
Volume 21 - Capítulo 2380
O Mago Supremo
Tradução Automática | Revisado por KW 37
“Lady Leria Verhen e Lorde Aran Verhen. Lady Solus Verhen.” O Valete Real anunciou-os na ordem de entrada.
“Ele me chamou de Lady na frente de toda a Corte!” Leria guinchou alto demais. “Isso me torna uma princesa?”
“Isso com certeza me deixa constrangido.” Aran respondeu, precisando de pura força de vontade para que suas pernas não se transformassem em gelatina, como pareciam determinadas a fazer.
“Ótimo. Até minha filha é uma Lady enquanto eu sou apenas seu marido. Talvez eu não seja digno do nome Verhen, mas ainda sou um Proudhammer. Pena que ninguém parece se importar.” Senton rosnou de canto de boca, perto de Rena.
“Afinal, por que se importar com o humilde filho de um ferreiro sem nenhum poder mágico?”
“Silêncio, querido. Sinto muito pelo tratamento que você recebeu.” Ela sussurrou de volta. “Você merece melhor, mas neste momento não há nada que possamos fazer.”
Os casais Verhen alcançaram a base do estrado onde os Reais se sentavam, fazendo uma profunda reverência antes de se moverem para o lado direito da sala. Cadeiras vazias tinham sido gravadas com seus nomes e seus amigos já estavam lá, esperando-os.
A Marquesa Distar, o Professor Marth, o Professor Vastor, o General Vorgh, o General Berion, o Barão Wyalon de Jambel e toda a Casa Ernas. Todos haviam vindo com seus respectivos cônjuges ou noivos, o que deixava apenas Friya sozinha.
“São seus pequenos, Supremo Mago Verhen?” O Rei Meron perguntou com um sorriso caloroso para quebrar o gelo e tranquilizar as crianças assustadas.
“Sim, Majestade.” Lith fez uma profunda reverência, imediatamente seguido pelas crianças. “Eles carregam todo o poder e talento do meu sangue. Espero que, com o tempo, conquistem seu lugar no Grifo Branco.”
“É uma honra, Vossa Majestade.” Aran caiu de joelhos rápido demais, machucando-se no processo.
Ele mordeu a bochecha para ignorar a dor e conjurou um holograma em tamanho real do Rei. Era em preto e branco, mas preciso em todos os aspectos.
“Maravilhoso. Conseguiu notar tantos detalhes em tão pouco tempo, jovem Mago. O Reino o elogia.” Chamar uma criança de Mago já era uma grande honra, e o elogio que seguiu tornava-o ainda maior.
“Obrigada por seu sacrifício e por salvar o Reino, Minha Rainha.” Leria ajoelhou também, conjurando um holograma de Sylpha vestindo o Conjunto Saefel, muito mais bonito que o original.
“Magnífico.” A Rainha podia ver pelos olhos brilhantes, cheios de admiração da jovem, que não se tratava de uma tentativa de bajulação. O feitiço de Leria apenas mostrava como a Rainha aparecia aos olhos da garota.
“Você nos enche de orgulho pelo sobrenome que concedemos à sua família, jovem Maga. O Coroa a elogia.” O tom vanglorioso de Sylpha e a variação significativa na frase de encerramento costumeira fizeram até Meron franzir as sobrancelhas em surpresa.
Aquelas poucas palavras falavam volumes sobre os horrores que aguardariam qualquer um que ousasse comparar as apresentações das crianças e apontar a falta de precisão do holograma de Sylpha em relação ao do Rei.
Sylpha havia elogiado Leria pessoalmente, logo, qualquer crítica à sua Maestria da Luz seria uma ofensa direta à própria Rainha.
A mesma Rainha que havia derrotado Thrud e acariciava o punho da Espada Saefel.
“Podem se levantar e se juntar aos seus.” Meron disse, mas as crianças permaneceram ajoelhadas.
“Não consigo.” Aran gemeu, suas pernas cedendo diante da emoção.
Lith fez mais uma reverência aos Reais antes de se colocar entre Aran e Leria, segurando-lhes as mãos. Ele os ajudou a se levantar e caminhar para o lado, enquanto os Reais riam baixo.
“Muito bem, diabinho.” Orion bagunçou os cabelos de Aran.
“Ah, claro.” Ele resmungou, os olhos marejados. “Paguei de idiota.”
“Nem tanto.” Jirni apontou para os rostos de vários nobres que pareciam sofrer de prisão de ventre havia dias.
“Muito poucas crianças são apresentadas aos Reais na sua idade. Ainda menos conseguem demonstrar o talento que vocês mostraram e quase nenhuma jamais recebeu o mesmo tipo de elogio.”
“Sério?” Leria ainda tremia da cabeça aos pés.
A descarga de adrenalina da Corte, conhecer os Reais e ser elogiada exigia os dois pais para mantê-la firme.
“Sério.” Lith disse. “Eu só conheci os Reais aos treze anos, quando me formei no Grifo Branco.”
Quando o Valete Real bateu seu cajado dourado no chão, sinalizando que não eram esperados mais convidados, as portas do Salão de Banquetes se fecharam e os corredores que ligavam as varandas ao piso térreo se abriram.
O propósito da Gala era celebrar o fim da Guerra dos Grifos. Era um evento alegre, onde nobres de todo o Reino, até mesmo das antigas regiões de Thrud, haviam sido convidados a se misturar e forjar laços de amizade.
Agora que as medidas de segurança estavam em vigor e ninguém podia entrar ou sair, as cadeiras desapareciam assim que um convidado se levantava. Em seu lugar, longas mesas retangulares surgiam alinhadas contra as paredes, rapidamente organizadas pelos valetes.
A equipe entrou por passagens laterais, enchendo as mesas com todo tipo de comidas e bebidas, enquanto posicionava vasos com flores exóticas perfumadas atrás de cada coluna.
“A noite seguirá da seguinte forma.” A voz de Meron ecoou pelo salão sem precisar de feitiços, demonstrando seu vigor e a saúde restaurada.
“Primeiro, comeremos e beberemos até o coração estar satisfeito, para rejubilarmos pela paz. Uma vez que nossas barrigas estejam cheias e nosso humor elevado, prosseguiremos para premiar os heróis da Guerra dos Grifos. Então, seguiremos para a pista de dança.
“Esta noite, tenho apenas uma ordem para vocês. Divirtam-se.” O Rei bateu palmas, dando a todos permissão para se movimentarem e sinalizando à equipe não essencial que se retirasse.
“Parabéns, Raaz e Elina. Parabéns, Senton e Rena. Vocês devem estar orgulhosos de seus filhos.” O Barão Wyalon apertou suas mãos, seguido rapidamente pelo restante dos amigos.
“Obrigado. É bom que alguém lembre que eu existo.” Senton resmungou.
“Não estrague a estreia de Leria na Corte Real.” Rena cutucou-o. “Suas queixas podem esperar até voltarmos para casa.”
“Desculpe. É só que ser considerado apenas o seu acompanante dói.” Senton sussurrou com um sorriso forçado no rosto. “Eu teria preferido não vir ao baile, mas não podia perder a estreia da nossa garotinha nem deixar qualquer um desses nobres dar em cima de você.”
“Obrigada, meu rei.” Ela lhe deu um selinho rápido na bochecha, o que melhorou muito seu humor.
“Isso é realmente cruel da sua parte, Friya.” Solus aproximou-se de seu lado, bem ao lado de Orion, onde ninguém ousava se intrometer. “Como pôde deixar Nalrond em casa?”
Receber tanta atenção era bom. Ser baixinha, no entanto, permitia a qualquer um dar uma boa olhada no seu decote, e isso não era nada bom.
“A surra é a melhor professora.” Friya rosnou. “Estou solteira e vou aproveitar esta noite como tal. Quer se juntar a mim, Lady Verhen? Parece que você também está sem par.”
“Com prazer, Lady Ernas.” Solus riu e pegou o braço de Friya, fazendo muitos jovens solteiros gemerem de decepção.
“Pena que você tenha escondido suas mechas. Poderíamos ter dado um susto enorme em muita gente.” Friya disse.