
Capítulo 756
O Ponto de Vista do Vilão
Durante uma única noite, a Terra foi transformada em um campo de batalha entre a Seita das Sombras e os Demônios Superiores.
A batalha espalhava corrupção por toda parte, e o confronto entre Frey Starlight e Amon parecia alcançar seu ponto máximo.
No entanto, a Terra não foi o único lugar devastado pela guerra... a lua distante também recebeu sua parte.
A intervenção súbita do planeta Fulghor mudou completamente o rumo dos eventos. Aquele colosso de quatro patas lançou a Demônica de Rank Três, Vayne, da Terra até a lua com um único golpe.
No momento final, Vayne espalhou suas sombras ao redor do corpo, permitindo que a Sombra do Rei absorvesse a maior parte do dano e do impacto. Mesmo assim, a força física bruta de Fulghor era de um nível completamente diferente.
Fulghor cruzou a distância em uma velocidade assustadora e apareceu na superfície lunar para encarar Vayne... e seu combate já havia começado há algum tempo.
A única vítima verdadeira desse confronto foi a própria lua. Uma grande parte dela já havia sido destruída anteriormente por Frey, e agora dois monstros lutavam em sua superfície marcada de cicatrizes.
Vayne espalhou sua sombra amplamente, enviando tentáculos de escuridão em direção a Fulghor.
Fulghor era estranho... não só podia correr pela superfície da lua, como também atravessar o ar, pelo espaço aberto.
Sua velocidade era avassaladora, permitindo-lhe evitar a maior parte dos ataques de Vayne. Mas ele não se limitava a desviar.
Entre os braços de Fulghor, a arma que usara anteriormente desapareceu completamente, sendo substituída por um arco gigante forjado a partir de sua própria aura dourada.
Os flechas daquele arco eram formadas diretamente da aura, e a cada disparo, Fulghor lançava uma flecha em direção a Vayne.
Cada vez que fazia isso, a superfície da lua tremia com uma explosão colossal—como se uma bomba nuclear tivesse detonando, e não uma simples flecha.
Cada golpe fazia a superfície lunar tremer com uma explosão absurda, aumentando ainda mais sua fúria.
A Demônia de Rank Três respondia imediatamente, enviando ainda mais sombras na direção de seu oponente—mas Fulghor respondia formando uma nova flecha e atirando de volta.
BOOOM!!
Mais uma vez, a simples flecha desencadeava uma explosão semelhante a uma nuclear, quase cegando Vayne.
Aquela única flecha destruía uma grande porção das sombras, alimentando ainda mais sua raiva.
A Demônia de Rank Três reagiu na hora, enviando ainda mais sombras em direção ao seu adversário—mas Fulghor respondeu formando uma nova flecha e disparando de volta.
BOOOM!!
Fulghor sacudiu o próprio vazio, forçando Vayne a recuar para dentro de suas sombras, enquanto uma gigantesca cratera surgia na escuridão que cobria a lua.
E então novamente... Fulghor disparou outra flecha.
E outra.
E mais uma.
BOOOM!!
BOOOM!!
BOOOM!!
A escala destrutiva dessas flechas era indescritível.
A comparação mais próxima eram ogivas nucleares.
Cada flecha carregava uma quantidade absurda e monstruosa de aura... suficiente para exaurir até lutadores de nível SSS. E Fulghor as disparava como se fossem coisas triviais.
Preso entre aquelas explosões incessantes, Vayne foi forçada a passar da ofensiva para a defensiva, incapaz de fazer qualquer movimento.
"Aquele maldito... como ele consegue disparar tantos ataques sem parar?! Quanto será seu reservatório de aura, meu Deus?!" pensou ela interiormente, com as veias pulsando como vermes em seu rosto enquanto buscava desesperadamente uma saída.
Enquanto isso, Fulghor continuava saltando pelo espaço acima dela, bombardendo-a com sua tempestade pessoal de projéteis com efeito nuclear.
"Essa é a primeira vez que luto com você, Demônio de Rank Três," Fulghor disse calmamente, "e parece que você não conhece nada a meu respeito."
Ele formou mais flechas... desta vez, oito de uma só vez.
"Se você está esperando que eu fique exausto," continuou, "então posso te dizer que não adianta."
Fulghor liberou as oito flechas em uma única investida, destruindo as sombras em ainda maior escala e sacudindo violentamente toda a lua.
"Meu nome é Fulghor... aquele que leva o nome de um planeta, porque meu reservatório de aura equivale a um," declarou, com uma voz profunda, já formando oito novas flechas transbordando de uma quantidade terrível de aura.
"Dentro da Seita das Sombras, tenho o maior reservatório de aura de todos. Nesse aspecto, supero até meu senhor, o Sem Nome, por quase o triplo."
Mais uma vez, Fulghor soltou suas flechas—firmando sua supremacia.
Em tempo recorde, ele já destruíra a maior parte da sombra que cobria a lua.
"Mas meu senhor Sem Nome possui uma habilidade peculiar... que lhe permite reduzir quase a zero seu consumo de aura a cada uso. Apesar do poder bruto de suas técnicas... em controle, ele é o melhor do mundo."
Fulghor formou mais oito flechas, continuando com uma voz firme e constante.
"Embora eu tenha o triplo do que ele possui, minhas reservas se esgotariam na batalha muito antes dele atingir metade. É uma força realmente digna de um rei."
Fulghor moveu o braço... e seu arco se transformou em algo semelhante a um lançador de foguetes, numa velocidade brutal, provocando ainda mais explosões retumbantes.
"Mas você não é tão forte quanto meu senhor Sem Nome... nem um quarto da força dele. É por isso que você não consegue me derrotar. Mesmo que lutasse usando só metade das minhas reservas."
Antes... Fulghor tinha doado metade de seu poder a Gehrman.
Mesmo assim, a metade restante ainda superava toda a reserva de aura de Vayne.
"Você fala demais, criatura primitiva..."
Das explosões, Vayne disparou em direção ao espaço, vindo em alta velocidade para Fulghor, com magníficas asas negras se formando atrás dela.
"Tudo o que você aposta é nessa quantidade absurda de aura... mas seus ataques são fracos demais para me ameaçar de verdade!"
Vayne passou a distância entre eles em um piscar de olhos, lançando um ataque corpo a corpo contra Fulghor.
O braço da demônio se mergulhou numa massa de energia sombria que crescia e se ampliava até obscurecer completamente Fulghor—mas ele manteve a calma.
"Claro... ataques nesse nível não podem te matar. O objetivo deles é apenas te fazer acreditar que minha única vantagem é a quantidade de aura que possuo."
Os olhos de Fulghor brilharam com um fogo aterrador, enquanto a arma desaparecia de suas mãos—substituída do nada por uma lança dupla dourada.
"Graças à sua ingenuidade, você veio até mim, fechando a distância... mesmo sendo uma controladora de ondas."
Com essas palavras, o rosto de Vayne escureceu ao perceber seu erro... tarde demais.
Os enormes músculos dos braços de Fulghor inchavam grotescamente, seu corpo liberando vapor e nuvens de vapor escaldantes pela pressão do sangue que pulsava nele.
Então, com velocidade e força explosivas, Fulghor golpeou com sua lança dupla—destruindo completamente a mão que Vayne tinha formado.
Ele não parou por aí.
Fulghor prosseguiu seu ataque, dilacerando o corpo de Vayne e forçando-a a se envolver em um casulo de sombras numa tentativa desesperada de se defender.
Porém, a fera da Seita das Sombras rapidamente quebrou sua resistência, arremessando-a violentamente na direção da superfície da lua.