
Volume 19 - Capítulo 2210
O Mago Supremo
Tradução Automática | Revisado por KW 37
“Você tem a minha palavra. Vou levar Valeron, o Segundo, para minha casa e criá-lo como se fosse meu próprio filho.”
“Você é o Guardião da Sabedoria ou da Surdez? Não ouviu o que eu disse um segundo atrás?” A voz de Thrud transbordava tanto rancor que parecia ter esgotado todo o resto de Mogar. “Você é um pai horrível. Um monstro, não melhor do que eu.
“Assim como a Grande Mãe aqui.” Ela inclinou a cabeça em direção a Tyris, fazendo a imagem do sofrimento de Arthan reaparecer. “Ambos sabiam o que estava acontecendo e poderiam ter salvo a vida de Jormun, mas nada fizeram.
“Não tenho razão alguma para acreditar que agiria de modo diferente com meu filho.”
“E então? Salaark?” Leegaain perguntou.
“Não confio em Guardião algum.” A Rainha Louca balançou a cabeça. “Depois que resgatar Valeron, quero que o entregue aos cuidados de Lith Tiamat Verhen. Esse foi o último desejo do meu marido, e eu pretendo honrá-lo.”
“Estou orgulhosa de você, criança. O perdão é um sinal de grande força.” Disse Tyris, mas suas palavras gentis foram recebidas com uma gargalhada insana.
“Perdão? Nem eu sou tão louca assim. Nunca vou perdoar nem esquecer o que ele fez. Se eu morrer, meu filho viverá com o Supremo Mago. Valeron crescerá entre outros membros de uma raça nova e única, que o ajudarão a dominar seus poderes.
“Se eu perder, vou deixar Verhen por último, matando-o apenas depois de fazê-lo sofrer tanto que meu próprio sofrimento parecerá insignificante em comparação!”
Enquanto seu riso aumentava em intensidade e tom, os Guardiões encaravam Thrud com a Visão da Alma, o sentido místico supremo que lhes permitia espiar a verdadeira natureza das coisas e dos seres vivos.
O que viram foi um Grifo Dourado em fúria descontrolada. Estava enlouquecido de ódio, com o coração brutalmente arrancado do peito. Por mais que sangrasse, o Grifo se recusava tanto a morrer quanto a parar.
Exceto pela loucura, era idêntico ao que a Visão da Alma havia mostrado sobre Tyris após a morte de Valeron.
Isso fez com que os Guardiões sentissem ainda mais pena dela, mas também deixou claro que suas palavras não eram uma promessa vazia.
—
Deserto de Sangue, casa de praia de Salaark, um pouco mais tarde.
Solus e Kamila ainda se abraçavam e choravam quando Elina entrou pela porta. A cena apertou seu coração, fazendo seu estômago revirar de preocupação.
“Pela Grande Mãe, vocês duas estão bem? O que aconteceu?”
“Não é nada, Elina, não se preocupe.” Disse Kamila entre fungadas, enquanto Solus conjurava lenços suficientes para ambas.
“Estou sim preocupada, querida, e estarei até me explicarem por que desapareceram por tanto tempo. Está tudo bem com o bebê?” Era uma pergunta tola, já que Salaark estava a menos de 100 metros de distância e todos os três Guardiões de Garlen haviam jurado proteger a criança.
Ainda assim, Elina também estava grávida e, para ela, essa era a resposta mais provável.
“Ela está bem. Nós duas estamos bem.” Kamila apontou para si mesma e para o próprio ventre. “É só que, entre Lith descontando sua raiva nos Reais e essa última missão, as coisas ficaram um pouco pesadas e eu me emocionei.”
“Isso não explica n…“
“Grande Mãe todo-poderosa!” O grito de dor de Salaark cortou Elina pela metade e atraiu a atenção de qualquer criatura viva em um raio de quilômetro e meio. “Chegou a hora. Chamem aquele idiota do Leegaain. Se ele perder o nascimento do nosso filho, eu mesma vou matá-lo!”
Sinmara ajudou a Guardiã, cujo parto havia começado, a se levantar antes de Distorcer os Espíritos de todos de volta ao palácio de Salaark. Suas assistentes fizeram inúmeras ligações, convocando as Fênix do ninho e cada Dragão que havia demonstrado interesse no evento.
Antes mesmo que Lith entendesse o que tinha acontecido, já se encontrava em uma sala de espera do tamanho de um teatro, quase lotada.
“Oi, Lith. Como está?” Surtr, o Dragão da Luz, soava desconfortável ao estender a mão a um Matador de Parentes.
“Poderia estar bem melhor, mas também muito pior.” Lith assumiu sua forma Tiamat, deixando que suas escamas entrassem em contato e compartilhando seu tormento com Surtr sem precisar dizer nada.
“Ó deuses, irmão. Sinto muito por você. Espero que as coisas melhorem logo.” Surtr o abraçou, quase tão preocupado com Lith quanto com o novo irmão que estava prestes a nascer.
“Graças aos deuses, Salaark providenciou assentos de sobra. Isso pode demorar um pouco.” Elina sentou-se, convidando Kamila e Solus a fazerem o mesmo.
“Quanto tempo, exatamente?” Sabendo que era apenas questão de tempo até chegar sua vez, Kamila decidiu usar a experiência como aprendizado.
“Depende. Às vezes minutos, outras horas. Os primeiros partos podem ser ainda mais demorados.” Disse Elina, fazendo Kamila engolir em seco. “Não se preocupe, querida, tenho certeza de que você ficará bem.
“E como está indo com os enjoos matinais e as mudanças de humor?” Elina segurou sua mão.
Conversavam bastante, mas devido ao trabalho de Kamila, não passavam muito tempo juntas, especialmente se Lith precisava dela.
“Na verdade, não senti nada disso.” Kamila deu de ombros. “Você e Zinya me alertaram sobre um monte de coisas, mas além do apetite, nada mudou. Talvez seja por causa do sangue de besta do Lith.”
“De jeito nenhum.” Selia parecia mal-humorada, faminta e irritada. “Sou a próxima depois de Salaark e posso garantir que passei pelo pacote completo todas as vezes.”
A caçadora havia sido convidada a permanecer no Deserto junto dos pais de Lith, tanto para fazer companhia quanto para sua segurança até o fim da Guerra dos Grifos. Sua barriga estava inchada, os tornozelos dobraram de tamanho e seus pés doíam.
“Isso é porque as Bestas Divinas dão à mãe mais força do que a gravidez consome. Além disso, Kamila agora é uma Desperta e, com o bebê refinando tanto seus núcleos quanto seus corpos, as impurezas não vão incomodá-la tanto.” Disse Rethia, a Grifo do Vento e esposa de Surtr.
Ela parecia uma mulher de beleza etérea e graça infinita, que fazia todas as outras ao redor rangerem os dentes de inveja.
“Está me dizendo que Kamila não vai passar por isso, isso ou isso?” Selia apontou para suas próprias pernas, quadris e barriga.
“Bem, você já viu Salaark. Deve ser algo mais ou menos assim.” Respondeu Rethia.
“Não leve a mal, querida, mas eu te odeio tanto agora.” Disse Elina, e Selia assentiu.
“E qual seria exatamente o jeito certo de levar isso?” Kamila retrucou com um sorriso irônico, aliviada pela notícia, mas incomodada com o desprezo que recebeu.
Enquanto isso, Leegaain e Tyris haviam retornado do Grifo Dourado no momento em que a dor de Salaark os alcançou através do vínculo mental que compartilhavam.
O Pai de Todos os Dragões ainda parecia um homem albino e ainda se sentia como se dois times de futebol tivessem usado seu corpo no lugar da bola em uma final de campeonato.
Os intensos sentimentos compartilhados por Lith e Surtr agiam como um farol para sua mente aflita, de modo que ele surgiu bem ao lado deles, tornando a situação ainda mais constrangedora.
A sala silenciou enquanto todos lutavam entre o desejo de dar a Leegaain tanto os parabéns quanto as condolências, e a curiosidade de ver como seria seu encontro com um Matador de Parentes.