Depois de Dez Milênios no Inferno

Capítulo 525

Depois de Dez Milênios no Inferno

História Paralela Capítulo 5 - O Toque da Mamãe (1)

Sensações suaves envolviam todo o corpo de Oh Kang-Woo. Os dois montes de carne macios e quentes envolviam suas bochechas. Se existisse algo como o nirvana, seria isso. A mente de Kang-Woo estava derretendo de prazer.

— Aqui, ahhh~

Uma bela voz fez cócegas no ouvido de Kang-Woo. Sua boca se abriu antes que percebesse, seu corpo sem intenção de recusar a voz. Uma camada de arroz com kimchi e carne entrou em sua boca.

Nom, nom.

— Fufufu. Bom garoto, Kang-Woo.

Kang-Woo não sabia o que tinha feito para ser chamado de bom garoto, mas os cantos de sua boca se elevaram quando uma mão deu tapinhas em sua cabeça.

— Aqui está de novo. Ahhh~

Kang-Woo aceitou a comida novamente como um robô. Uma sensação infinita de prazer invadiu sua mente nebulosa, derretendo-a.

— Vamos para o quarto quando você terminar — Han Seol-Ah sussurrou como se o estivesse atraindo, e beijou sua bochecha.

Kang-Woo perguntou enquanto seu senso de razão derretia: — O quarto...?

— Sim.

— Por quê...?

— Nossa, você quer que eu diga? — As bochechas de Seol-Ah ficaram vermelhas e ela cutucou levemente Kang-Woo. Ela sorriu sedutoramente e colocou a mão na coxa de Kang-Woo. — Obviamente... — Ela mordiscou provocadoramente a bochecha de Kang-Woo e sussurrou de forma sedutora: — Para que eu possa te dar muito amor.

— ...!

Os olhos de Kang-Woo se arregalaram. Ele voltou a si como se água fria tivesse sido jogada em seu senso de razão nebuloso.

— Kurgh!

Kang-Woo mordeu fortemente o lábio. Ele quase havia caído no poço de doces tentações em que estava preso no último mês.

'Não.'

Ele não podia continuar vivendo assim. Ele havia percebido o verdadeiro valor do trabalho e da vida através de Satanás. Ele não podia se deixar acorrentar a Seol-Ah e ter sua liberdade negada por mais tempo.

'Levante-se! Perceba o verdadeiro significado do trabalho! Retome a verdadeira liberdade! Unam-se e lutem!'

— Marxistas!

— Perdão?

— Obrigado pela refeição. Eu vou cuidar da limpeza.

— Ah, K-Kang-Woo!

Kang-Woo escapou rapidamente do abraço de Seol-Ah e correu para a cozinha com a panela vazia de ensopado de kimchi. Ele pegou a esponja verde assim que chegou à cozinha e limpou a panela.

— E-Eu vou cuidar disso! — Seol-Ah gritou enquanto agarrava o braço de Kang-Woo.

No entanto, Kang-Woo não recuou. Para concretizar o valor do trabalho e retomar sua liberdade, ele precisava fazer o que fosse preciso para manter seu corpo em movimento.

— Não, eu vou fazer isso. Eu não posso continuar deixando tudo para você para sempre — ele comentou.

— Mas...

— Estou fazendo isso porque quero me movimentar.

Seol-Ah fez beicinho. — Está tudo bem para você não fazer nada...

Ela não poderia estar mais feliz por estar cuidando de Kang-Woo. Ela podia sentir sua obsessão fervente sendo satisfeita enquanto Kang-Woo deixava tudo para ela e dependia completamente dela, mas ela não podia forçar isso em Kang-Woo se ele não quisesse.

Seol-Ah suspirou suavemente e ficou atrás de Kang-Woo enquanto ele lavava a louça. Duas colinas macias envolveram a cabeça de Kang-Woo como um travesseiro de pescoço.

— Deixando isso de lado, você foi visitar sua mãe?

— Sim, ela está bem. Embora eu tenha sido repreendida por quase não ir vê-la ultimamente — Seol-Ah respondeu enquanto abraçava levemente Kang-Woo por trás.

— Você deveria ter ido vê-la com mais frequência...

— Eu não posso simplesmente te deixar sozinho.

— Tenho certeza de que sua mãe está triste.

— Não pode ser evitado. Você é a pessoa mais importante na minha vida, Kang-Woo — ela disse como se estivesse batendo o pé.

Kang-Woo ficou em conflito. Ele estava feliz com o amor incondicional de Seol-Ah por ele, mas também preocupado, já que ela estava falando como se não precisasse de ninguém além dele.

'Bem, tenho certeza de que ela vai melhorar quando sua obsessão for saciada.'

Ela estava muito mais obsessiva do que o normal porque sua obsessão angelical com Kang-Woo havia crescido nos últimos três anos. Uma vez que sua obsessão fosse cumprida ao longo do tempo, ela começaria a se importar mais com outras coisas além de Kang-Woo.

— Você disse que ia ver Yeon-Joo e Lilith também, certo?

— Ah, não Yeon-Joo. Ela estava ocupada.

— Fazendo o quê?

— A guilda Rosa Vermelha inteira está aparentemente super ocupada por causa de assuntos relacionados a Seul.

— Ah, entendo.

Kang-Woo assentiu. A maioria das pessoas que viviam em e perto da antiga capital Seul mudou-se para o sul depois que a cidade foi reduzida a cinzas na batalha contra Bael três anos atrás. Foi por causa do sol negro flamejante acima de Seul.

'Sim, eu teria feito o mesmo.'

Ninguém gostaria de viver sob um sol negro flamejante e ameaçador, a menos que fosse insano. Por causa disso, o desenvolvimento em Seul parou e Busan foi designada como a nova capital da Coreia do Sul.

'Mas a situação mudou.'

O sol negro acima de Seul desapareceu porque Kang-Woo devorou o Abismo e escapou dele, deixando apenas a terra cara que costumava ser a capital da Coreia do Sul pronta para ser tomada. O projeto de desenvolvimento interrompido provavelmente estava sendo retomado.

'E quem reivindicar primeiro fica com ela.'

Embora Cha Yeon-Joo tenha renunciado à maioria de seus direitos como mestre da guilda, ela ainda era a mestre da Rosa Vermelha, a guilda número um do país. Ela provavelmente estava ocupada lutando para conseguir o máximo de terra possível para a guilda.

'Eu deveria visitá-la mais tarde.'

Nada era mais agradável como um indivíduo desempregado do que irritar aqueles que estavam trabalhando duro. Kang-Woo já estava radiante de alegria pensando em como provocar Yeon-Joo.

— E Lilith?

— Lilith... — Seol-Ah murmurou em hesitação. Ela se virou e então continuou: — Ela decidiu passar um pouco mais tarde.

— Ela fez?

— Sim. Nós temos... algo para discutir.

— O que é?

— Eu te conto depois.

Seol-Ah abaixou a cabeça enquanto abraçava Kang-Woo um pouco mais forte. Kang-Woo inclinou a cabeça em confusão, mas decidiu não insistir mais.

— Mais importante, Kang-Woo — Seol-Ah mudou de assunto.

— Hm?

— É só impressão minha ou... você cresceu? — Seol-Ah examinou Kang-Woo completamente com os olhos semicerrados. Ela colocou a mão na cabeça de Kang-Woo e o escaneou da cabeça aos pés. Ela engasgou e gritou: — Eu sabia...! Você tinha exatamente 148,2 centímetros antes, mas você cresceu!

— Sim, eu cresci.

'Como ela sabe minha altura que nem eu sabia até as casas decimais?'

— O-O que diabos aconteceu, Kang-Woo?! — Seol-Ah perguntou ansiosamente.

— Eu consegui ajuda de Balrog e meio que acelerei o processo de reconstrução.

Ainda faltava muito para Kang-Woo recuperar sua forma original, mas era um começo. Ele precisava voltar ao normal o mais rápido possível e se tornar um homem *grande* o suficiente para Darling [1] se orgulhar.

— D-De jeito nenhum! — Seol-Ah gritou em desespero. Ela balançou a cabeça ferozmente como se estivesse tentando negar a realidade e esfregou suas bochechas no cabelo de Kang-Woo. — Você não pode! Você tem que ficar assim!

— O quê? Por quê?

'Eu não quero que ele continue sendo uma salsicha de Viena.'

— Para que eu possa fazer o que eu quiser com vo— Quer dizer, você sacrificou tanto para salvar o mundo, não é? Você precisa de o máximo de tempo possível para viver no lazer.

'Ela acidentalmente deixou escapar um pouco de sua verdadeira razão, mas eu vou deixar passar.'

— Um mês é mais do que suficiente de folga, e não é como se não houvesse nenhum perigo só porque Bael está morto.

Kang-Woo estava certo; embora extremamente lentas, invasões de outros mundos ainda estavam acontecendo, e monstros estavam saindo dos Portais. Claro, ele poderia levar seu tempo até certo ponto, já que Kim Si-Hun e Balrog estavam aqui, mas ele ficaria mais à vontade vivendo no lazer depois de recuperar seus poderes.

Seol-Ah mordeu o lábio, incapaz de apresentar um argumento válido. Ela podia dizer que o número de dias em que poderia cuidar de Kang-Woo era escasso.

'Nesse caso...' ela pensou.

Ela não tinha tempo a perder.

— Me siga, Kang-Woo.

— Huh? Ah... E-Espere um segundo!

Seol-Ah levantou Kang-Woo, que estava lavando a louça, e foi para o quarto. Havia algo que ela queria fazer não importa o que acontecesse antes que Kang-Woo voltasse ao normal.

Creak.

Ela entrou no quarto que eles usavam juntos, sentou-se na cama com os joelhos juntos e bateu levemente em suas coxas.

— Certo, deite-se aqui.

— Darling?

— Agora — Seol-Ah exigiu.

Kang-Woo gemeu e se deitou com a cabeça em suas coxas como Seol-Ah queria. A sensação de pele macia e flexível envolveu a parte de trás de sua cabeça. Sua mente começou a derreter novamente.

— Haaah — Seol-Ah exalou acaloradamente e acariciou suavemente a cabeça de Kang-Woo. Ela então chamou ansiosamente: — Kang-Woo.

— Hm...?

Kang-Woo, que estava perdido em seus pensamentos felizes, virou-se para ela.

Os lábios de Seol-Ah tremeram enquanto ela perguntava cuidadosamente: — V-Você poderia... me chamar de *m-mamãe* só uma vez?

— O quê...?

'Que tipo de roleplay maluco você está planejando?'

— E-Eu quero dizer...! Hum... E-Eu estava no telefone com Layla um tempo atrás, e... ela disse que é uma das maneiras... que os amantes podem desfrutar de um t-tipo diferente de prazer... — Seol-Ah murmurou, seu rosto tão vermelho que parecia que ia explodir.

O desejo havia se semeado e crescido lentamente durante o último mês em que ela cuidou de Kang-Woo. Seu instinto maternal misturou-se com seu desejo sexual e assumiu o controle de seu senso de razão.

— Que diabos essa mulher está te ensinando?

Kang-Woo riu em exasperação. Embora ele tenha sido tratado como um garotinho ultimamente, chamar sua amante de *mamãe* estava indo longe demais.

— Isso é... pedir demais? — Seol-Ah perguntou em um tom misturado com preocupação e expectativa.

Kang-Woo permaneceu em silêncio.

Ele hesitou enquanto olhava para seu rosto cheio de expectativa, mas ele não podia se deixar rebaixar tanto.

'Marxistas...!'

Kang-Woo se resolveu com determinação inabalável e comentou: — Seol-Ah, eu não quero faze—

— Então acho que não vamos comer ensopado de kimchi tão ced—

— Mamãe Seol-Ah!

'Droga.'

— Heh. F-Fufufu.

Seol-Ah sorriu como se não pudesse estar mais feliz, tremendo e ofegante acaloradamente. Ela acariciou as bochechas de Kang-Woo.

— Sim~ é a sua mamãe. Precisa de alguma coisa, meu bebê Kang-Woo?

Seol-Ah acariciou amorosamente o corpo de Kang-Woo.

— U-Urgh. E-Espere.

Kang-Woo estremeceu em surpresa quando as mãos dela alcançaram suas roupas. Seol-Ah criou correntes de luz e restringiu o Kang-Woo que lutava.

— Haaa, haaa. Kang-Woo.

Seol-Ah ofegou pesadamente enquanto olhava para Kang-Woo como uma besta faminta. O rosto de Kang-Woo ficou pálido.

— E-Espere, Darling!

— Não é Darling, mas mamãe, certo?

Os movimentos das mãos de Seol-Ah ficaram mais vigorosos, seu desejo tendo assumido o controle completo sobre ela.

— U-Ugh, e-espe— Guh!

Kang-Woo tremeu enquanto as mãos de Seol-Ah acariciavam todo o seu corpo, fazendo cócegas nele.

'I-Isso é...!'

Ele não conseguia resistir ao toque da mamãe. As mãos da mamãe fizeram cócegas vigorosamente em todo o corpo de Kang-Woo.

— N-Não...

'Nesse ritmo, eu vou...!'

— Eu vou... eu vou...

'Eu vou rir das cócegas!!'


Click.

Uma mulher de cabelos negros entrou na sala na pior hora possível.

— Oh, meu Deus — Lilith cobriu a boca com uma mão depois de testemunhar a cena no quarto. Ela sorriu e perguntou: — Eu deveria ter vindo um pouco mais tarde?

Um silêncio mortal encheu a sala.


[1] - "Darling" é uma forma carinhosa de tratamento.

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