
Volume 20 - Capítulo 2257
O Mago Supremo
Tradução Automática | Revisado por KW 37
Phloria lançou uma dúzia de Feitiços Espirituais de nível cinco ao mesmo tempo, mantendo uma Distorção Espiritual pronta para o momento em que ela compreendesse as coordenadas dimensionais do lugar mais distante que ela veria.
O Grifo Dourado era resistente, mas não o suficiente para suportar um núcleo azul-brilhante despejando cada gota de mana contra uma pequena seção de um único bloco de pedra. Um pequeno buraco se abriu na parede, grande o bastante para ver o lado de fora.
Grande o bastante apenas para revelar mais uma parede cinzenta.
“Movimento brilhante, mas previsível.” Thrud bateu palmas novamente. “Há outra sala em volta desta. E depois mais uma. E mais uma além dessa.”
Os joelhos de Phloria cederam em exaustão e desespero, mas isso durou apenas um instante. Com a respiração seguinte, já estava de pé novamente e seu núcleo de mana em recuperação.
“Minha Rainha.” Hystar surgiu ao lado dela, sua figura retorcida ainda não havia se curado dos ferimentos deixados pela luta contra Solus. “Chegou a hora.”
“Excelente. General Ernas!” disse Thrud, e Phloria se viu em posição de sentido.
“Aos seus comandos, minha Rainha.” seu corpo moveu-se contra a própria vontade e prestou continência a Thrud. Sua mente registrou os pensamentos rebeldes apenas para ignorá-los.
“Você sabe o que fazer.”
“Sim, minha Soberana.” Phloria ajoelhou-se diante da Rainha Insana enquanto colocava em prática a técnica do núcleo violeta, que havia sido forçada a aprender durante o cativeiro.
Seu corpo foi envolvido por uma profunda luz violeta, quando instinto e força de vontade desencadearam seu último ato de livre-arbítrio.
A mão de Phloria procurou pelo pingente de lírio dourado, buscando o consolo de seu peso familiar mas não encontrou nada. Só então ela permitiu-se chorar.
***
Reino do Grifo, cidade de Valeron, Sala do Trono, algumas horas depois.
“Acabou.” Orion caiu de joelhos, quando sua determinação se transformou em desespero. “Minha filha agora se tornou escrava da Rainha Insana.”
O Davross da armadura da Fortaleza Real emitiu um som prateado ao tilintar contra o mármore branco com veios dourados do piso.
Jirni caminhou até ele e pousou a mão em seu ombro. Seu rosto mantinha a habitual expressão calma, mas quando abriu a boca para dizer algo que consolasse o marido, nada saiu.
Cada mentira que pudesse inventar, cada boa palavra ou plano que arquitetara se despedaçavam sob a sensação de impotência que devastava sua mente e coração. Jirni sabia que o medo não lhe faria bem, mas a simples ideia de nunca mais ver a filha enchia-a de pavor.
“Ainda não.” o rosto de Lith era uma máscara de pedra, carregada de determinação. “Mesmo que Phloria certamente já tenha caído presa da matriz de Lealdade Inabalável, ainda há tempo.”
“O que quer dizer?” perguntou o Rei Meron, intrigado.
Orion olhou para Lith com uma mistura de esperança e medo. Esperança de que ele pudesse realmente realizar outro de seus milagres, e medo de que, fosse qual fosse o plano, fosse apenas mais um fracasso.
“Passei essas últimas horas pensando no que eu faria se estivesse no lugar de Thrud.” respondeu Lith. “Primeiro, forçaria Phloria a alcançar o núcleo violeta. Depois, deixaria que ela se acostumasse à nova condição e a ensinaria minhas técnicas.
“Mas só depois de aprender dela tudo o que sabe e de testar como funciona seu Feitiço da Lâmina é que a mandaria de volta ao campo de batalha. Para se tornar a arma perfeita, Phloria precisa saber tudo sobre o exército de Thrud, e Thrud precisa saber tudo sobre Phloria.
“Mesmo com elos mentais, isso levará dias.”
“Faz sentido.” Sylpha assentiu. “Mas se falhamos em encontrar o Grifo Dourado até agora, o que o faz acreditar que desta vez será diferente, Magus Verhen?”
“É diferente porque Phloria conhece meus segredos, e agora Thrud também.” disse Lith. “Segredos que eu planejava usar para meu próprio benefício e para o do Reino, mas sem compartilhar nem revelar.
“Não há mais motivo para escondê-los. Não vou explicá-los, mas agora sou livre para usá-los todos e atrair Thrud para fora de seu esconderijo.”
“Isso seria realmente suficiente para salvar minha filha?” bastou uma centelha para que Jirni enxergasse incontáveis caminhos se abrindo diante de seus olhos. Sua mente já girava a todo vapor, elaborando planos e planos de contingência para os próprios planos.
“Não sei.” Lith deu de ombros, sem disposição para fazer promessas que não tinha certeza de cumprir. “O que sei é que vou atingir Thrud com tanta força que ela será obrigada a agir pessoalmente e trazer o Grifo Dourado consigo.
“Mas não posso fazer isso sozinho.”
“Diga qualquer coisa que precisar e eu lhe darei.” Orion se ergueu, disposto a apostar tudo o que tinha no único homem que jamais havia decepcionado sua família.
“Obrigado pela oferta, Orion, mas eu me referia aos Reais e ao Conselho dos Despertos.” respondeu Lith.
“O que requer de nós?” perguntaram Meron e Raagu.
“Preciso ter controle absoluto sobre o exército.” disse Lith.
“Quer ser o General do Exército e comandar as tropas?” eles franziram o cenho, sem sequer se dar ao trabalho de esconder o quanto consideravam a ideia estúpida.
“Não. Não sou líder, e isso não vai mudar por milagre tão cedo.” ele balançou a cabeça. “O que quero dizer é que, já que para proteger meus segredos não posso explicar como minhas habilidades funcionam, preciso que as pessoas façam o que digo no instante em que digo, sem fazer perguntas.
“Se eu disser corram, devem correr. Se eu disser ataquem, devem atacar. Não importa o quão estranha a ordem possa soar.”
“Isso pode ser feito.” Raagu assentiu primeiro, e a Rainha logo fez o mesmo.
Ambos tinham muitas perguntas sobre a nova leva de segredos de Lith, mas não havia pressa. Se ele estava prestes a mostrá-los, provavelmente seria possível compreender seu funcionamento apenas pela observação.
Se isso falhasse, no melhor dos cenários ainda poderiam aprendê-los com os generais de Thrud depois que o Grifo Dourado fosse destruído e a Rainha Insana morta. No pior, Thrud venceria e mataria a todos e nesse ponto, aprender os segredos de Lith seria completamente inútil.
***
Região de Hessar, academia do Grifo Dourado, ao mesmo tempo.
Após alcançar o núcleo violeta, Phloria desmaiara de exaustão. Entre os ferimentos sofridos e o fardo que um avanço impunha a um Desperto, precisava de tempo para se recuperar.
Thrud a havia levado para o escritório do Reitor, de modo que as matrizes de Lealdade Inabalável funcionassem em plena capacidade, enquanto a energia do gêiser de mana se concentrava em Phloria, acelerando sua recuperação.
Além disso, a Rainha Insana queria interrogá-la a sós com Hystar.
Ela confiava sua vida aos Generais, mas temia que, caso descobrisse algo sobre Lith que o tornasse fácil de matar, as Bestas Divinas ignorassem suas ordens e tentassem vingar Jormun.
‘Ninguém deseja Verhen morto mais do que eu, mas não antes da hora certa’. pensou Thrud. ‘Seja quais forem seus segredos, se forem revelados antes do fim da guerra, ele estará em perigo.’
‘Se algo acontecer com Verhen e eu perder a guerra, meu bebê ficará sozinho em um mundo que o odeia.’