O Mago Supremo

Volume 23 - Capítulo 2513

O Mago Supremo

Tradução Automática | Revisado por KW 37


“Além disso, antes de vir pra cá eu tive que esperar o relatório de cada membro do Conselho que ajudou o Reino contra os monstros. Se o paradeiro dos filhos de Glemos fosse descoberto, teríamos apenas algumas horas para colocar nosso plano em prática.

“Nossas chances de negociar com os monstros e garantir que o legado da linhagem dos Tiranos não caísse nas mãos do Conselho seriam mínimas. Como foi o lado de vocês do plano?” perguntou Faluel.

“Sem contratempos.” respondeu Lith. “Plantei um rastreador no líder da expedição de invasão durante a luta. Com um pouco de sorte, ele vai nos guiar direto até o destino.”

“Um rastreador?” exclamou Ajatar, surpreso. “Esse é o seu grande plano? Filho, esse tipo de dispositivo mágico é fácil de detectar com qualquer tipo de percepção mágica, e completamente inútil além de um certo alcance.”

“Este é um rastreador especial.” Lith deu ao draco um sorriso confiante. “Ele pode mudar de forma, se camuflar e até usar magia dimensional se for necessário.”

Ajatar estava prestes a questionar como um despertinho poderia ter acesso a algo tão extraordinário, mas Faluel o interrompeu.

“Chega de perguntas. Eu confio em Lith. Se não acredita nele, acredite em mim.”

“Tudo bem.” o draco bufou. Todos os dragões, menores ou não, odiavam mistérios. “Só espero que não caiamos numa armadilha. Se esse seu rastreador incrível for descoberto, os monstros podem muito bem nos levar até uma mina de cristais e nos explodir junto com ela.”

“Antes que eu esqueça, tem algo que precisam saber.” disse Lith. “O ataque a Ne’sra foi liderado por um Fomor.”

“Sério?” Morok disse animado, esperançoso de que sua raça não estivesse extinta, enquanto Faluel demonstrava preocupação. “Ele era como Echidna ou como Typhos?”

“Como Typhos, então o Despertar ainda está fora de questão.” respondeu Lith. “E quanto a vocês?”

“Eu estava estacionada em Friga, e o líder parecia um elfo, mas com pele marrom.” relatou Friya. “O pior foi que, tirando Magia Espiritual, nada funcionava. E o cara ainda tinha um feitiço maluco que eu nunca tinha visto antes.”

“Aquilo era um xamã orc.” explicou Lith. “Eles conseguem usar cristais de mana pra obter poderes parecidos com os de Nandi.”

“Eu sei.” suspirou Quylla. “Quando o equipamento dos soldados simplesmente parou de funcionar, foi um massacre.”

Ao ouvir isso, Lith pediu que todos compartilhassem suas respectivas batalhas por meio de um elo mental.

“A boa notícia é que realmente era apenas um orc revertido. Eles ainda não conseguiram evoluir mais.” disse Lith. “A má notícia é que já são letais com um único cristal. Não dá pra imaginar o quão perigosos podem ser com um Harmonizador e uma mina inteira à disposição.”

“Em Beda, o ataque foi liderado por uma mulher que me lembrava uma Dríade mas bem alta e musculosa.” comentou Morok, permitindo que Lith reconhecesse uma ogra revertida e não evoluída.

“Eu lutei contra meus irmãos perdidos em Lona.” disse o Protetor, abaixando o olhar em vergonha e tristeza.

“Quer dizer… wargs?” perguntou Lith, que não fazia distinção entre humanos, feras ou plantas apenas entre amigos e inimigos.

“Quero dizer Hati.” respondeu Ryman, olhando para Tista, que deu um passo para trás instintivamente, fazendo suas asas surgirem enquanto as checava, aflita. “Desculpe, eu não queria tocar no assunto porque sabia que te deixaria abalada.”

Ryman lhe deu um aceno de desculpas antes de lançar um olhar de advertência a Lith.

“Foi gentil da sua parte, mas desnecessário.” disse Tista, fazendo as asas desaparecerem e prometendo a si mesma não mostrá-las de novo até o fim da missão. “Precisamos de informações para nos prepararmos, e se eu me tornar um fardo, prefiro voltar para casa do que comprometer a segurança de vocês só para poupar meus sentimentos.”

Quando todos terminaram de relatar os tipos de monstros revertidos que enfrentaram e suas habilidades, voltaram-se para Lith.

“Como vamos localizar o seu rastreador? Se precisarmos nos espalhar e procurar, é bom que tenha preparado unidades receptoras suficientes pra todos nós.” disse Ajatar.

“Só preciso de um gêiser de mana livre pra amplificar o sinal. Um com mina serve também, contanto que a energia não esteja sendo absorvida por uma estrutura artificial, tipo um laboratório ou uma cidade.” explicou Lith.

Faluel teve que contatar o Senhor Desperto local e pedir alguns favores, mas no fim conseguiu a localização de um gêiser improdutivo.

Primeiro, Lith o imprimiu, tornando-o disponível como destino para o teleporte da torre. Depois, usou a conexão entre ele e o artefato para chamá-lo. A torre não tinha mana suficiente, mas a resposta ainda apontou a direção correta.

Ele também tentou ativar o elo telepático com Solus, mas a distância entre eles era grande demais.

“Maldição, está bem longe. Nessa direção sul, sudeste.” disse Lith, apontando.

“Não é muito, mas é um começo.” suspirou Ajatar. “Esperemos que encontremos o seu rastreador logo, ou Faluel e eu vamos acabar devendo até as escamas pra conseguir essas informações sobre os gêiseres. E se os Senhores Regionais compararem notas, podem começar a desconfiar.”

“Não vai ser necessário.” disse Lith, colocando um pergaminho dentro da Soluspédia e perguntando a Solus se ela estava bem e se podia obter as coordenadas dimensionais do esconderijo com os Olhos e compartilhá-las com ele.

Em vez de guardar um pergaminho próprio, Solus retirou o que dizia “Estou bem, mas não posso escrever” do lado de Lith. Sabendo que ficariam separados, os dois haviam preparado vários pergaminhos com respostas genéricas e os armazenaram dentro da Soluspédia.

Os espaços dimensionais eram compartilhados e funcionavam para ambos, não importando a distância. Solus fazia com que apenas uma folha surgisse de cada vez nos bolsos de Lith, para que ele pudesse ler sem chamar atenção.

Ajatar e Morok não sabiam da existência da torre, e Lith queria manter as coisas assim.

Quando montou a mensagem completa, ela dizia: “Sul – Mais de – 500 quilômetros. Submerso.”

Lith compartilhou a informação, e Morok assobiou em admiração.

“Magia do Vazio, Magia da Criação, e agora isso? Não me diga que também desenvolveu em segredo algum tipo de Magia de Vidente?” o Tirano falou em tom de brincadeira, mas o interesse “casual” de Ajatar deixava claro que a pergunta era séria.

“Não existe nada como poderes sobrenaturais.” respondeu Lith com um encolher de ombros. “Apenas fenômenos naturais que podemos compreender e reproduzir com ciência como fazemos com a magia.

“O rastreador apenas registrou um pico na umidade do ar, e sabemos que chuva está fora de questão.” apontou para o céu limpo. “Como vocês conseguem acreditar em algo tão absurdo?”

‘Disse o homem que recebeu uma visão de um par de Dríades gostosas sobre o desejo mais profundo de sua alma.’ zombou Morok.

“Por que você contou isso pra ele?” Lith revirou os olhos para Quylla.

“Porque achei romântico.” respondeu ela num tom firme que, curiosamente, não era dirigido a Lith. “E também deixei de fora a parte das ‘gostosas’.”

‘Como se não fosse óbvio.’ suspirou Morok, nostálgico. “Já lidei com algumas Dríades quando era Patrulheiro, e elas eram…”

“Por que parou?” perguntou Quylla, sorrindo, enquanto uma tênue luz violeta escapava por entre suas pálpebras cerradas.

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