O Mago Supremo

Volume 22 - Capítulo 2414

O Mago Supremo

Tradução Automática | Revisado por KW 37


Culpar o falecido Glemos só teria reforçado o ódio contra as Bestas Imperadoras, e os cidadãos de Ne’sra viveriam com medo de outro ataque.

“Grande Maga Verhen.” murmurou Solus em resposta.

“Como é?” perguntou o capitão.

“É Grande Maga Verhen pra você, não Lady Verhen.” rosnou Solus. “E, além disso, não tenho que te explicar nada. Somos inocentes até que se prove o contrário. Suas palavras soam como a tentativa patética de um incompetente tentando racionalizar seu fracasso em proteger a cidade.”

“Como ousa-“

Um brilho nos olhos de Solus bastou para que toda a patrulha caísse de joelhos, com as mãos no chão.

A mecha amarela em seu cabelo se acendeu levemente quando os feitiços de voo dos magos falharam, fazendo-os despencar no chão com a graça de tijolos. Eles gemeram de dor; os sortudos tinham apenas costelas e pernas quebradas, mas ainda podiam usar as mãos para se curar.

Os que haviam quebrado dedos e braços não estavam em condição melhor que pessoas comuns.

“Caso tenham se esquecido, nós três acabamos de deter uma horda de monstros que teria apagado esta cidade do mapa. Se eles não conseguiram nos vencer, com que salto de lógica vocês acham que teriam alguma chance, caso fôssemos a ameaça que nos acusam de ser?”

Um novo movimento da mão de Solus fez o rosto de Neforce afundar na lama até ele começar a se afogar. Emitiu gargarejos aterrorizados que Solus amplificou com magia do ar para todos ouvirem.

Então, ela espalhou sua intenção assassina ainda mais longe, e os espectadores também caíram de quatro.

“Vocês não estão nos banindo. Nós é que estamos indo embora, porque estou enojada com todos vocês. Vou relatar tudo à Coroa e informá-los que, caso outra horda apareça, Ne’sra não receberá nenhuma ajuda da Casa Verhen.”

Um estalar de dedos, e ela os Teleportou de volta para a filial da Associação na cidade. Ainda levaria alguns minutos até que o mana que Solus havia deixado se dissipasse e as pessoas conseguissem ficar de pé novamente.

“Residência Verhen para três, por favor.” disse Tista com um gemido dolorido.

“Tem certeza?” o atendente olhou preocupado para as costas ensanguentadas dela. “Grande Maga Verhen, você está claramente ferida, e o Grifo Branco é o único lugar onde uma ferida que nem mesmo você consegue tratar pode ser curada.”

Era um homem apenas um pouco mais velho que Tista, e suas palavras não tinham medo nem desprezo. Ele tinha testemunhado a batalha, mas o único detalhe que parecia importar era o verde-escuro da túnica dela.

“Obrigada pela gentileza, mas acho que meu irmão vai dar conta.” Tista assentiu, esboçando um sorriso fraco.

“O Supremo Mago Verhen está lá?” o jovem olhou para as coordenadas dimensionais que acabara de inserir como se fossem o mapa de um tesouro perdido. “Desculpe por tomar seu tempo… e, por favor, leve a ele minhas saudações.”

Tista riu baixinho e, em vez de apontar que eles não faziam ideia de quem ele era, apenas leu o nome Vamfil na plaqueta de identificação em seu bolso.

“Pode deixar.” ela atravessou primeiro o Portal, enquanto o atendente entregava um pedaço de papel a Solus, sem se preocupar em verificar suas identidades.

“Isto é uma mensagem secreta que precisa ser gravada para revelar o conteúdo?” perguntou Solus, virando o papel. Mas ambos os lados estavam em branco, então ela presumiu que funcionava como os boletins de notas da academia.

“Não, é só papel.” respondeu Vamfil. “Eu queria o seu autógrafo.”

O cenho franzido de Solus se transformou em um sorriso caloroso enquanto ela escrevia seu nome em uma caligrafia ornamentada.

“Graças aos Deuses, nem todo mundo aqui é um idiota. Continue com o bom trabalho.”

Nyka foi a última a atravessar o Portal e descobriu que Lith já estava do outro lado, enquanto Solus não estava em lugar algum.

“Mas que diabos aconteceu? Vocês não estavam de férias?” perguntou Lith, examinando o estado de Tista.

“Acho que o azar corre na nossa família, irmãozinho.” Tista tentou rir, mas até o toque mais delicado de Lith fazia dor latejar em suas asas feridas.

“Onde está a Solus?” perguntou Nyka.

“Foi até o gêiser pra uma recarga rápida.” respondeu Lith.

Depois de passar cada vez mais tempo longe dele, Lith havia dado a Solus o anel de pedra que costumava usar no dedo. Sem ele, no momento em que o corpo humano de Solus ficasse sem energia ou prestes a ser destruído, ela não teria onde se abrigar.

Se isso acontecesse, ela poderia perder o corpo humano por anos e ainda causar grandes danos à torre. Enquanto a torre tivesse forma física, o anel era apenas um símbolo de seu vínculo.

Porém, quando a torre não estava sobre um gêiser de mana, o anel funcionava como um receptáculo tanto para a torre quanto para Solus.

Quando ela retornou, os dois usaram um elo mental para compartilhar suas versões da batalha e juntar as peças do quebra-cabeça.

“A única coisa da qual temos certeza é que, mesmo do túmulo, Glemos ainda está causando problemas.” disse Solus.

“Quem é Glemos?” perguntaram Nyka e Amanhecer em uníssono.

“É uma longa história.” respondeu Lith, tentando acelerar o crescimento das penas de Tista, mas sem sucesso. “Droga. É melhor você ficar aqui e descansar. Se não melhorar depois de uma boa noite de sono, teremos que pedir ajuda à Vovó.”

Lith estava preocupado com Tista e consigo mesmo. Suas asas emplumadas nunca haviam sido feridas antes, e algumas de suas penas abrigavam as almas de seus Demônios.

‘E se, ao serem arrancadas, os Sigilos do Vácuo se perderem também? E as almas que elas contêm?’ ele pensou, enquanto Solus usava o elo mental para atualizar Nyka sobre o ocorrido.

“Devemos avisar o Conselho?” perguntou Tista, precisando de ajuda até para alcançar uma cadeira e comer a comida que Lith tirou de seu bolso dimensional.

“Sim e não. Isso é assunto tanto do Conselho quanto da Realeza. Não há como saber se mais hordas estão aparecendo em outros lugares neste exato momento. Mas antes de contatar qualquer um deles, vou ligar pra Faluel.” respondeu Lith.

“Glemos era o pai de Morok. Talvez ele e Ajatar tenham alguma pista sobre o que está acontecendo.”

“Lith, que surpresa agradável.” uma das sete cabeças da Hidra atendeu ao amuleto, enquanto as outras seis continuavam trabalhando em projetos diferentes. “Ter um pouco de paz depois de meses de problemas é realmente maravilhoso.

“E, além disso, a paternidade te fez bem. Não posso acreditar que você finalmente está se acostumando a ligar para as pessoas só pra conversar, em vez de só quando precisa de algo delas.”

“Sobre isso…” enquanto Lith contava a história do ataque a Ne’sra, também pediu a Solus que fizesse uma anotação mental e o lembrasse de fazer as ligações de cortesia que vivia esquecendo.

‘Anotado. Vou deixar bilhetes colados nas paredes do seu quarto. Deve bastar pra manter sua memória de Lich sob controle quando eu estiver ausente.’

Ouvir a voz dela respondendo em seus pensamentos em vez do silêncio fez Lith sorrir.

A ideia de que ela partiria novamente logo em seguida, porém, fez o sorriso desaparecer tão rápido quanto surgiu.

“Retiro o que disse.” o tom de Faluel passou de alegre a resmungão.

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