O Mago Supremo

Volume 22 - Capítulo 2395

O Mago Supremo

Tradução Automática | Revisado por KW 37


“Estamos mesmo no subsolo? Porque algo não bate. Este lugar é incrível e… Deuses!”

Somente quando olhou para fora da janela mais próxima, Tista percebeu que a luz não vinha do sol, mas de alguns cristais amarelados pendendo do teto da caverna.

Farol havia sido construída tanto no chão quanto no teto de uma imensa formação natural abaixo da superfície de Mogar. A maioria dos mortos-vivos podia andar pelas paredes como insetos ou voar graças às habilidades de sua linhagem, então não tinham problema em se mover do nível inferior para o superior da cidade.

O teto havia sido pintado de azul e branco para se assemelhar a um céu nublado, enquanto o chão era rico em jardins e parques, tornando-o indistinguível de uma moradia na superfície. Pessoas de todas as raças e idades caminhavam pelas ruas e apenas alguns deles eram mortos-vivos.

“Sim, estamos.” Vladion riu. “Minhas pedras solares produzem calor e luz de forma semelhante ao sol, mas não oferecem perigo algum aos mortos-vivos. São uma das minhas conquistas mais preciosas, segunda apenas ao meu filho.”

“Quem são aquelas pessoas?” Tista apontou para a pequena fila de mortos-vivos em frente ao portão principal da mansão do Primogênito.

“Uma das razões pelas quais vocês estão aqui. Vou deixar Nyka explicar.”

Kalla os conduziu até uma sala de estar com decorações douradas cobrindo suas paredes brancas.

No centro do aposento havia uma longa mesa oval cercada por cadeiras acolchoadas de madeira de cerejeira. Algumas pessoas já estavam sentadas ali: Baba Yaga em sua forma de Donzela, Ilthin e Nyka entre elas.

Um único lustre encantado com magia da luz iluminava o lugar, graças às paredes imaculadas que espalhavam o brilho uniformemente como espelhos.

“É tão bom ver você, Solus.” disse a Donzela, caminhando em sua direção.

Baba Yaga era o núcleo branco mais antigo ainda vivo em Mogar, mas, naquela forma, parecia ter apenas dezesseis anos. Sua voz prateada transbordava alegria e inocência, enquanto seu corpo esguio se movia com a energia impetuosa da juventude.

“Eu me preocupei contigo todas as vezes que você foi ao campo de batalha. Estou feliz que tenha saído inteira.”

Os olhos azuis e límpidos da Donzela examinaram Solus de cima a baixo, checando o estado de sua força vital e de seu núcleo de mana.

“Também é bom ver você, Malyshka.” Solus abraçou a amiga, repousando a cabeça em seu ombro. “Nós não teríamos conseguido sem a sua ajuda. Obrigada por enviar Amanhecer e Crepúsculo em nosso auxílio.”

Entre a pequena diferença de altura e o cabelo quase idêntico, longo até a cintura, elas pareciam irmãs.

“Não estás, digo, não está esquecendo de alguém?” Um homem loiro, de barba finamente aparada, falou erguendo seus olhos verdes do livro que lia. “Os Cavaleiros não estavam sozinhos. Nós, Primogênitos, também fizemos a nossa parte.”

Ele tinha um sotaque carregado, vindo de uma época em que a linguagem universal de Tyris era falada de forma diferente pela nobreza e pelo povo comum. Naquele tempo, servia para representar a divisão social e educacional entre eles.

Nos dias atuais, porém, só soava pretensioso.

“Eu te conheço?” Solus franziu o cenho, confusa.

Além de Vladion, havia dois homens e uma mulher no aposento, mas ela não reconhecia nenhum deles. Uma vez que um Primogênito assumia forma humana, seu corpo voltava à vida e sua assinatura de energia também mudava.

“Sério? É tão difícil assim reconhecer um Cavaleiro em meio a ladrões?” Ele apontou para sua armadura branca reluzente e depois para seus irmãos.

A mulher tinha pele bronzeada-avermelhada como Solus nunca tinha visto antes e vestia roupas estrangeiras. Já o outro homem tinha cabelo avermelhado e aparência comum. Se não fossem suas roupas finas, Solus o teria confundido com um empregado da mansão.

“Ótimo! Já que ninguém se dá ao trabalho de nos apresentar como manda a boa conduta, vou fazer isso eu mesmo.” O homem bufou, transformando todo o seu corpo em uma névoa laranja. “Eu sou Sir Essian Lormon, Primogênito Caçador de Magos. Ao seu dispor.”

A armadura fez uma reverência perfeita, digna da Corte Real.

“Não toque nele enquanto estiver assim, ou ele vai sugar você até secar.” A mulher tinha olhos castanhos claros e cabelos tão pretos que pareciam azulados. “Sou Ahote, Primogênita Wendigo. Prazer em conhecê-la.”

“Você é uma Wendigo?” Solus apertou a mão que lhe era oferecida, quase se recusando a acreditar no que via.

Aquela espécie em particular de mortos-vivos era composta por monstros canibais cobertos por uma espessa pelagem branca, cuja boca era preenchida por presas do tamanho de uma adaga curta. Mas Ahote não só era graciosa, como também seu toque era quente, sem nenhum traço da aura fria típica dos Wendigos.

“Não por escolha.” Ela suspirou. “Meu povo vivia em clima quente, mas quando um inverno longo e rigoroso nos prendeu em nossas casas, não tivemos muita opção. Para não morrer de fome, fomos forçados a tomar uma escolha terrível, e quando as outras tribos descobriram o que havíamos feito, nos mataram como animais raivosos.

“Eu sou a única sobrevivente, e apenas porque a Mãe Rubra me encontrou a tempo.”

“E quanto a ele?” Solus apontou para Lormont, ansiosa por mudar de assunto.

“A história dele é quase tão trágica quanto a minha ou a de Ilthin.” A voz de Ahote transbordava sarcasmo, arrancando risadas dos outros Primogênitos. “Ele foi um nobre Cavaleiro. Seu ego era tão grande que achava-se capaz de derrotar qualquer um com sua espada, até mesmo magos.”

“E?” Tista inclinou a cabeça, enquanto a névoa laranja ficava vermelho-escarlate.

“E ele estava errado. Fim.” A Wendigo deu de ombros.

“Só isso?” Solus disse, incrédula.

“É.” Baba Yaga assentiu. “Por que você acha que as únicas coisas que restaram a ele foram seu coração e sua espada? Porque são as únicas coisas de que um verdadeiro cavaleiro precisa.”

Ela falou com voz pomposa, fazendo seus filhos rirem ainda mais.

“O que faz de você o Primogênito Ghoul, correto?” Tista perguntou.

“De fato. Meu nome é Bogdan. Prazer em conhecê-las.” Ele estendeu a mão, que as garotas apertaram.

“Qual é a sua história?” Solus perguntou.

“Nada demais.” Ele deu de ombros, enquanto uma luz fria passava por seus olhos. “Eu era médico e passava meus dias dissecando cadáveres para entender o que os havia matado e como salvar aqueles que sofriam das mesmas doenças.

“Uma pena que idiotas supersticiosos me tomaram por um Necromante tentando espalhar pragas e me enterraram vivo. Passei dias com fome e sede até que a Mãe me encontrou, mas já era tarde demais.”

“Depois de transformá-lo, eu o alertei que sua primeira refeição também seria sua única fonte de sustento.” Baba Yaga suspirou. “Infelizmente, em sua fúria, Bogdan decidiu acertar as contas e saciar sua fome de uma vez, matando dois coelhos com uma cajadada só.”

“O que você… ah!” Tista exclamou.

“Justiça poética, se me perguntar.” O Ghoul rosnou.

“Por que você nos chamou aqui, Nyka?” Solus perguntou, ainda sem entender o motivo do pedido de sua amiga.

“Porque eu queria dar às pessoas um último presente antes que Baba Yaga tire meus prismas.” A jovem Vampira respondeu.

“Prismas? No plural?”

“Sim.” Vladion abriu os primeiros botões da camisa, revelando o cristal em forma de gema em seu peito.

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