Meu Talento Se Chama Gerador

Capítulo 464

Meu Talento Se Chama Gerador

Roland aterrissou ao lado de Horun, com o rosto pálido e suando frio. Ele se inclinou, de cabeça baixa, com a voz baixa, mas tremendo.

"Que tipo de criaturas são essas? Se vocês sabem de algo, agora é a hora de contar. Acho que a situação não é favorável para nós."

Horun ranged os dentes com força, a ponto de eu ouvir. Seus olhos eram afiados, mas havia um medo escondido bem fundo dentro deles.

"Também nunca vi criaturas assim," ele rosnou. "Mas minha desconfiança… parece uma especie de marionete viva. Considerando quem é o dono deste lugar, tudo é possível."

Brutus franziu a testa, apertando a mandíbula. "De quem é este lugar?"

A resposta de Horun veio com peso. "De uma organização muito antiga e poderosa da Galáxia Prime."

Ao ouvir isso, os olhos de Roland se arregalaram. Por um segundo, seu orgulho se quebrou, mas logo sua expressão ficou séria novamente. Ele murmurou baixinho, mais para si do que para os outros.

"Então, temos que aproveitar ao máximo."

Observei Horun acenar com a cabeça. Sua mão se moveu, puxando algo de seu anel de armazenamento. Era um pequeno pingente preto, opaco e discreto à primeira vista, como um pedaço de madeira esculpido. Mas o brilho tênue das runas gravadas na sua superfície fazia minha Psynapse vibrar com um aviso.

Horun encarou diretamente Ragnar e o Cavaleiro, sua voz afiada enquanto o lançava à frente.

"Vá se ferrar!"

Minha percepção se fixou imediatamente no pingente. Ele cortou o ar com uma velocidade sobrenatural. As gravações brilharam suavemente, se torcendo com uma energia que não pertencia a este cemitério.

Parecia comum, mas eu sabia que era melhor não tocar. Meus instintos gritavam para que ele não tocasse Ragnar ou o Cavaleiro.

De repente, o pingente emitiu uma ondulação espacial que se espalhou, prendendo Ragnar e o Cavaleiro dentro de uma bolha de espaço fechada.

Sem perder tempo, estendi minha Psynapse e enviei um comando firme na mente do Cavaleiro. Desvie, agora!

O Cavaleiro emitiu um rosnado baixo e gutural enquanto sombras explodiam de seu corpo como uma tempestade. Elas se enrolaram em torno de Ragnar em ondas espessas, e ambos se encheram de uma velocidade difusa, desaparecendo no ar. Reapareceram a alguns metros fora do espaço fechado, com sombras ainda grudadas neles como fumaça.

O pingente caiu no chão bem no centro do espaço trancado onde eles estiveram. Por um instante, silêncio absoluto.

Então, começou a brilhar.

Uma luz verde brilhante pulsou outward, queimando as bordas dos túmulos quebrados. Meu coração deu um pulo. As runas gravadas na madeira se iluminaram uma após a outra, cada vez mais rápido, até que tudo parecia vivo.

E então, explodiu.

ESTOURO!!!

A explosão rasgou o cemitério como uma estrela morrendo. Um clarão ofuscante engoliu tudo ao redor, e o chão tremeu como se um gigante tivesse batido com o punho. Túmulos se desfizeram em pó, ossos voaram para o alto e a terra rachou, com teias de destruição se espalhando em todas as direções.

A força da explosão foi tão forte que causou um pequeno terremoto. Uma tempestade de poeira e detritos engoliu tudo. A onda de pressão atravessou o cemitério, derrubando os últimos ossos de pé e achatando qualquer coisa fraca o suficiente para ficar de pé na frente.

Quando o verde ofuscante desapareceu, só ficou uma cratera fumegante onde o pingente havia caído.

E no meio daquela cratera, nada. Apenas terra queimada, ainda brilhando levemente com runas que chiavam antes de desaparecerem.

Respirei lentamente, estreitando os olhos.

Eles tinham usado algo perigoso, algo desesperado. Seja o que for aquele pingente, não foi feito por eles. Foi um presente.

O que significava que estavam apunhalando bem além de suas possibilidades.

Ragnar permaneceu de pé na poeira, sombras se desfazendo de seu corpo. Parecia ileso, quase entediado, com sua enorme clava descansando no ombro. A cauda de Knight se movia lentamente atrás dele, e seus olhos carmesim brilhavam através da fumaça, como os de um predador.

E então, Ragnar riu.

Uma risada profunda e retumbante que fez o ar tremer mais do que a explosão.

"Então essa foi sua melhor tentativa?" ele rugiu, sorrindo amplamente. "Patético."

Os grandes mestres o encararam, suas faces distorcidas de descrença. Os olhos de Horun oscilavam por um momento, embora ele tentasse manter a postura.

Ragnar finalmente parou de rir, seu sorriso se transformando em uma carranca fria.

"Para conseguir a herança do meu Mestre, worms patéticos como vocês não são suficientes," ele rosnou. "Tragam-me alguém à altura... ou então morrerão aqui."

No instante em que terminou de falar, Knight desapareceu ao lado dele. Minha percepção travou nele enquanto reaparecia acima de Shinjo e Sakar, ambos ainda presos juntos. Seus olhos carmesim brilhavam forte, fixos nos deles, enquanto sussurrava naquele tom estranho, quase brincalhão.

"A Morte e eu tivemos uma corrida uma vez… mas ela morreu tentando acompanhar."

Quase rolei os olhos. Mesmo agora, no meio de tudo, ele não resistia a largar uma piada.

Depois, seu chifre acendeu, a ponta brilhando com uma luz vermelha violenta. Sombras se enrolaram ao seu redor como uma tempestade prestes a explodir. Sua voz percorreu o silêncio, firme e impiedosa.

"Ataque especial… Abraço das Trevas."

Os rostos de Shinjo e Sakar contorceram-se de horror. Eles gritavam, desesperados, mas nada respondeu. O feixe disparou. O espaço se abriu, rachaduras se espalharam em todas as direções, flutuações selvagens se propagando como ondas no ar.

A explosão atingiu-os diretamente. Seus corpos se contorceram violentamente, sendo puxados de todos os lados, como se mãos invisíveis os estivessem rasgando. Um segundo depois, eles se transformaram em uma chuva de sangue e pedaços, tão pequenos que a tempestade de espaço os dispersou como pó.

Silêncio seguinte. Knight flutuava preguiçosamente no ar, com a cauda balançando, a cabeça lentamente se virando até fixar o olhar em Horun e Roland.

Brutus congelou no lugar. As pernas tremeram, os ombros tremeram. Apesar de todo seu tamanho, ele não parecia mais um grande mestre — parecia uma criança assustada prestes a ser devorada.

Já Horun reagiu ao contrário. Ele rugiu, com fúria ardendo nos olhos, e gritou: "Vou te matar, seu filho da mãe!" Sua aura explodiu enquanto carregava direto em Knight, espada levantada.

Roland não rugiu. Não avançou. Girou nos calcanhares e saiu correndo, buscando a parede de fogo. Estava fugindo.

Antes que Horun alcançasse Knight, Ragnar se burgou e apareceu na frente dele. A névoa vermelha envolveu seu corpo enquanto a clava de osso descansava no ombro. Ele sorriu para o tigre em disparada e inclinou a cabeça zombando.

"Ah… o gatinho está bravo."

Ele balançou a clava uma vez. Ela bateu forte no peito de Horun, com um estalo brutal, fazendo o alfa voar para trás como uma boneca quebrada. O impacto o lançou ao chão com tanta força que até a terra tremeu. Poeira e ossos foram arremessados ao ar, formando uma cratera onde seu corpo caiu com peso.

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