de Glemos, guardados no cristal de Br’ey.” disse a Balor, apontando para a orc, que assentiu. “Nossas espécies existiam antes dele. Ele…”
“Agora não é hora para isso, Urhen.” cortou a Hati. “Perdemos muita gente boa hoje. Estamos prestes a perder nossos lares e a eliminar a maioria de nossos vizinhos e amigos, apenas porque nasceram com um potencial evolutivo menor.
“Mesmo que tudo o que vimos seja verdade e não um delírio de um orc antigo você acha que nosso povo sobreviveria ao descobrir que tudo em que acredita é mentira? Que não há deus misericordioso cuidando de nós, mas apenas um ditador cruel que nos criou como gado?”
Urhen abriu a boca para responder, mas nenhuma palavra saiu. Ela abaixou a cabeça, cerrando os dentes antes de balançar negativamente.
“A verdade é um luxo que não podemos nos permitir, minha amiga.” disse Syrah, suavemente. “Hoje, apenas as mentiras nos permitirão ver o amanhã.”
O Dragão Pena do Vazio aproveitou o momento em que as mulheres se abraçaram e a sacerdotisa suprema saiu furiosa para dividir seu corpo o máximo possível e deslizar entre as sombras delas.
‘Ainda bem que os Traughen têm seis braços e todas são enormes. Entre isso e esses vestidos bufantes, tenho espaço suficiente pra me esconder.’
O grupo caminhou apressado pelos portões e depois por um amplo corredor, chegando a uma sacada de onde podiam ver e ouvir tudo o que acontecia na grande sala abaixo.
Além disso, levaram Lith tão perto de Solus que ela conseguiu perceber exatamente onde ele estava, mesmo sem vínculo mental. Ela havia deixado o bolso dimensional de Eryon assim que ele fora convocado ao palácio e vinha observando tudo de um local seguro.
Transformando seu corpo de pedra em líquido, Solus começou a se arrastar lentamente para fora de seu esconderijo, ajustando constantemente sua coloração para combinar com o ambiente ao redor.
Levou alguns minutos até alcançar a sacada e o que ela viu a deixou boquiaberta.