
Volume 22 - Capítulo 2490
O Mago Supremo
Tradução Automática | Revisado por KW 37
Não havia nenhum amuleto de comunicação no cômodo, apenas quatro cadeiras e Zekell estava sentado em uma delas. “Pai? O que você está fazendo aqui? É madrugada no Reino e você devia estar dormindo”
“Quem liga pra dormir quando meu filho precisa de mim?” o ferreiro caminhou na frente de Senton, apertando sua mão enquanto lhe dava tapinhas nas costas.
“Por que eu precisaria de você? Está tudo bem, pai.”
“Ah, é? Então por que você sai da sala toda vez que Leria me mostra o novo feitiço que aprendeu? Por que passa a maior parte do tempo em Lutia e só volta pra casa tarde da noite?” perguntou Zekell com firmeza.
“Além disso, não sou cego nem surdo. Eu ouço vocês dois brigando o tempo todo. Vejo a raiva que guia seu martelo enquanto trabalhamos e o quanto você é frio com sua esposa e filha.
“Se não fosse pelo fato de ainda ser um pai amoroso com os trigêmeos, eu diria que você foi substituído por um Sósia. Porque um Trocador de Pele faria um trabalho melhor fingindo ser meu filho.”
“Isso não é da sua conta.” Senton apertou os lábios. “Estamos passando por uma fase difícil. Acontece com todo casal.
“De fato, mas essa fase já dura semanas” disse Raaz. “Eu te considero um bom homem e um bom pai, Senton, mas não gosto de como você está tratando minha filha, acho que está na hora de enfrentarmos o elefante na sala, ou melhor, o Tiamat.
“Você nunca gostou muito do Lith e tudo bem, já que o sentimento é mútuo. Desde o baile, no entanto, você estendeu seu desagrado para Rena e Leria também. Isso é inaceitável.
“Claro que você diz isso! rosnou Senton. “É o seu o emblema da família pendurado na minha casa. É o seu nome que minha esposa e filhos usam primeiro para se apresentarem. Eu não sou nada. Eu não valho nada.
“As roupas que vestimos vêm do Lith e o mesmo acontece com todos os aparelhos mágicos que usamos todos os dias. Para onde quer que eu me vire, vejo a sombra dele e a pior parte é que até meu próprio pai o ama mais do que a mim!”
Enquanto encarava Zekell, a fúria nos olhos de Senton se dissolveu, dando lugar à dor.
“Como você pode dizer isso?” Zekell se levantou de um salto. “Você é meu orgulho. Meu único e amado filho. Tudo o que construí é para você e seus filhos herdarem.”
“Belas palavras pra alguém que sempre se gabou do genro em vez do próprio filho em todas as reuniões da vila” Senton rosnou. “Você chama Lith de ‘filho’ e vive se esforçando pra agradá-lo.
“Abriu mão do sobrenome que comprou com tantos sacrifícios e ainda construiu um templo pra ele! Não lembro de você ter feito nada parecido por mim.”
“Eu me gabava do Lith nas reuniões da vila porque mencioná-lo nos dava prioridade em reparos e reduções de impostos!” retrucou Zekell. “Porque com o dinheiro que economizávamos, conseguimos manter a forja funcionando mesmo quando não tínhamos muito trabalho.
“Eu me esforçava pra agradar o Lith, como você diz, porque ele me trazia negócios. Ele pagava pela minha arte e me ensinou coisas que um ferreiro de vila só poderia sonhar em aprender. Se não fosse por isso, ainda estaríamos fazendo ferraduras e arados
“Em vez disso, agora eu sei purificar Oricalco. Já lidei com prata o suficiente pra abrir uma ourivesaria. Onde você acha que consegui o material pra praticar? Naquela época, um único lingote de prata valia mais do que nossa casa e nossa loja juntas.
“E nem me faça começar a falar sobre os carrinhos de bebê, tabuleiros de xadrez e todas as outras invenções do Lith. Temos o monopólio de vários produtos muito procurados porque você se casou com a irmã dele e eu trabalhei feito um condenado pra me tornar o ferreiro de confiança dele!
“Mesmo que ele não fosse meu genro, eu teria feito o mesmo se isso significasse ganhar dinheiro honestamente. Quantas vezes você já me viu me curvar diante de um nobre? Beijar a porcaria do traseiro deles e lamber suas botas quando mandavam?”
“Perdi as contas.” Senton cerrou os punhos, furioso com as lembranças das humilhações do passado.
“E quando foi que isso mudou, hein? Quando penduramos aquele maldito brasão da família Verhen na porta. Quando a mulher que atendia à campainha se apresentava como Rena Verhen. Foi então que chegou a nossa vez de ter nossos traseiros beijados e nossos sapatos lambidos e não lembro de você reclamar disso.”
“Isso é diferente!” Senton encarou o pai de perto, seus narizes quase se tocando.
“Não, não é.” Zekell não recuou. “É que você estava feliz demais sendo respeitado pra se importar com o motivo de nossos clientes de repente estarem todos sorridentes. Filho, quero que tire o véu do seu ego ferido e olhe pra vida que construímos.
“Uma vida que não existiria se não fosse por nossa relação com Lith. Eu fiz tudo o que você me acusa de ter feito mas fiz por nossa família. Mesmo quando ele ainda era assistente da Nana, Lith nos desprezava, os aldeões.
“Mesmo depois de você se casar com Rena, a atitude dele não mudou. Então eu tive que fazê-la mudar. Nunca me importei com qual nome carregamos, desde que estivéssemos seguros. A presença de Lith nos protegeu, trouxe negócios, conforto e nos deu mais dinheiro do que jamais sonhamos ter.
“Claro, às vezes coisas ruins aconteciam por causa dele mas ele sempre consertava os próprios erros. É graças a ele que Lutia não é mais uma vilazinha lamacenta. Agora vivemos numa cidade de porte médio que continua crescendo.
“E eu mandei aqueles malucos construírem um templo pra ele porque nossa cidade estava morrendo e nossos amigos junto. Não foi pra massagear o ego do Lith, mas por sobrevivência!”
Zekell fez uma pausa para recuperar o fôlego e deixar suas palavras penetrarem.
“Você realmente sente falta da nossa antiga casa fria no inverno e quente no verão? Sente falta da antiga forja, que era pouco mais que um barraco? Nossa casa agora é digna de Derios, e nossa forja tem um prédio próprio.
“Não somos mais ferreiros de vila. Somos artesãos e empresários respeitados. Você tem quatro filhos lindos que nunca vão precisar de nada e não porque o Lith vai pagar por isso, mas porque nós vamos.
“Você sabe melhor do que ninguém o quanto passei horas e horas na fornalha, antes e depois do seu casamento com Rena. Sim, eu explorei o nome de Lith mas apenas pra vivermos em paz, sem nobres escrotos nos atormentando.
“Também explorei a fama dele pra atrair clientes, mas cada moeda de cobre que ganhamos veio do nosso próprio suor. Sou grato ao Lith porque o considerei meu patrono ele me deu uma oportunidade, mas fui eu quem a aproveitou.
“Você nega isso?” o olhar do velho ferreiro era tão frio quanto o aço e tão quente quanto sua forja.
“Não.” murmurou Senton, baixando o olhar, lembrando-se de como o negócio da família havia crescido ao longo dos anos, através de esforço e sacrifício.
A casa dos Proudhammer poderia ser digna de um nobre provincial, se Zekell não tivesse reinvestido cada moeda que ganhava em seu próprio ofício em vez de desperdiçá-las com luxo e roupas encantadas.