O Mago Supremo

Volume 22 - Capítulo 2405

O Mago Supremo

Tradução Automática | Revisado por KW 37


Uma semana depois, Solus já estava quase terminando de visitar as cidades que ela e Lith haviam atacado na tentativa de atrair Thrud para fora de seu esconderijo. Não importava quantas pessoas ela curasse ou quantos prédios reconstruísse, todo o seu esforço ainda parecia uma gota no oceano, e ela sabia disso.

Era por essa razão que Solus nunca permanecia no mesmo lugar por mais de um dia. Ao contrário da destruição, reconstruir exigia tempo e paciência, luxos que ela não podia se permitir sem correr o risco de ser reconhecida.

Solus já se sentia péssima só de olhar para as consequências de suas ações. Encarar os parentes enlutados das pessoas que ela havia matado, ou que haviam morrido em decorrência de seus planos, era a última coisa que precisava.

Elas haviam se mudado para a cidade de Ne’sra, a antiga capital do Grão-Ducado de Deirus. Havia muito o que reconstruir, incontáveis pessoas necessitando de um Curandeiro, e o fato de Solus não ter tido participação em sua destruição aliviava um pouco sua consciência.

A presença de um poderoso gêiser de mana sob a cidade, e o fato de ninguém ali tê-la visto pessoalmente, permitiam que ela prolongasse sua estadia pelo tempo que quisesse.

Quarteirões inteiros haviam sido arrasados durante a batalha entre a Rainha Louca e os ainda vivos companheiros do Primeiro Rei. Tessa, a titânia, havia devastado Ne’sra em uma tentativa fracassada de resgatar Phloria, e depois colocou a culpa em Thrud, para garantir que a soberana não teria facilidade em controlá-la.

A segunda parte do plano de Tessa funcionara como um encanto. Os cidadãos da capital de Deirus jamais haviam se rendido, nem aceitaram o domínio da Rainha Louca. Ne’sra recebeu os membros do exército como salvadores, e cada Curandeiro como um santo.

Havia muitos canteiros de obras e ainda mais hospitais de campanha, mas o clima ali era bem melhor do que no lado ocidental do Reino. O povo ainda lamentava seus mortos, mas também saboreava o doce gosto da vitória.

Tudo o que Solus recebia em troca de seus tratamentos eram sorrisos e palavras gentis, e isso era mais do que suficiente. Depois de ser insultada, cuspida e incapaz de andar sem escolta ou um feitiço pronto nas pontas dos dedos, Ne’sra era o paraíso.

“Como você lida com o vazio constante na mente, onde antes estava Acala?” perguntou Solus, enquanto aproveitavam uma refeição farta após um longo dia de trabalho. “Já faz mais de uma semana que estou longe de Lith, e ainda assim a última coisa que faço toda noite é desejar boa-noite a ele… e bom-dia assim que acordo.”

“Na verdade, é bem fácil.” respondeu Amanhecer, assustando Nyka de leve.

Desde a discussão que haviam tido no parque da mansão Verhen, a Vampira havia se tornado bem mais consciente da ameaça que Amanhecer representava, e de como seria fácil para ela tomar o controle de seu corpo.

“Aprendi esse truque assim que percebi que tipo de peça rara meu primeiro hospedeiro era. Você sabe como encobrir seus pensamentos para que seu hospedeiro não os perceba?”

Solus assentiu, permitindo que ela continuasse.

“Você deve fazer o mesmo agora e se acostumar a manter sua mente isolada o tempo todo, mesmo quando se reunir novamente com Verhen. Isso permitirá que você mantenha sua personalidade distinta da dele e estabeleça limites saudáveis.”

“Entendo.” Solus assentiu. “Quanto tempo levou para você dominar essa técnica? Porque, mesmo com Lith fora do alcance do nosso elo telepático, eu ainda me sinto tão mal quanto no primeiro dia em que nos separamos.”

“Alguns anos.” respondeu Amanhecer, saboreando a comida. Uma das vantagens de trocar de corpo era que sua forma podia comer e apreciar o sabor dos alimentos, enquanto Nyka teria que fingir.

Além de eliminar o risco de alguém perceber suas caretas a cada garfada, isso também lhe permitia provar algo diferente de sangue, compartilhando os sentidos da Cavaleira.

Nyka jamais havia estado viva, e portanto nunca havia comido comida humana. Apesar de seus receios, achava a experiência de deixar a Cavaleira no controle recompensadora.

“Alguns anos?” exclamou Solus, tão alto que todos no restaurante olharam para sua mesa.

Para compensar parcialmente os danos sofridos durante a Guerra dos Grifos, Ne’sra havia sido isenta do racionamento de alimentos, de modo que os restaurantes ainda funcionavam, e as três mulheres estavam jantando em um dos melhores estabelecimentos, o Cook & Dagger.

Ou melhor, essa era a versão oficial. A verdade é que a comida ainda era racionada, mas, devido às muitas mortes causadas pela batalha entre Tessa e Thrud, os cidadãos de Ne’sra estavam comendo a parte que caberia aos mortos.

“Sim, mas aposto que você vai levar bem mais tempo.” Amanhecer assentiu, dando um sorriso e acenando aos curiosos para tranquilizá-los de que estava tudo bem. “Quero dizer, eu mal conhecia aquela vadia.

“Você passou os últimos vinte anos com Lith, e claramente há muito pouco que vocês não compartilharam. Se acha que pode superar algo assim em uma semana, está fora de si.”

‘Foram dezesseis anos, e nunca compartilhamos as coisas… safadas.’ Solus corou até as orelhas, incapaz de dizer aquilo em voz alta. ‘Exceto talvez os beijos, umas carícias, e aquela noite só… Pelas chamas da minha mãe, o que foi que eu fiz?’

Solus sempre fora cuidadosa em dar a Lith seu espaço com Phloria e Kamila, quando as coisas entre eles ficaram sérias, mas não com as mulheres que ele via apenas como casos passageiros.

Lith era paranoico, e sempre deixava Solus pronta para intervir caso fosse uma armadilha. Isso nunca acontecera, mas ainda assim lhe dera uma boa noção do que ele gostava e do que não gostava. Além disso, o corpo de Lith jamais fora um mistério para ela.

“O que ela está fazendo?” perguntou Amanhecer, ao ver Solus passar de vermelha como um tomate para o vermelho de insolação.

“Essa é a cara de tarada dela. Então, você deve estar certa sobre o ‘compartilhar’.” respondeu Tista.

“Eu não tenho cara de tarada!” protestou Solus, com uma voz tão aguda que era impossível acreditar.

“Aham, sei.” zombou Tista. “Então, imagino que toda vez que você fica olhando para um belo traseiro com as sobrancelhas franzidas e mordendo os lábios, na verdade está pensando em uma nova descoberta mágica.”

“Desculpe, Solus, mas você sabe o que dizem: quanto mais mexe, mais fede.” disse Nyka.

“Preciso do seu conselho também, Solus.” Amanhecer não era jovem o bastante para se divertir com a vergonha de uma garota, nem se importava com fofocas. “Tentei de tudo para fazer Zepho confiar em mim, mas nada do que digo ou faço é o bastante.

“Eu sei que, depois do que fiz com ele, Zepho tem todo o direito de suspeitar das minhas intenções… mas ele não deveria duvidar dos meus sentimentos. Como você conseguiu conquistar a confiança absoluta de Lith?

“Quero dizer, sei que o seu passado é bem mais limpo que o meu, mas, comparado a ele, Zepho é inocente como uma criança.”

“Sei bem o que você quer dizer.” suspirou Solus, grata por poder mudar de assunto.

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