
Capítulo 717
Um Deus Me Matou por Engano, Mas Reencarnei Como o Quarto Filho do Marquês
Volume 8 Capítulo 8: Aqueles com Altas Aspirações
— Keith, posso falar com você? — Edmund chamou Keith enquanto ele caminhava pelo corredor com Krystal. Krystal inclinou a cabeça. — O que foi, Pai? Por que precisa do Keith?
— Preciso dele para algo. É sobre o grupo de mercadores.
— Ah, então eu vou indo. — Krystal se afastou.
Keith perguntou: — Aconteceu alguma coisa com o grupo? — O grupo estava indo bem, já que havia planos para alugar uma loja. Edmund estava ajudando-os a encontrar uma área adequada para isso.
— Não, não aconteceu nada com eles. Na verdade, tem outra coisa que quero conversar.
— Hmm?
— Vou falar com Rodrick. Quero que você esteja lá — Edmund explicou.
Os olhos de Keith se arregalaram. — Você quer que eu esteja lá?
— Mmhmm, meu pai sugeriu isso, e eu concordo. — Edmund sentiu que ter a criança ali seria a escolha certa.
— Entendido. — Keith assentiu enquanto seguia Edmund. Os dois chegaram a um lugar um pouco distante da propriedade. Havia dois guardas na frente deles; Sterling e Cedric também estavam lá.
— Garoto, você está aqui. — Cedric disse.
— Mmhmm.
— Vamos para a masmorra agora. — Já que todos estavam ali, eles entraram no porão. Descendo, Keith comentou: — Vocês têm algo aqui? — Era uma prisão.
— Mmhmm.
— Acho que toda casa nobre tem isso. — Sterling riu.
— A propósito, tudo bem não ter Krystal ou Tia Violet aqui? — Era só eles. Era meio estranho.
— Violet está ficando no ducado para vigiá-lo. E não quero que Krystal veja o que está acontecendo. Ela ainda é jovem — Edmund suspirou. Nenhum pai queria que seu filho visse algo assim.
— ... — *E eu? Ele se esqueceu que tenho a mesma idade que a filha dele?*
— Garoto, você é diferente dos outros — Cedric zombou.
— Como... — Keith começou, mas Cedric o interrompeu.
— Seus olhos dizem tudo. — Os olhos de Keith estavam dizendo que ele tinha a mesma idade que ela.
Cedric explicou: — Ao contrário dos outros, você é realmente implacável.
— Ei, eu não sou implacável.
— Ah, por favor. Se alguém te irrita, a história é outra. — Cedric sabia há muito tempo que o interruptor de raiva de Keith demorava para ser ativado; poucas coisas podiam deixá-lo furioso. No entanto, isso não significava que ele não tinha um.
Uma vez que esse interruptor era ligado, tudo estava fora de questão. Aquele incidente com Todd foi um sinal claro.
— ...
— Você tem a capacidade de fazer as coisas sem hesitação. Krystal não é assim. — Uma vez que Cedric disse isso, Edmund e Sterling assentiram. A garota ponderaria antes de decidir. Keith era um tomador de decisões que aceitava as consequências do resultado.
— Entendo.
— Ter você aqui trará uma perspectiva diferente. — Eles precisavam de um forasteiro para isso.
— Chegamos — Edmund murmurou quando os quatro chegaram diante de fileiras de celas de prisão. Assim que viram os quatro,
— Grão-Duque! Por favor! Nós sentimos muito!
— Nós pedimos desculpas!
— Oh, você trouxe o cavaleiro aqui também. — Alguns dos cavaleiros que os traíram também foram mantidos aqui.
— Claro, não podemos deixá-los vagar depois do que fizeram.
— Precisamos ir falar com ele. — Os quatro chegaram diante de uma cela de prisão em particular. Dentro da cela estava Rodrick. Esses últimos dias o tinham mudado muito. A expressão de Rodrick era irônica e sombria enquanto ele olhava para cima.
Um leve sorriso se formou. — Bem, se não é o Grão-Duque. O que você precisa de um humilde conde?
— Irmão, você ainda vai ser assim?
— Irmão? Você ainda me chama de seu irmão?! — Rodrick riu.
— Mesmo que você tenha tentado me arruinar, ainda somos irmãos. — Não importava o que ele fizesse; os dois ainda eram relacionados por sangue. Era algo que os unia, mesmo que Edmund não quisesse.
— Filho, pare de agir assim. É indecoroso — Cedric balançou a cabeça.
— Heh, você já me tratou como seu filho?! — Rodrick zombou. — Você deu tudo para Edmund! Você até o ensinou tudo, mas comigo, você me deixou sozinho! — Foi o que aconteceu. Cedric havia priorizado tudo em Edmund.
— Isso é porque você era ambicioso demais — Cedric zombou. Essa era a diferença entre os dois. Um era ambicioso, enquanto o outro era calmo. Ao decidir quem lideraria, Cedric entendeu a resposta.
— Eu—
— Você queria expandir o território Rustchil?
— ?! — Rodrick se assustou.
— Você acha que eu não perceberia? Você sempre quis se tornar o Rustchil mais forte. — Mesmo quando criança, Rodrick tinha grandes expectativas de se tornar o melhor. No entanto, havia uma coisa chamada morder mais do que se pode mastigar.
Rodrick cerrou os dentes enquanto gritava: — O que há de errado em querer que nossa família seja a mais forte?! O que há de errado com isso! — Só se tornando o mais forte a família floresceria e teria sucesso.
— E é exatamente por isso que eu não escolhi você. O que você está pensando só quebraria o equilíbrio que temos com as outras famílias. — Os outros não ficariam parados; eles atacariam quando vissem.
— Além disso, você não seria capaz de lidar com isso.
— Como você pode dizer isso?!
— Só você controlar a terra por algumas semanas já mostrou que você não era capaz. — Cedric suspirou. — Em vez de fortalecer a terra, você escolheu demitir as pessoas que foram contra você e contratar incompetentes.
— ...
— Aqueles com altas aspirações devem ter as habilidades para apoiá-las. Aqueles que as têm, mas são tolos, só mandarão tudo para a ruína. — Rodrick era o último.
— Rodrick, vou te dar duas opções — Edmund afirmou.
— Hmm?
— Eu posso te deixar ir.
— ?! — Rodrick zombou. — Você está brincando comigo? Você realmente vai me deixar ir depois do que eu fiz? — Quem ele estava enganando? Edmund e os outros provavelmente acabariam com ele assim que ele saísse.
— Não, eu vou te deixar em paz.
— ! — Rodrick franziu a testa. — ...Quais são as condições? — Ele estava tentado agora.
— Eu quero que você me diga quem é o mentor. — Isso era algo que Edmund havia percebido. Para Rodrick fazer tudo isso tão rápido, significava que tinha que haver um apoiador por trás de tudo isso.
— Eu me recuso. Eu não vou dizer nada. — Rodrick balançou a cabeça, recusando-se a dizer qualquer coisa.
— Você entende que essa pessoa te deixou para morrer?
— ?! — Rodrick se assustou.
— Nós deixamos a cela da prisão sem vigilância por alguns dias, de propósito, deixando qualquer um entrar. — Edmund fez uma aposta para deixar este lugar sem vigilância. Ele queria ver se o culpado viria e se mostraria. No entanto,
— Ele nunca veio. Ele escolheu te deixar aqui para morrer. — Isso significava que Rodrick era descartável.
— ...
— Então nos diga quem é o culpado.
— Eu— — Antes que Rodrick pudesse dizer qualquer coisa, seu corpo ficou rígido como uma estátua. Sem nada mais a ser dito, seu corpo caiu no chão!
— Rodrick! — Edmund rapidamente entrou na cela. Quando ele checou o pulso,
— Ele está...? — Sterling franziu a testa.
— Não, ele está respirando. Mas ele está inconsciente.
— ... — Houve silêncio entre todos. Havia uma coisa na mente de Cedric: — Ele deve ter assinado uma maldição.
— Mas uma maldição que deixa uma pessoa assim? Por que ele assinaria algo assim? — Sterling questionou. Assinar uma maldição era uma coisa mútua. A pessoa tinha que assinar o papel para ativá-la. Isso também significava que a pessoa podia ler os efeitos.
— Ou Rodrick fez isso de boa vontade sem saber, ou ele foi forçado.
— Deveria ser a primeira opção. Parecia que Rodrick não sabia sobre isso — Edmund murmurou. Rodrick estava prestes a revelar tudo para eles.
— Droga, quem poderia ser?
“…”
— O que foi com você? — Cedric notou como Keith estava em silêncio durante tudo isso. Keith comentou: — Se Edmund não pode nos dizer o que está acontecendo, então teremos que obter isso de outra fonte.
— Eh?
Os olhos de Cedric se arregalaram. — Garoto, você não quer dizer—
— Sim. — Keith assentiu com a cabeça.