Um Deus Me Matou por Engano, Mas Reencarnei Como o Quarto Filho do Marquês

Capítulo 989

Um Deus Me Matou por Engano, Mas Reencarnei Como o Quarto Filho do Marquês

Volume 13 Capítulo 26: Batatas de Lírio Assadas

— Chefe, o que é isso atrás do seu carrinho? — Quando Keith chegou com seu carrinho, havia algo diferente. Uma tina gigante estava presa na parte de trás. Era notável, já que tinha cerca de um terço do tamanho do carrinho.

— Eu explico depois. — Keith sorriu enquanto montava seu carrinho. Foi então que ele gritou: — Hoje, estou vendendo batatas de lírio assadas por uma moeda de prata!

— Batatas de lírio?

— O que é isso?

— Quer dizer aquelas coisas escorregadias? Você vai cozinhar isso? — Galven sabia sobre elas. Sendo um aventureiro de alto escalão, ele já tinha ido à dungeon antes. Todo o seu grupo tinha expressões sombrias. Keith e Galven trocaram um olhar antes de assentir. Aquelas coisas também lhes davam trabalho.

— Por favor, estejam cientes de que este é um produto sazonal; vocês não poderão encomendá-lo depois de um tempo! — Keith gritou enquanto preparava a grelha. Suas palavras fizeram os ouvidos dos clientes se animarem.

— Sazonal?

— Tempo limitado!

— Então teremos que pegar algumas! — Os clientes lentamente cercaram Sarah e Leona. Todos estavam bastante ansiosos para descobrir que tipo de comida eram as batatas de lírio para fazer Keith querer vendê-las apenas por um tempo limitado! As batatas foram assadas dentro da tina, e Keith usou uma pinça para retirá-las. A outrora bela batata branca perolada estava chamuscada com pedaços assados na pele.

— É para ser assim? — Kaiser questionou. Ele não se importava com um pouco de chamuscado. Mas esta levava o prêmio.

— Por favor, descasquem a pele. A polpa é o que vocês devem comer. — Os clientes assentiram enquanto começavam a descascar. Foi então que viram uma bela polpa rosa por dentro. A doce fragrância cosquilhava seus narizes, quase implorando para que comessem.

Por que não deveriam se dar ao prazer? Eles pegaram um grande pedaço da batata! Doce e macia.

— Este é o item perfeito em um dia frio como este!

— E é tão doce e satisfatório!

— Está enchendo meu estômago!

Kaiser e os outros estavam absortos nas batatas de lírio. Keith observava com uma aparência calma. O aroma dessas batatas era bastante convidativo.

Enquanto seus itens de menu consistiam em sabores pesados e ricos, o suave e doce contradiziam isso. Atraía os clientes para perto, forçando-os a comê-los com seu aroma perfumado.

As cozidas eram retiradas da tina e colocadas em uma grade para esfriar. Um aspecto interessante que ele encontrou com esta batata era que ela continha o calor dentro. A camada externa era como um escudo que a protegia de queimar. Enquanto ele continuava a cozinhar, um pequeno borrão veio e pegou uma de lá! E ela ia escapar.

No entanto, quem estava lá?

— Roubar não é bom, sabia? — Titus instantaneamente pegou o borrão pela nuca. Todos os clientes pausaram o que estavam fazendo assim que ouviram a palavra roubar!

— Quem em sã consciência roubaria!

— Quem é?!

Groa arregaçou as mangas: — O quê? Roubar nossa comida, como ousa!

Mas a figura rapidamente se contorceu na mão de Titus; lentamente, eles perceberam que era uma criança. Suas orelhas de raposa se mexiam enquanto ela tentava escapar do aperto de Titus.

Mas quem era Titus? O aventureiro de Rank S não se intimidou com seus arranhões.

— O que vocês acham que devemos fazer com esta criança?! — Criança ou não, ela precisava ser punida.

Bonk!

Mas o que veio a seguir foi Keith batendo na cabeça do homem-urso.

— Calma aí — Keith balançou a cabeça enquanto se virava para a criança por alguns segundos antes de retornar à grade e pegar uma batata de lírio gigante. Ele entregou para a criança: — Aqui, esta não está no chão.

Entendendo suas intenções, Titus gentilmente colocou a criança no chão. A criança olhou para Keith e depois para a batata. Rasante! Com a batata na mão, ela rapidamente correu para longe sem se atrever a olhar para trás.

— Chefe! Você realmente vai deixar aquela criança ir embora?! — Eles ficaram surpresos com suas ações.

Keith deu de ombros: — É uma criança.

— Mas roubar...

— Não importa muito. E diminuam a intenção de matar, pessoal; não precisa enlouquecer por causa de uma batata. — Keith pegou a batata-doce suja. Ele descascou e comeu casualmente.

— Keith?! — Sarah piscou.

— O quê? Era só a pele tocando o chão. Não vai me matar!

— Droga! Você deveria ter me dado! — Cedric sacudiu Keith para frente e para trás.

— Não. — Isso não aconteceria; ele terminou em duas mordidas e voltou a cozinhar. Isso só fez com que os outros olhassem para ele de forma estranha. Será que deveríamos ter roubado?

Enquanto Keith continuava a cozinhar,

A pequena raposa rapidamente se escondeu atrás de algumas latas de lixo longe do carrinho. Ela olhou para a batata gigante que o estranho lhe entregou. Era cerca de duas vezes o tamanho da que ela tentou roubar. A pequena não pôde deixar de engolir em seco enquanto a comia ferozmente. Não demorou muito para que tudo sumisse.

—...— Ela lentamente espiou das latas de lixo para o estranho que continuava vendendo a comida como se nada tivesse acontecido. E ela não era a única que também estava olhando para ele.

— Comer restos no chão, que vergonha!

— De fato!


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