O Mago Supremo

Volume 18 - Capítulo 2095

O Mago Supremo

Tradução Automática | Revisado por KW 37


“Os híbridos-Abominações nunca pararam de trabalhar no que quer que seja o objetivo do Professor, mesmo durante a guerra, mas eles têm nos ajudado.”

“Depois que a Thrud se livrou do Meln e assumiu o controle das Cortes dos Mortos-vivos, o Reino teria ficado em sérias dificuldades se não fossem as Abominações. Eles estão lidando com os mortos-vivos sozinhos e ainda devolvem metade dos lucros que conseguem para o esforço de guerra.” respondeu Lith.

“É por isso que a Jirni está focando nos nobres traidores e os Reais nunca ficaram para trás mesmo com a sequência de derrotas?” Tista ficou boquiaberta.

“Correto. Esse é o lado deles no acordo com o Conselho. As Abominações estão lutando metade da guerra no tempo livre… e estão vencendo.”

Eles caminharam um pouco para dar tempo à Tista de digerir as quatro refeições que havia consumido e para Solus processar os dados coletados com a ajuda deles. Os Olhos de Menadion explicavam o que viam, mas cabia à sua portadora entender o como e o porquê.

‘Isso é uma bagunça, mas tenho boas notícias.’ disse Solus. ‘Precisamos começar desativando a matriz principal da prefeitura. Depois disso, não apenas desativar as outras matrizes se tornará muito mais fácil, como também, com cada camada que sabotarmos, as defesas da cidade ficarão mais fracas em um efeito dominó.’

‘Ok, qual é a má notícia?’ perguntou Lith.

‘Que Thrud sabe disso também. O poder das matrizes na prefeitura é várias vezes maior do que no resto da cidade e mesmo dos restaurantes eu consegui detectar uma massa de energia que só pode pertencer a forças vitais poderosas.’ respondeu Solus.

‘Além disso, percebi vários postos de controle no caminho até lá. Não conseguimos nem chegar às áreas internas a pé sem sermos revistados com Invigoração, ou voar sem que as matrizes nos detectem. Tirando isso, estamos prontos para ir.’

‘Se eu não te conhecesse melhor, te chamaria de espertinha.’ Tista gemeu por dentro, percebendo o otimismo sincero de Solus.

‘Não é grande coisa.’ Solus deu de ombros. ‘Posso passar despercebida pelos postos de controle e abrir um Passo Espiritual pra vocês.’

‘Nem pensar.’ Tista balançou a cabeça. ‘A menos que você caminhe até a prefeitura, teria que abrir um Passo Espiritual para cada posto e estaria exausta antes mesmo de começarmos.’

‘Sem falar que, pra cruzar uma distância tão grande sem ser notada, você levaria horas e não podemos chegar ao nosso destino depois do anoitecer.’

‘Achar um lugar isolado pra conjurar um Passo Espiritual num bairro nobre é difícil. Não é como os cortiços, cheios de becos e sem iluminação. Você teria que evitar funcionários das casas, não ser vista de uma janela do andar de cima e escapar das patrulhas.’

A área ao redor da prefeitura era fortemente vigiada, com os Esquecidos voando em padrões irregulares e examinando os arredores com Visão de Vida. Após o pôr do sol, a escuridão facilitaria as coisas se não fosse pelo toque de recolher.

Sem ninguém nas ruas e com as entradas fechadas, os Despertos da Thrud podiam focar exclusivamente em proteger os muros da cidade e o anel mais interno, onde ficava o Portal de Dobra.

Qualquer dano às matrizes seria detectado rapidamente e a distração que os Despertos da Phloria causariam seria muito menos eficaz.

‘E se eu entrar numa casa vazia e vocês se teleportarem pra dentro?’ sugeriu Solus.

‘Ah claro. Porque dois estranhos saindo de uma casa nobre com certeza vão passar despercebidos.’ disse Tista com sarcasmo.

‘Se tiver uma ideia melhor, tô ouvindo.’ Solus fez brotar algumas orelhas no anel de pedra para enfatizar o quanto estava irritada.

Lith também ponderou o problema, mas não encontrou solução. O ataque precisava começar enquanto os Despertos da Phloria ainda causassem confusão suficiente para obrigar os Esquecidos da Thrud a se dispersarem e permitir que Tista cumprisse sua missão.

Mas até ela lidar com a matriz principal, qualquer distúrbio faria a segurança ao redor da área interna se intensificar e arruinaria o plano. Seus olhos de Tiamat enxergavam longe, mas não o suficiente para ver a prefeitura de um restaurante e teleportar Solus até lá.

Pra piorar, a prefeitura inteira era cercada a todo momento por uma cúpula de energia sólida que impedia qualquer coisa de se aproximar do prédio, até mesmo pássaros. Havia sentinelas em todos os cantos, de modo que qualquer tentativa de se teleportar nas proximidades do gabinete do Senhor da Cidade seria percebida em segundos.

Lith pediu conselho à Phloria, mas ela também não tinha ideia.

“Desculpa, mas nunca entrei em Zehnma depois que ela foi capturada e minha inteligência está muito desatualizada.” ela disse. “Se não encontrarem uma solução, podem sair e usar um elo mental pra compartilhar os detalhes, assim podemos pensar em algo junto com os membros da minha tropa.

“No pior dos casos, podemos adiar o ataque pra amanhã. Só reservem um quarto de hotel pra terem um local seguro de onde entrar e sair da cidade com magia.”

‘É isso!’ disse Solus pelo elo mental. ‘Phloria é um gênio, por favor agradeça por mim.’

“Obrigado, Phloria, mas não deve ser necessário. Você pode ter acabado de nos dar a solução.” Lith não fazia ideia do que Solus estava falando, mas confiava o suficiente nela para seguir cegamente suas instruções.

Ela os fez voltar ao restaurante panorâmico mais próximo da prefeitura e reservar o quarto no andar mais alto disponível do hotel conectado ao estabelecimento.

De lá, Lith usou sua visão aguçada como Tiamat para enxergar à distância e os Olhos de Menadion para captar coordenadas dimensionais. Em seguida, conjurou Trion e usou um Passo Espiritual do tamanho de uma bolinha de gude para movê-lo até a sombra de uma chaminé.

As correntes negras conectando Lith aos seus Demônios funcionavam como um elo mental, mas não podiam ser detectadas com Visão de Vida nem por matrizes. Ele usou os olhos de Trion para estender ainda mais seu campo de visão, conjurando e enviando Locrias o mais longe possível enquanto o primeiro Demônio desaparecia.

O processo levou apenas um segundo, e Lith infundiu na sombra apenas mana suficiente para assumir forma física. Alternando entre seus Demônios, ele conseguiu rapidamente alcançar a casa mais próxima e mais alta da barreira sem ser detectado.

Valia apareceu na sombra de uma empregada que estendia roupas para seus patrões nobres, usando a assinatura de energia da mulher para ocultar a própria.

‘A vantagem de estar cercada por tantas matrizes é que, com tanta mana no ar, a menos que um guarda se concentre em mim, é difícil notar minha presença.’ Ela usou os Olhos de Menadion para observar a prefeitura à distância e encontrar um cômodo vazio para Solus.

O alcance da Visão de Vida era limitado e as leituras se tornavam menos precisas quanto mais distante era a área monitorada. Daquela distância, entre a barreira, outras matrizes, itens encantados e assinaturas vitais no prédio, até os olhos de um Demônio só viam uma confusão borrada.

O artefato de Menadion não tinha esse problema, permitindo que Valia encontrasse um escritório vazio cujas janelas davam para sua direção.

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