O Mago Supremo

Volume 19 - Capítulo 2142

O Mago Supremo

Tradução Automática | Revisado por KW 37


“Na verdade, também estou esperando outra filha, então a primeira rodada é por minha conta.” — disse um homem, arrancando mais aplausos enquanto a pequena multidão se dirigia para a taverna mais antiga de Lutia, fazendo a Raaz inúmeras perguntas sobre sua estadia no Deserto.

Ver o marido feliz e cercado de rostos familiares fez Elina sorrir. Lutia de fato havia mudado muito desde os tempos em que era apenas uma pequena vila, mas ainda era o lar deles.

Enquanto os Verhens caminhavam pelo distrito antigo, passaram diante da casa de Nana e sentiram o coração apertar. Desde que a velha maga havia morrido, ninguém mais morara ali, mas até o banimento de Lith, o povo de Lutia havia cuidado bem do lugar.

Até mesmo o curandeiro que assumira o ofício de Nana usara seu antigo consultório, mantendo sua memória viva. Agora, no entanto, a porta estava trancada com tábuas de madeira e as janelas cobertas de barro e poeira.

Após a fuga do curandeiro, o prédio fora abandonado e ninguém cuidara dele desde então. Mas isso não era tudo. Muitas pessoas estavam em frente à entrada, formando uma fila ordenada.

Tinham ouvido falar do retorno de Lith e trouxeram seus doentes na esperança de que ele cuidasse deles, assim como fazia quando era aprendiz de Nana. Elina olhou para Tista, lembrando-se muito bem da sensação de desespero de um pai que vive com o medo de que cada dia ao lado do filho possa ser o último.

“Não pode dar uma ajudinha a eles, por favor? Por velhos tempos?” — pediu Elina, segurando a mão de Lith.

Ele não nutria mais afeto algum por aquelas pessoas, mas sabia que Leegaain tinha razão.

‘Enquanto os cidadãos de Lutia me virem como um monstro, a vida dos meus pais aqui pode ser pacífica por causa da proteção que ofereço, mas nunca será feliz. Preciso reconstruir a confiança que Meln destruiu com suas tramas.’ — pensou.

E não era apenas uma questão de atender ao pedido da mãe. Tista, Solus, Kamila, Rena e até as crianças o olhavam com olhos de cachorrinhos, certos de que ele faria a coisa certa.

“Claro, mãe.” — disse, sentindo-se como um homem diante de um pelotão de fuzilamento.

“Além disso, somos quatro e não precisamos mais esconder nossas habilidades. Não vai demorar.”

“Quatro?” — perguntou Tista, confusa. — “As crianças são boas com magia, mas seus núcleos de mana ainda são fracos e não têm nenhuma habilidade de diagnóstico.”

“Eu estava falando do vovô.” — Lith apontou para Leegaain. — “Ele precisa proteger a Kami, então pode muito bem nos dar uma mão.”

Todas as cabeças se voltaram para o Pai de todos os Dragões, que apenas deu de ombros em resposta.

“Tenho muito trabalho a fazer, mas enquanto ela ficar perto de mim, consigo fazer várias coisas ao mesmo tempo.”

Lith retirou as tábuas da porta enquanto Aran e Leria limpavam a parte externa do prédio. Por dentro, o ar estava viciado e tudo coberto por uma grossa camada de poeira, mas nada que alguns feitiços de ar e água não resolvessem.

Tudo o que precisavam para atender os pacientes ainda estava lá, e em poucos minutos a sala de consultas já estava operacional novamente. A fila andava mais rápido do que se formava.

Lith, Tista, Solus e Leegaain não faziam perguntas nem exigiam pagamento. Bastava tocar a testa dos pacientes para diagnosticar seus males e curá-los de uma vez.

Mesmo aqueles que precisavam regenerar um membro levavam apenas um minuto.

Lith lhes dava tónicos para beber enquanto usava a Invigoração. O primeiro fornecia nutrientes, enquanto o segundo dava ao paciente a resistência necessária para suportar o crescimento celular acelerado.

Apenas aqueles com doenças congênitas, como o Estrangulador, precisariam de mais de uma sessão. Curá-los exigia alterar permanentemente a força vital, e o menor erro poderia causar efeitos colaterais de longo prazo.

Ou melhor, isso seria verdade sem a ajuda de Leegaain. Não importava quem examinasse o paciente, o Guardião precisava apenas semicerrar os olhos para curar qualquer doença como se fosse apenas um arranhão no joelho.

“Muito obrigado por curar minha irmã!” — o garoto que haviam encontrado mais cedo no templo fez uma reverência tão profunda a Tista que sua testa quase tocou o chão. — “Valeu a pena trazê-la de Gatra e esperar por seu retorno.

“Vou contar a todos em minha vila que os rumores sobre o Pai de Todos são verdadeiros. Você realmente é nosso salvador.”

“Garoto, eu não fiz nada. Foi minha irmã quem tratou a sua.” — disse Lith.

“Mas ela é uma Demônio menor, e os poderes dela vêm de você, certo?”

“É muito mais complicado do que isso.” — Lith balançou a cabeça. — “Além disso, nós somos apenas curandeiros. Usamos magia da luz como qualquer outro.”

“Se você diz…” — o garoto não pareceu convencido. — “O curandeiro de Gatra me disse que são necessários seis magos e várias horas para curar o Estrangulador, enquanto lady Tista mal encostou em Pila.”

“É verdade.” — disse um homem que acabara de se recuperar de uma fratura cominutiva na perna. — “Nana levava dias para tratar a mesma quantidade de pessoas que vocês curaram na última hora.”

Tista tentou explicar que era porque eles eram Mestres Curandeiros da Grifo Branco, mas entre os rumores espalhados pelo culto e os milagres que haviam presenciado, o povo de Lutia achava difícil acreditar nela.

“Qual é o seu–” — Lith engasgou nas palavras quando viu a mulher do templo agora diante dele.

Ela tinha pouco mais de vinte anos, mas o luto, as noites em claro rezando e as refeições perdidas a faziam parecer muito mais velha. O cansaço deixava linhas profundas e olheiras em seu rosto.

Seus cabelos negros desgrenhados não eram lavados há semanas, e o único brilho que restava em seus olhos castanhos era o da esperança. O desespero os deixava opacos, como os de um peixe morto.

Na mão direita segurava uma vela preta recém-feita, e na esquerda o boneco de madeira. Colocou ambos sobre a maca como oferenda antes de se ajoelhar, unindo as mãos em súplica para ver sua filha mais uma vez.

“Não funciona assim.” — Lith tentou simplificar o máximo possível. — “Não sou Necromante. Não forço almas a fazer nada. Elas precisam atender ao meu chamado.”

“Por favor, tente mesmo assim. O nome dela era Ilka.” — ela lhe entregou o boneco de madeira e uma mecha de cabelo castanho-claro que carregava em um medalhão no pescoço.

“Ilka, se você está aqui, me dê um sinal.” — Lith não fazia ideia do que fazer. Nunca havia conjurado um Demônio fora de uma situação de combate.

Não sentia nada vindo do cabelo nem do boneco, tampouco as correntes negras dentro dele se agitavam. Após um tempo, as pessoas começaram a resmungar pela demora, e a mulher a perder a esperança.

Lith ativou a Visão da Morte, para verificar se ela havia ganho a habilidade de detectar almas errantes, descobrindo que a mulher à sua frente estava destinada a morrer. Mas, ao contrário de todos os outros naquela sala, a velhice não era sequer uma possibilidade.

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