O Mago Supremo

Volume 18 - Capítulo 2073

O Mago Supremo

Tradução Automática | Revisado por KW 37


“Muito engraçado, idiota!” Kamila corou violentamente, virando-se para ter certeza de que ninguém havia ouvido Lith.

“Estou falando sério. Como qualquer mago, eu adoro experimentar coisas novas, e nunca tive a oportunidade de te ver bêbada.”

“Bom, já que você está tão disposto a experimentar coisas novas, acho que hoje à noite você pode dormir no sofá pela primeira vez.”

Mansão Ernas, no dia seguinte ao ‘castigo’.

As palavras de Phloria durante o baile haviam machucado profundamente, então Lith reservou o máximo de tempo que pôde para os Ernas, que também organizaram uma festa onde apenas seus amigos de verdade e aliados do Conselho foram convidados.

Friya e Quylla aproveitaram a ocasião para apresentar seus respectivos namorados à sociedade, apesar da objeção de seus pais. Também foi a oportunidade perfeita para forçar Jirni e Orion a conhecê-los, depois de meses evitando o assunto.

A guerra tornava os namoros curtos, já que cada dia na linha de frente podia ser o último, e muitos colegas e companheiros de academia de suas filhas haviam se casado recentemente, deixando pelo menos um herdeiro para trás.

Isso, somado ao casamento de Lith como exemplo, foi o suficiente para fazer o casal Ernas suar frio.

“Mãe, pai, este é meu namorado, Morok Eari.” disse Quylla, fazendo Jirni apertar os lábios até que restasse apenas uma linha. “Morok, esses são meus pais, Jirni e Orion Ernas.”

“É um prazer revê-la, senhora.” disse o Tirano com o que deveria ser o melhor sorriso de sua forma humana. “Se eu não soubesse que era impossível, diria que é evidente de quem a Quylla herdou sua beleza.”

“Já fazem quase dois anos desde a última vez que nos vimos, mas parece que foi ontem. Você é uma pessoa difícil de esquecer, Grande Mago Eari.” disse Jirni com sua melhor expressão neutra.

Para uma pessoa comum, suas palavras soariam gentis, mas sua prima Dyta conseguia ouvir todo o veneno escondido nelas. O antigo Patrulheiro era o tipo de homem que sempre deixava uma forte impressão — mas não por sua inteligência ou charme.

“É um… Um pra…” Só de ser forçada a dizer uma mentira tão descarada dentro de sua própria casa, a voz de Jirni soava como alguém prestes a vomitar. Ela torcia e girava um leque de marfim entre as mãos para manter o controle da expressão.

“Um prazer tê-lo aqui.” Dyta completou a frase por ela.

“Isso.” Jirni assentiu, restaurando a perfeição de sua fachada.

“É a primeira vez que somos devidamente apresentados, senhor.” Morok estendeu a mão, e Orion a olhou como se fosse uma lâmina apontada para sua garganta.

“De fato. Ouvi muitas coisas a seu respeito, jovem.” Nem mesmo um cego confundiria a expressão de Orion com um sorriso.

Ele apenas curvava os lábios enquanto cerrava os dentes com tanta força que sua mandíbula estalava.

“Já passei dos 26, então não sou tão jovem assim.” Morok não percebeu a ironia e sorriu sem jeito. “Mas entendo que, para um homem da sua idade, qualquer um com menos de quarenta pareça um garoto.

“Prometo que farei sua filha feliz e, com um pouco de sorte, lhe daremos muitos netos antes de o senhor morrer.” Sua honestidade foi acompanhada pelo som do leque de Jirni se partindo.

Quylla lançou um olhar fulminante para ele, pisando em seu pé para garantir que ele não a envergonhasse ainda mais.

“Ele está brincando. Estamos apenas saindo juntos.” disse ela. “Nunca nem conversamos sobre essas coisas.”

Infelizmente, para uma Fera Imperial, o pisão pareceu um carinho, ou pelo menos foi assim que Morok interpretou.

“Então talvez devêssemos conversar, querida. Hoje em dia as pessoas estão caindo como moscas e, mesmo que sobrevivam à guerra, seus pais não têm muito tempo de vida. Tente se colocar no lugar deles.”

Na verdade, o Tirano apenas se referia ao fato de que ele e Quylla eram Despertos e tinham uma expectativa de vida muito maior.

“Ha, ha, ha! Que sujeito engraçado.” O riso maníaco de Orion foi acompanhado pelo sorriso selvagem que só aparecia em seu rosto no campo de batalha. “Desejo que o resto da sua vida seja tão longo quanto feliz.”

“Obrigado, senhor. Desejo o mesmo ao senhor.” Mais uma vez, Morok não entendeu o subtexto, enquanto Orion torcia para que aquele idiota morresse de forma horrível segundos depois.

Quylla notou a veia pulsando na têmpora e no pescoço do pai e puxou Morok antes que Orion tivesse um derrame de tanta raiva.

“Socorro! Não quero morrer!” Nalrond agarrou o braço de Lith em busca de proteção. “Se eu encontrar um cara tão grande e irritado agora, ele vai me matar!”

“Não seja um bebê!” Friya o arrastava com facilidade. Apesar de seus 1,84 metros de altura, Nalrond era muito mais alto e pesado do que ela, mas uma Desperta do nível de Friya poderia erguê-lo com uma mão.

“Além disso, esse é o momento perfeito para conhecer meus pais. Não importa que besteira você diga, comparado ao Morok, ainda parecerá um cavalheiro.”

Nalrond não sentia tanto medo desde o dia em que Noite tentou matar Selia e as crianças, e teria preferido enfrentar o Cavaleiro da Destruição sozinho a estar ali. Ele resmungava o caminho inteiro até o casal Ernas, como um homem indo ao seu próprio funeral.

“Mãe, pai, este é Nalrond do Deserto. Ele não tem sobrenome porque sua vila foi destruída e ainda é doloroso para ele falar sobre isso.” Com essas palavras, o olhar de Orion suavizou o suficiente para Dyta perceber.

“Nalrond, esses são meus pais, Orion e Jirni Ernas. Nunca acredite em uma palavra da minha mãe e não tenha medo do meu pai. Ele é um coração mole e tenho certeza de que vocês vão se dar muito bem.”

Tendo ouvido coisas terríveis sobre ela, os olhos de Nalrond se arregalaram ao ver como Jirni era pequena e adorável. Por outro lado, era difícil reconhecer o pai amoroso de que Friya havia falado naquele gigante furioso à sua frente.

Orion tinha 1,96 metro, fazendo Nalrond se sentir como um garotinho.

“Senhor, senhora, é um prazer conhecê-los.” Ele fez uma reverência profunda. “Atualmente moro com os Fastarrows como babá, mas pretendo comprar uma casa própria um dia.

“Sou um curandeiro habilidoso e Mestre da Luz.” Nalrond enfatizou o conceito conjurando uma construção de luz sólida de sua casa dos sonhos bem diante deles. “Além disso, sou dono de uma parte das minas de prata de Lith em Jambel, então tenho meu próprio dinheiro e–”

“Devagar, garoto.” Orion deu um tapinha em seu ombro enquanto ria alto. “Isto não é uma entrevista de emprego. Você só precisa me provar o quanto se importa com minha garotinha.”

“Como eu faço isso, senhor?” Nalrond suava profusamente e puxava o colarinho da camisa, que parecia apertar cada vez mais, dificultando sua respiração.

“Você acabou de fazer.” Orion virou-se para Jirni, que não parecia concordar.

“Essa sua casa, onde você pretende construí-la? No Reino ou no Deserto?” ela perguntou.

“Não faço ideia.” respondeu Nalrond, fazendo Jirni inclinar a cabeça com curiosidade. “Não é uma decisão só minha, mas se eu pudesse escolher, gostaria de construí-la em Lutia. Não nasci no Reino, mas os Fastarrows são a minha família.”

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