O Mago Supremo

Volume 20 - Capítulo 2238

O Mago Supremo

Tradução Automática | Revisado por KW 37


Então, ele percebeu os olhos marejados de Elphyn, o pequeno rosto tomado pela tristeza, e o fato de que ela havia jogado seus diários, livros de magia e grimórios na lareira acesa.

“Desculpa, Papai. Eu não quero mais aprender magia. Por favor, para de gritar com a Mamãe.” disse ela entre soluços, fungando enquanto lágrimas e catarro escorriam por seu rosto. “Desculpa, Mamãe, eu mudei de ideia.

“Eu amo mais o Papai do que amo a magia. Eu imploro, por favor, não manda ele embora. Eu não quero que o Papai morra.” Apenas dizer aquilo em voz alta fez Solus desabar em lágrimas.

Suas perninhas fraquejaram enquanto ela se agarrava às pernas de Threin, implorando repetidas vezes para que ele não a abandonasse. Suas palavras logo viraram um amontoado confuso, assim como ela mesma, mal compreensível.

“Ó deuses, olha o que você fez, Ripha!” Threin se ajoelhou, abraçando Elphyn na tentativa de tranquilizá-la, garantindo que estava bem e que não iria a lugar algum.

“Você quer dizer o que nós fizemos.” respondeu Ripha, ajoelhando-se também e juntando-se ao abraço para mostrar a Solus que não estava zangada com nenhum dos dois.

“Você tem razão. O que nós fizemos. Somos dois cristais vermelhos.” ele suspirou.

“Não fala isso, Papai. A Mamãe não gosta. Ela vai ficar brava de novo.” disse Elphyn, olhando para a mãe, que lhe sorriu.

“No, he’s right. Because red crystals are crap, orange are farts, and yellow are piss.” Ripha repetiu suas classificações sobre os cristais de mana com uma risadinha. “O Papai e a Mamãe foram muito maus. Como dois cabeças-de-cocô.”

“Posso falar isso?” Elphyn fungou.

“Por favor, não. Essa é uma palavra feia que só adultos maus usam.” Ripha balançou a cabeça.

“E os cristais?”

“Só para ofender gente ruim, como o Papai fez. Certo?”

“Certo.” Solus continuou abraçando os pais, com medo de que, no momento em que os soltasse, a gritaria recomecesse.

Threin e Menadion raramente brigavam, o que tornava suas discussões muito mais assustadoras para uma garotinha acostumada a viver em uma família amorosa.

“Me desculpe mesmo, Epphy. Me desculpe, Ripha.” disse Threin. “Eu não quis dizer nada daquilo. Eu não vou a lugar algum. Prometo que vou ficar com vocês duas pelo resto da vida.”

“Dedinho promete?” Elphyn lhe ofereceu o pequeno dedo mindinho.

“Dedinho promete.” Threin segurou-o delicadamente com o seu, e depois com o de Ripha, que havia imitado a filha.

“Sempre se lembre de que você não pode morrer sem minha permissão.” disse Ripha. “Eu te ordeno a ser sempre saudável e seguro.”

Solus concordou com um aceno, relaxando apenas depois que Threin selou também sua segunda promessa.

“Desculpe termos perdido a calma, Ripha. Você tem cópias dos livros de Epphy?” ele apontou para as chamas ainda vivas da lareira.

“Não, quem tem que se desculpar sou eu, Threin. Não devíamos ter agido assim um com o outro, especialmente na frente da Epphy. Quanto aos livros, você não precisa se preocupar.” Um aceno de sua mão recuperou os tomos, que se revelaram intocados.

“Você sabe como Epphy é bagunceira. Eu os deixei à prova de fogo, de giz de cera, de água e de um monte de outras coisas.”

A garotinha deu um gritinho de alegria quando Menadion lhe entregou os tesouros que acreditava ter perdido para sempre. Então, empalideceu de medo e olhou para a reação de Threin.

Seu pai apenas sorriu, beijando-lhe a testa.

“Eu diria que já tivemos magia o suficiente por hoje.” disse ele.

“De fato. Retomaremos essa conversa mais tarde e de uma forma mais civilizada. Quem quer bolo?” perguntou Ripha, recebendo apenas um silêncio envergonhado em resposta. “Quero dizer, saímos para jantar e compramos um. Não vou cozinhar.”

“Eba!” Elphyn tentou se levantar e correr de volta para o quarto para trocar de roupa, mas Threin a impediu.

Ele limpou o rosto da filha com um lenço antes de erguê-la e levá-la ao banheiro para lavá-la direito.

“Droga, eu realmente preciso aprender a cozinhar.” Ripha coçou a cabeça, envergonhada.

Menadion ainda resmungava sobre como seus bolos eram ruins a ponto de assustar até uma criança traumatizada quando a visão começou a acelerar. Solus viu a família sair para jantar e passar a noite em um zoológico interativo.

Na verdade, era a toca de uma família de Shyfs, amigos de Menadion, que havia acabado de ter uma ninhada. Elphyn brincou com os filhotes e acariciou o pelo macio dos pais até adormecer.

Solus se viu acordando no meio da noite, descobrindo que os pais a tinham levado para a cama deles e que ela dormia entre os dois. A visão avançou para os dias seguintes, quando Threin e Ripha continuaram discutindo a questão do Despertar.

Sempre que se irritavam ou chegavam a um impasse, interrompiam a conversa. Elphyn estava sempre presente, tanto para dar sua opinião quanto para servir de termômetro de quão acalorados estavam ficando.

Depois de algumas semanas, Threin acabou concordando e Ripha Despertou tanto ele quanto Elphyn no mesmo dia. Solus acordou chorando, consciente de que aquilo marcava o começo do fim para seu pai.

Ela se encontrou entre Lith e Kamila, que a abraçavam de cada lado. Lith usou o vínculo deles para acalmar seus nervos, enquanto ambos usavam o calor de seus corpos para ajudar Solus a enfrentar o pesadelo que havia emergido de seu passado.

“Deuses, vocês dois desviaram de uma baita bola de fogo.” Solus usou um elo mental para compartilhar com eles a memória que havia acabado de recuperar.

“Sinto muito que você tenha tido que ver isso, Epphy.” Silverwing lhe ofereceu uma toalha úmida e um lenço. “Essa era uma das poucas memórias que eu esperava que você nunca recordasse.”

“Está tudo bem.” Solus limpou o rosto com a toalha antes de conjurar água para se lavar. “Já passou. O que mais doeu foi nunca ter visto eles brigando antes. Eu achava que eram um casal perfeito.”

“Isso não existe.” Baba Yaga balançou a cabeça. “Mas os bons momentos deles superaram em muito os ruins, então eu diria que formaram um grande casal de qualquer jeito.”

“Pelos deuses.” Kamila ficou pálida, tanto por se compadecer de Solus quanto por facilmente imaginar uma briga idêntica acontecendo entre ela e Lith assim que a filha deles fosse grande o bastante. “O Threin tinha razão? Servo e aprendiz?”

“Tecnicamente, sim.” Lith assentiu. “Mas se eu ou Menadion, nesse caso, algum dia ousasse fazer isso, significaria o fim do nosso relacionamento. Como está, em vez disso, você é uma Autodesperta e o mesmo vale para o nosso bebê.

“Eu não sou seu mestre mais do que você é o meu. Aliás, você é mandona pra caramba!” disse em falso ultraje, fazendo Kamila e Solus rirem.

“Há alguma pintura que você queira, Solus?” perguntou Silverwing, contente de ver o quão rápido a afilhada se recuperava do choque.

“Não, obrigada. Ou melhor, ainda estou muito abalada para pensar direito. Conversaremos sobre isso na minha próxima visita. Obrigada por tudo, Tia Loka.” Solus levantou-se sozinha, fazendo uma reverência profunda à Primeira Maga.

“Nem mencione.” Silverwing a obrigou a se endireitar antes de abraçá-la. “Você será sempre bem-vinda aqui. Esta também é sua casa. Sempre que quiser conversar ou apenas ficar sozinha, encontrará seu quarto pronto.”

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