Disfarçada de Homem, Conquistei o Coração do Magnata

Capítulo 466

Disfarçada de Homem, Conquistei o Coração do Magnata

Depois de um tempo, Ye Xian se levantou de repente. "Diretora, se já terminou de falar, vou embora."

— Parar.

O homem gritou.

Ye Xian não parou, e Bo Tingshen se levantou e a segurou.

— Hiss...

O lugar onde ele a agarrou era exatamente onde Zou Gang a havia empurrado contra a parede hoje, e ser tocada inesperadamente neste momento fez Ye Xian soltar um suspiro de dor.

— O que aconteceu?

Bo Tingshen percebeu que havia algo errado e virou a manga dela.

Uma série de manchas de sangue densas e inchaço sem tratamento, como agulhas afiadas, penetraram nos olhos do homem.

As pupilas de Bo Tingshen estavam dilatadas, como se pudesse devorar alguém. — Você disse que não tinha se machucado? O que é isso?

— Está doendo?

Seu tom primeiro foi acusador, depois suavizou delicadamente, como se temesse assustá-la.

Ye Xian moveu a garganta, puxou a manga para baixo e virou a cabeça para o lado. — Não dói, não é da sua conta!

— Se não dói, por que você está chorando?

Bo Tingshen segurou seu braço com uma mão, ouvindo sua voz trêmula, enquanto sua outra mão involuntariamente esmagava o controle remoto da TV.

Ye Xian franziu a testa, tentando conter suas emoções.

Ela não estava chorando. Só engoliu em seco um pouco.

Ela não sabia o que havia de errado consigo mesma; um momento atrás, não sentia nada, mas a pergunta repentina dele sobre sua dor trouxe uma onda inesperada de ressentimento.

Não era como se ela tivesse intenção de se meter na vida de Luo Yuwei, mas toda vez que ela era enganada, Ye Xian acabava vendo. Ela deveria simplesmente assistir a uma garota sendo arrastada à força para dentro de um carro e ficar de braços cruzados? Ela não pediu para Jiang Wanze acompanhá-la, ele insistiu em confiar nela e a seguiu por conta própria, além disso, ela não conhecia Zou Gang, aquele velho mau-caráter, que era tão forte que pôde feri-la, nem poderia imaginar que alguém chamaria a polícia, levando-as à detenção.

Ela não tinha feito nada de errado, e mesmo assim foi espancada, inocentada injustamente e presa, e no fim, ele ainda a culpava por querer ser a heroína, se meter na vida dos outros e deixá-lo envergonhado, acabando na cadeia…

Ye Xian tentou se soltar, mas, inesperadamente, sentiu-se leve ao perceber que ele a levantou do chão de repente.

Uma carícia de princesa, para variar?!

Os olhos de Ye Xian, arregalados com lágrimas, se alargaram de descrença: — O que você está fazendo?

A face de Bo Tingshen estava azul-acinzentada, suas sobrancelhas de pena entrelaçadas com uma escuridão indecifrável: — Vamos ao hospital.

Huh?

Que hospital?

No meio da noite…

Ye Xian achou que ele estivesse brincando com ela, só pra depois perceber que ele levava a sério ao carregá-la para fora do apartamento.

— Ei, espera, espera!

Ye Xian chutou as pernas em recusa: — Eu tô bem, não precisa levar ao hospital!

— Diretora, solte meu braço! Me solte agora!

— Seja boazinha, não se mexa.

O homem apertou com força suas pernas, sua mão aparentemente tocando suas nádegas, fazendo um choque passar por Ye Xian.

Malandro!

— Não, Diretor, isso é só um corte superficial, não precisa de hospital!

— Sério, não estou mentindo pra você!

Enquanto passavam pela porta inteligente, Ye Xian segurou firme nela, com uma expressão de resistência total.

Bo Tingshen olhou para suas mãos machucadas, ainda teimosas: — Cuidado para não tocar no ferimento!

— Eu realmente não preciso ir ao hospital. Se fosse o caso, eu teria ido antes. É só um machucado superficial. Se você não tivesse mexido nele agora há pouco, eu quase teria esquecido que existia!

— Só me escuta.

— Não vou escutar, não quero… não quero…

Com a forte resistência de Ye Xian e seu quase suplicante jeito de pedir, Bo Tingshen relutantemente a colocou de volta no sofá. — Sente e não se mexa.

—…

Ye Xian observou suas costas desaparecendo enquanto ele entrava no quarto, se perguntando o que ele estaria tramando agora.

Impredizível, difícil de entender.

Num momento ele a estava repreendendo, e no outro parecia que se importava muito com ela, e o mais estranho:… ele até a carregou, e foi uma carícia de princesa!

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