O Mago Supremo

Volume 20 - Capítulo 2236

O Mago Supremo

Tradução Automática | Revisado por KW 37


‘A tia Loka não nos chamou aqui para nos intimidar ou se exibir, muito pelo contrário. Ela está se colocando em minhas mãos tanto quanto eu estou nas dela.’ — Solus fechou o punho debaixo da mesa, emocionada com o gesto.

“Está gostando da comida, Elp… digo, Solus?” — perguntou Silverwing.

“Está deliciosa, obrigada.” — Solus deu a Lochra o primeiro sorriso sincero desde o dia em que havia atacado Lith em seu leito de enfermidade. — “Você é uma ótima cozinheira, Loka, mas receio que meu paladar tenha mudado.”

“Você tem comido a comida do Lith até agora, então é normal.” — o Primeiro Mago deu de ombros. — “Alguma memória nova?”

“Infelizmente, não. Qual é a sobremesa?” — o cheiro e o sabor da comida lhe pareciam familiares, mas, exceto por alguns pequenos déjà-vu, sua mente estava em branco.

“Sua favorita.” — um estalar de dedos de Silverwing limpou os pratos e fez aparecer uma grande fatia de bolo fofo coberto com chantilly e açúcar de confeiteiro.

“Pelos deuses, mamãe! Esse é o bolo que o papai sempre preparava para o aniversário de casamento deles e ocasiões especiais.”

“Preparava é uma palavra forte.” — Silverwing riu. — “Mais para comprava. Isso veio à sua mente agora ou…”

“Desculpe, não. Essas memórias eu já recuperei faz um tempo.” — Solus segurou a mão de Lochra, usando um elo mental para compartilhar com ela os fragmentos de sua vida passada que havia recuperado.

Os olhos do Primeiro Mago marejaram quando as imagens lhe passaram diante dos olhos. Ela foi da alegria às lágrimas de tristeza sem pausa até o fluxo de consciência se encerrar.

“Deuses. Sinto tanta falta de Ripha e Threin. Parece que foi ontem que ainda jantávamos juntos.” — ela assoou o nariz em um lenço, tentando e falhando, conter os soluços.

“É uma das maldições da longevidade, criança.” — disse Baba Yaga. — “Para o resto de Mogar, o tempo nunca para de se mover e leva tudo o que amamos. Já para nós, o tempo fica parado e a dor permanece.”

“Chega de conversa mórbida.” — Silverwing percebeu o clima sombrio que havia tomado conta da sala e recuperou a compostura. — “Gostaram do bolo?”

“Está delicioso. Posso repetir?” — perguntou Kamila.

“Está bom, mas pode melhorar.” — Lith cortou o bolo ao meio, recheando-o com creme de café e acrescentando uma bola de sorvete por cima.

Em seguida, entregou a fatia para Silverwing Junto com um pedaço de Ameaça Tripla.

“Deuses, isso está maravilhoso. Não é à toa que Elphyn tem tanta dificuldade para se manter em forma.”

“Ei! Achei que queria consertar nossa relação, não azedá-la ainda mais.” — Solus corou, envergonhada.

Se até Despertos de núcleo branco se preocupavam com sua gula, era um mau sinal.

“Ei! Eu que estou grávida. Cadê a minha parte?” — Kamila empurrou o prato já vazio para frente.

“Um pouco para Shargein também, se não se importar.” — Leegaain discretamente ativou os Olhos de Dragão para roubar a receita.

“Ele pode mesmo comer tanto açúcar assim?” — perguntou Lith, preocupado.

“Ele é um Dragão! Veja.” — o Guardião ofereceu ao filhote uma colher de prata, que Shargein mastigou em pedaços.

Então, Chamas vermelho-escuro derreteram os fragmentos de prata e o filhote os engoliu, lambendo o focinho e pedindo mais.

“Ele pode comer pedras e ficar bem.”

“Bem, isso é conveniente.” — ponderou Kamila, pensando em como devia ser reconfortante não ter que se preocupar com o bebê engasgando com algo que pegasse do chão. — “Você acha que minha filha também poderá fazer isso?”

“É cedo demais para dizer. Temos que esperar até ela se desenvolver o suficiente. Pergunte de novo em alguns meses.” — respondeu Leegaain.

Depois que todos comeram uma segunda porção de sobremesa, Silverwing Lhes mostrou o restante da fortaleza, incluindo seus aposentos privados. Após visitarem casas nobres, o Palácio Real e a torre de Baba Yaga, aquilo estava longe de impressionar.

O Primeiro Mago havia mantido as coisas simples, tornando o lugar indistinguível de uma casa comum. Os únicos lugares nos quais havia investido todo o seu talento e esforço eram seus laboratórios mágicos.

Mas, depois de conhecerem a instalação de pesquisas de Leegaain na lua, até os laboratórios pareceram sem graça.

“Guardei o melhor para o final.” — a mão de Silverwing, segurando a maçaneta, tremia de empolgação. — “Esta é a galeria onde mantenho todas as lembranças dos meus relacionamentos passados, incluindo as pinturas do seu pai.

“Algumas são apenas cópias que fiz de memória, outras são originais. Você pode levar o que quiser.”

Quando abriu a porta, a Galeria revelou-se um longo corredor. De cada lado alinhavam-se vitrines de madeira e vidro.

Cada uma trazia uma placa dourada com a data em que o relacionamento havia começado e terminado, sendo que o fim geralmente coincidia com a morte de amigos e amantes.

As vitrines guardavam uma ou mais pinturas dos entes queridos de Silverwing e os presentes que havia recebido deles. Ao contrário das expectativas de Solus, a de Menadion não era a maior.

As duas Magas se conheceram por pouco mais de 350 anos, um lapso de tempo irrelevante comparado às amizades milenares com Baba Yaga, Tyris e outros Despertos.

The gallery was quite long and every centimeter of the place was taken, proving that she had a busy social life and a few children throughout the centuries. No one dared ask her what had become of them to not ruin the mood again.

A vitrine de Menadion continha vários protótipos, alguns bem-sucedidos, outros fracassos, alguns martelos antigos de Forjamagia e muitas pinturas. Solus reconheceu Primavera e alguns retratos de família que já havia copiado de Aerth, a Fênix Azul.

O restante eram peças originais das quais não tinha lembrança e que não despertaram nenhuma memória perdida ao vê-las. Exceto pelas fotos de família, Menadion era o tema principal das obras de Threin.

Ele a havia desenhado trabalhando, lendo um livro, cuidando da pequena Solus e deitada de lado em um sofá, usando nada além de um sorriso e um cachecol para cobrir as partes importantes.

“Todos os Despertos são assim tão ousados, ou Menadion era um caso especial?” Kamila desviou o olhar da pintura para Solus, impressionada com a semelhança gritante entre as duas mulheres.

“Nem uma coisa nem outra. Essa é uma peça que Threin fez para sua galeria pública e que Ripha me entregou assim que descobriu sua existência. Ela nunca posou para esse retrato; Threin o fez de memória e imaginação.” explicou Asas de Prata, balançando a cabeça.

“Imagino que ela não tenha ficado feliz com isso.” disse Lith.

“De um quadro dela nua pendurado bem no meio da sala de estar, onde seus convidados e Solus podiam ver? Pode apostar que não. Ela deu em Threin uma das maiores broncas da vida dele e o fez prometer nunca mais fazer aquilo.” respondeu o Primeiro Mago.

“Pintá-la nua?” Solus cruzou os dedos, torcendo para que não existissem mais monstruosidades assim.

“Não, colocá-las em exposição. Seu pai tinha uma coleção inteira em seu quart…”

“Papai, por quê?” Solus gemeu, só de imaginar quantas pessoas poderiam agora ver sua mãe como veio ao mundo e, de certa forma, a ela também.

“Ei, o que é aquilo?” seus olhos marejados caíram sobre um canto escuro da exposição, onde havia uma pintura bem menor do que as outras.

Ela fora pintada em tons escuros e avermelhados, com apenas luz suficiente para distinguir que, na verdade, havia três figuras. Duas delas eram grandes sombras que lembravam a Solus as Abominações.

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