O Mago Supremo

Volume 18 - Capítulo 2125

O Mago Supremo

Tradução Automática | Revisado por KW 37


Wendigos e Banshees não morriam por asfixia só porque seus pulmões tinham sido destruídos. No entanto, até que seus órgãos internos se regenerassem, eles não conseguiriam usar suas respectivas habilidades de linhagem sanguínea, que exigiam a voz.

O calor da Chama Solar restaurou as forças dos híbridos, que por sua vez não tinham nenhum problema com o ar escaldante.

No momento em que a magia gravitacional de primeiro nível de Kelia, Peso de Pena, permitiu que eles se levantassem, Xenagrosh e Kigan lançaram, respectivamente, os feitiços do Caos de quinto nível Tempestade Diluviana e Fome Uivante.

O primeiro gerou uma onda gigante de Caos que se movia com a velocidade de um trem de carga, preenchendo o corredor e transformando as Banshees em nada.

O segundo conjurou uma chuva de balas negras que atravessaram os Wendigos, crivando-os com mais buracos do que queijo suíço até que se tornassem vários montes de cinzas.

Um Wendigo podia sobreviver mesmo sem coração ou cérebro e regenerar qualquer parte de seu corpo com facilidade, desde que tivesse tempo e alimento. Seu único ponto fraco era um pedaço da primeira pessoa que tinham canibalizado ao se transformarem, que era destinado a permanecer para sempre indigerido em seus intestinos.

‘Você está bem?’ — perguntou Kelia enquanto destruía os pontos de foco da matriz gravitacional que ainda prendia seus companheiros. O Peso de Pena apenas aliviava a gravidade o suficiente para permitir que eles se movessem, mas não rapidamente.

‘Maravilhosamente bem.’ — respondeu Xenagrosh. Seu núcleo de Troll não lhe concedia poderes chamativos como os de um Balor, mas suas habilidades regenerativas eram incomparáveis. Pequenos tentáculos de carne se reuniram e remontaram as partes faltantes de seu corpo antes que o Cavaleiro terminasse com a matriz.

‘Fala por você.’ — retrucou Kigan. — ‘Preciso descansar um pouco.’

Seu corpo pegou fogo quando ativou a habilidade de linhagem do Fênix, Chamas do Renascimento. Ela lhe permitia converter mana em matéria que podia usar para curar ferimentos e até regenerar órgãos inteiros instantaneamente.

Diferente de feitiços de cura, as Chamas do Renascimento não precisavam de nutrientes, nem drenavam a estamina ou impunham estresse à força vital do usuário.

‘Nossa posição já foi exposta e não podemos perder um segundo sequer.’ — Kelia já havia usado o Revigoramento várias vezes e odiava consumir mais para outra pessoa, mas não teve escolha.

Levou apenas alguns segundos para restaurar a mana perdida de Kigan.

‘Eu quis dizer só o tempo de me alimentar dos encantamentos da fortaleza, mas isso também serve. Valeu, garotinha.’

‘O quê? Você consegue mesmo fazer isso?’ — perguntou Kelia, surpresa.

‘Sim. Abominações podem se alimentar do elemento luz e da energia do mundo, incluindo a que flui dentro de qualquer encantamento.’ — Xenagrosh assentiu. — ‘Um lugar como esse é um verdadeiro banquete para nós.’

‘A verdadeira questão é: como tantos mortos-vivos vivem aqui sem um suprimento regular de comida? Wendigos são canibais, enquanto as Banshees…’ — Ela olhou para dentro das portas agora abertas e encontrou sua resposta.

Elas levavam a grandes salas com mais de 30 metros de comprimento por 50 de largura, preenchidas com cápsulas verticais contendo pessoas de todas as raças, gêneros e idades. Os dispositivos médicos mantinham as vítimas vivas, as alimentavam e regeneravam seus ferimentos.

As cápsulas estavam cheias de nutrientes suficientes para durar meses antes de precisarem ser reabastecidas. Ofereciam aos mortos-vivos a possibilidade de se alimentarem à vontade, desde que deixassem a vítima viva e lhe dessem tempo para se recuperar.

A sala de onde os Wendigos haviam saído estava cheia de pessoas sem um ou mais membros, que estavam lentamente se regenerando.

A fortaleza não se chamava Palácio do Prazer pelo que o Rei dos Mortos fazia dentro de suas paredes, mas sim pelo serviço que oferecia. Para Kelia, era um pesadelo onde pessoas eram cultivadas como gado, mas para os mortos-vivos, era um restaurante cinco estrelas estilo buffet.

Eles precisavam capturar apenas um número limitado de presas dotadas de mana para se alimentarem e aumentar enormemente o poder de seus núcleos de sangue em pouco tempo.

‘Parece que, mais do que cairmos em uma armadilha, apenas tivemos o azar de interromper o jantar.’ — disse Kigan, enquanto Kelia vomitava tudo o que tinha no estômago.

Nem todos os Wendigos tinham conseguido terminar sua refeição, e a sala estava cheia de restos ainda não limpos.

‘Não podemos libertá-los?’ — ela perguntou.

‘Sem tempo pra isso. Depois que cumprirmos nossa missão, é só avisar Milea e ela cuidará do resto.’ — respondeu Crepúsculo.

O grupo retomou seu avanço, mas desta vez havia aprendido a lição e conjurava feitiços de detecção de matrizes em intervalos regulares. Sempre que identificavam uma armadilha, um jato bem direcionado de Chamas de Origem enfraquecia as formações dormentes o suficiente para que Crepúsculo as desativasse.

Combinando sua perícia com as informações coletadas pelas Cortes dos Mortos durante a investigação dos palácios secretos de Orpal, ele levava apenas segundos para destruir as matrizes mais complexas sem acionar nenhuma medida de segurança.

Ao contrário do que esperavam, ninguém tentou detê-los. Sempre que encontravam uma nova porta, ela estava aberta e não havia ninguém dentro, exceto os prisioneiros inconscientes.

O grupo rapidamente alcançou a torre no coração do castelo, onde várias surpresas os aguardavam. O local tinha sido decorado com bom gosto para se assemelhar à sala de estar de uma antiga casa nobre.

Mesas e cadeiras eram de confecção magistral, os tapetes eram feitos dos materiais mais macios e finos que o dinheiro podia comprar, e todas as obras de arte eram ou obras-primas originais perdidas no tempo ou réplicas perfeitas.

Os olhos de Kelia se arregalaram ao reconhecer algumas pinturas idênticas às do escritório de Milea, que até traziam uma imitação perfeita do rabisco que Leegaain chamava de assinatura.

Candelabros de cristal pendiam do teto, mas em vez de usarem óleo, velas ou cristais mágicos para iluminar o local, utilizavam Pedras do Sol, supostamente exclusivas das Terras Eclipsadas.

Os cristais mágicos emanavam uma luz amarela que também transmitia calor e até permitia o crescimento de plantas.

Eram uma das obras-primas do Primeiro Vampiro, uma invenção nascida da necessidade de permitir que seus semelhantes experimentassem a melhor coisa após a luz do sol — sem morrer no processo.

“Preciso me desculpar pela recepção rude de antes, mestre Crepúsculo.” — disse uma voz, fazendo todos despertarem de seu encantamento. — “Mas como sabe, qualquer um pode assumir sua aparência, e dada sua notória aversão a Abominações, presumimos estar lidando com um impostor.”

A voz pertencia a um homem aparentemente na casa dos quarenta, com cerca de 1,76 m de altura, vestindo um uniforme preto com uma camisa branca. Ele tinha cabelos negros grisalhos, olhos azuis claros e uma barba bem aparada.

Fez uma reverência profunda ao Sol Rubro, que foi completamente ignorada.

“Eu acreditaria em você se tivesse vindo até a entrada e se desculpado comigo depois que me livrei dos seus cães de guarda.” — a voz de Crepúsculo soava irritada. — “Em vez disso, tive que caminhar até aqui e perder muito tempo lidando com o que minha irmãzinha estúpida chama de armadilhas.”

O mordomo ignorou a grosseria do convidado com ele, mas seu olho direito contraiu-se de irritação ao ver sua mestra ser insultada.

“Peço desculpas mais uma vez, mas recebi instruções claras de não permitir a entrada de ninguém até confirmar sua identidade. Afinal, não foi o senhor quem se livrou dos nossos guardas leais, mas seus servos.” — Sua tentativa de devolver a afronta falhou, já que tanto Crepúsculo quanto os híbridos não demonstraram nenhuma reação.

Comentários