
Volume 20 - Capítulo 2242
O Mago Supremo
Tradução Automática | Revisado por KW 37
“Deuses, a vista é incrível, a comida está deliciosa, e eu finalmente posso relaxar sem me preocupar com as crianças ou com a guerra.” Selia usava um vestido de coquetel vermelho para a ocasião, que ressaltava sua pele bronzeada e seus membros esguios.
“Mas ainda tem algo que me incomoda demais.”
“O que é?” perguntou Protetor enquanto devorava sua refeição.
“Que eu consegui o vestido com a Kamila e estamos comendo a comida do Lith na torre dele. Eu me sinto como uma muquirana cujo marido não faz esforço nenhum nos encontros. Pior ainda, desde que sentamos, você só encheu a boca sem dizer uma palavra.” resmungou ela.
“Me desculpe de verdade, querida.” Protetor pousou os talheres. “É só que nada disso parece real e eu não queria estragar o encontro para você.”
“O que você quer dizer?” Selia franziu a testa.
“A guerra é apavorante. Nunca estive em uma antes e espero nunca mais fazer parte de outra.” respondeu Ryman. “Não me entenda mal, já lutei até a morte inúmeras vezes, tanto como uma Besta Mágica quanto como uma Besta Imperador.
“Mas até agora, sempre foi contra um inimigo que queria meu território, minha comida ou algo que eu possuía e eles não. Eu podia entender suas motivações e, mais importante, uma vez derrotados, o assunto estava encerrado.
“Já nessa guerra, estou lutando por razões que não entendo contra pessoas que não querem tirar nada de mim, só querem ter o mesmo direito às coisas. Para piorar, vencer uma batalha não significa nada.
“Eu só sou mandado para outro lugar e tudo começa de novo. Vivo com medo de morrer em terras distantes. De nunca mais ver você e as crianças. Fiquei tão acostumado a ter medo que isso…” ele fez um gesto circular com o dedo, abrangendo o silêncio e a paz ao redor deles.
“Parece um pesadelo.”
“Por que um pesadelo?” o estômago de Selia se revirou.
Desde que Protetor fora forçado a acompanhar Faluel no campo de batalha como aprendiz, Selia também vivia com medo. Ver o sorriso de Ryman cada vez que ele voltava para casa lhe dava forças para fingir que tudo estava bem.
“Porque tenho medo de acordar e descobrir que isso é só uma ilusão. Algo que meu cérebro inventou para me dar paz até a loucura da guerra começar de novo.”
“Isso não é um sonho.” Selia segurou firme a mão dele. “Você está aqui e eu também. Prefiro conversar sobre os demônios que perturbam sua mente do que ver meu marido tão perto e ainda assim tão distante.”
“Obrigado, Selia.” Ryman sorriu, retribuindo o aperto suave. “Já te disse como você está linda esta noite?”
“Ainda não, seu idiota. E além disso, ainda é dia na lu…”
Uma súbita música atravessou o feitiço de Silêncio, pegando Selia de surpresa.
Era uma canção suave e lenta, de um homem que jurava à mulher amada que voaria até a lua e voltaria por ela.
“Que apropriado.” Selia virou-se e notou que Lith havia aberto espaço no meio da sala e dançava com Kamila. “Claro, ele escreveu uma música para ela, enquanto você só arrotou o seu amor por mim. História da minha vida.”
“Eu não arrotei!” Ryman protestou indignado.
‘Deuses, eu odeio quando o Lith se exibe tanto. Nem posso dizer para a Selia que ele não escreveu nada. Essa música faz parte das memórias dele da Terra.’ pensou ele.
“Bem que poderia.” retrucou ela com um resmungo. “Agora levante-se e dance comigo. Podemos retomar a refeição depois.”
“Concordo com a Selia.” rosnou Salaark do outro lado da sala. “Você não podia ter colocado um mínimo de esforço também? Olha o que nosso filho fez pela esposa dele enquanto você só invadiu a festa. Deveria se envergonhar.”
“Primeiro, você não é minha esposa.” respondeu Leegaain. “Segundo, há poucos dias te dei uns presentes bem legais e você quase pulou em cima de mim em público. Não estou com humor para repetir a experiência.
“E por último, mas não menos importante, escrevi dezenas de músicas para você, mulher!”
“No passado! A mais recente é anterior ao Império!” ela se levantou, forçando-o a segui-la até a pista de dança, onde Selia felicitava Lith e lançava olhares mortais para Ryman.
“Obrigado, mas essa música não é minha. Só dei uma ajustada e toquei de memória.” explicou Lith, compartilhando a original com Kamila através de um elo mental.
“Viu?” disseram Leegaain e Ryman em uníssono.
“Mesmo assim eu o amo por ser honesto a respeito e por dedicar uma música tão linda para mim. É simplesmente perfeito.”
respondeu Kamila, brincando com o pingente de lua em seu pescoço. “Lith realmente voou até a lua por mim e me presenteou com um pedaço dela.”
“Sabe de uma coisa, velho lagarto? Concordo com a Kamila.” disse Salaark, acariciando com orgulho seu próprio colar antes de beijá-lo.
“Posso pegar emprestado seu laboratório por um instante?” pediu Protetor em um sussurro, enquanto Selia o encarava com tanta intensidade que poderia perfurar uma montanha.
Ele sabia que tinha a pior parte do acordo e precisava se livrar dela antes de ser queimado.
“Claro.” Lith assentiu.
“Pode me dar um pedaço de prata lunar, por favor?” pediu Protetor a Leegaain.
“Sem problema.”
“Ótimo. Já vo…” tentou se afastar, mas Selia o deteve.
“Vamos terminar a dança primeiro, seu insensível. E, além disso, tente ser criativo pela primeira vez. Kamila tem a lua, Solus a estrela, e o bebê o sol. Não quero uma cópia de algo feito para outra mulher.”
“Claro.” Ryman engoliu em seco, torcendo para que a música durasse para sempre.
Era exatamente o tempo de que precisava.
Assim que todos terminaram de comer, dançar, e depois de Protetor ter implorado por sugestões, o grupo fez uma longa caminhada pelo quarto lunar de Lith.
Mais tarde, à tarde, ele reuniu todos na Forja enquanto os não-magistas tiravam uma soneca e os Guardiões retornavam para Garlen.
“Vamos ver se conseguimos disparar uma ressonância entre o conjunto da torre de Menadion e os originais.” disse Lith.
Tista fez a Boca aparecer em sua mão, enquanto Faluel conjurava as Mãos e Nyka os Olhos.
“Tem certeza de que isso será suficiente?” perguntou Tista. “Digo, os Olhos podem ser uma ferramenta de ensino, mas duvido que alguém além de seu mestre consiga acessar todo o poder deles. Mesmo que Kalla tenha concedido acesso à Nyka, ainda precisaríamos buscá-la.”
“Você está certa.” respondeu Nyka. “É o motivo pelo qual minha mãe pediu à Baba Yaga para desfazer sua marca. Até eu voltar para Farol, eu sou a dona dos Olhos.”
“Por que ela fez isso?” Solus ficou atônita.
“Porque quando soube da sua nova base lunar, ficou nas nuvens. Consegue imaginar a empolgação dela com a chance de conhecer o Criador de todos os Liches e o filho dele?
“Só de trocar notas, a pesquisa dela avançaria aos saltos. Ela talvez até aprenda como se tornar uma Lich, ou pelo menos consiga algumas pistas sólidas.” Nyka riu.
“Desculpe, mas quanto mais você fala, menos faz sentido.” Lith deu de ombros, confuso. “Por que ela não está aqui?”