O Ponto de Vista do Vilão

Capítulo 694

O Ponto de Vista do Vilão

Eles a tinham perdido… mesmo ela sendo uma combatente de classificação SSS.

E agora Adyr também estava prestes a ser perdido.

Um guerreiro como Adyr podia significar tudo nas batalhas que estavam por vir.

Frey se recusou a permitir isso.

Ele estendeu a formação espacial para envolver Adyr também.

"Você vai comigo. Não importa o que for preciso."

Adyr desapareceu… salva.

Deixando apenas Frey no campo de batalha, entre cadáveres e sombras.

Sangue jorrava de debaixo da máscara.

A pressão de manter a habilidade o esmagava.

Mas a aura daquela borboleta carmesim

…a calor que ela lhe tinha dado

era a única razão pela qual ainda conseguia ficar de pé.

Wesker apareceu instantaneamente, com a mão estendida para despedaçá-lo…

Mas antes que o golpe pudesse atingir, Frey lançou outra onda de força espacial violeta, empurrando Wesker para trás e distorcendo o espaço ao redor deles.

"Wesker… não. Aegon."

A voz de Frey tremeram de raiva enquanto uma luz violeta piscava nos seus olhos.

"Chega de planos nas sombras.

Desta vez, vejo vocês claramente.

Você está na minha frente…

Você é meu inimigo."

"Daqui pra frente…

Essa é uma guerra entre humanos e demônios.

Entre eu e você."

"Apenas um de nós sairá vivo."

O espaço ao redor de Frey se retorceu.

"Seja eu… ou o Próprio Sem Nome…

Você vai morrer nesta terra.

A mesma terra que você zombou durante anos—

a mesma terra cujos habitantes você cuspia."

"Saiba disso, Wesker…

aqui, diante dos olhos do seu rei miserável…

VOCÊ. VAI. CAIR."

Com essas palavras finais…

Frey desapareceu completamente.

Deixando para trás os exércitos dos Ultras, e Wesker, que flutuava silencioso acima do campo de batalha.

A guerra entre o Império e os Ultras tinha terminado…

Os Ultras tinham expulsado o Império de suas terras.

Mas não conseguiram exterminá-los.

O que significava:

A guerra ainda estava longe de acabar.

O Quarto Assento não conseguiu por fim ao conflito.

Um resultado chocante.

No entanto, Wesker não ficou decepcionado.

"Seguidor de Sem Nome… Gehrman te treinou bem."

Ele olhou para os destroços do vaso quebrado de Adyr.

"Ele conseguiu me ferir, desta vez."

Sabia que os heróis do passado estavam escondidos em algum lugar.

Mas não esperava que um dos pilares de Sem Nome estivesse aqui.

O mundo não os via há anos, mas seus nomes permaneciam lendários:

Número 1: Gehrman, o Vaso Perfeito

Número 2: Alexander Rybak, Mestre das Artes Marciais

Número 3: Fulghor, o Planeta Vivo

Número 4: Adyr, o Executor das Sombras

Todos haviam desaparecido… exceto Gehrman.

Porém, Adyr voltou a surgir, sacudindo o campo de batalha.

E Frey e Snow mesmos superaram todas as expectativas.

Wesker já não era o único que manobrava as peças no tabuleiro.

Aveis de Olhos Azuis continuava aterrorizante.

"Bem… isso não chega a ser totalmente desanimador."

Wesker desceu lentamente.

E ao aterrissar…

Sua forma demoníaca se desfez…

substituída pela face familiar de:

Aegon Valerion.

"Tudo continua dentro do esperado."

Wesker, ainda na forma de Aegon, falou enquanto se voltava para os Ultras.

A partir de agora, a guerra não seria mais uma batalha de exércitos—

mas um conflito direto entre humanos e demônios, e seus seguidores.

Numa guerra assim, Gehrman não poderia interferir por muito tempo.

Sua invocação já havia se deteriorado além do que era possível reparar…

e isso soava como uma grande vantagem para Wesker.

Porque outro monstro já se aproximava.

Rasgando o espaço enquanto descia em velocidade assustadora…

Vestido com a armadura de Katarina,

Zibar retornava ao campo de batalha…

E desta vez, era seu corpo verdadeiro, não uma simples projeção.

Dois Demônios Superiores existiam na Terra ao mesmo tempo.

Uma inovação na história registrada.

O que significava que as próximas batalhas seriam muito mais brutais do que tudo já visto.


No outro lado do mundo, nos Territórios do Pesadelo Oriental…

A vasta Seita das Sombras vivia uma agitação que não presenciava há eras.

Um santuário que ficara vazio e silencioso por tanto tempo

finalmente voltou a ser povoado por humanos.

Graças a Frey, milhares escaparam do massacre e do colapso de Caelid.

Mas o custo foi assustador.

Apenas quatro mil sobreviveram.

De 150 mil que marcharam para o Império…

146 mil morreram.

O Império entrou na guerra com cem mil soldados,

e cinquenta mil reforços liderados por Aegon posteriormente se juntaram.

Quem imaginaria que seus números cairiam tanto?

E isso sem contar os civis incontáveis

que pereceram durante o Massacre na Igreja…

Em poucos meses, a guerra ceifou milhões de vidas,

e muitos mais estavam à beira da morte.

Frey foi o último a ser transportado para a Seita das Sombras…

e no momento em que chegou, sua mente entrou em colapso.

Seu corpo foi levado ao limite extremo.

Silêncio e desespero preencheram a seita.

O Império havia perdido quase tudo,

e a situação em seu território restante era incerta…

pois os demônios também haviam lançado sua invasão lá.

Mas todos sabiam de uma coisa:

Uma batalha devastadora tinha ocorrido.

Porque os heróis do passado ressurgiram.

Era a transição…

de uma era da humanidade para a próxima.

A elite reunida ao redor do corpo inconsciente de Frey,

enquanto outros se espalhavam pelos vastos corredores da Seita.

E lá… esperando em silêncio…

uma grupeta de humanos que lutava nas sombras há gerações.

Os Leitores.

Aqueles que uma vez observavam o mundo, escondidos e esquecidos.

Todos agora ficavam em silenciosa expectativa…

observando Frey, que jazia no chão, sem suspeitar de nada.

Uma borboleta carmesim flutuava no ar, cercando-o suavemente.

Sno era o único que a via claramente.

Ele não tentou afastá-la.

Sabia quem ela era.

Sintia alívio…

até alegria…

ver mesmo o mais tênue vestígio dela sobreviver.

E ao vê-la se agarrar ao peito de Frey,

sua mente começou a conectar as peças.

Poderia ser?

Seria Frey aquela pessoa que Audrey procurava desde sempre?

A ideia o perturbou.

Ele sabia muito menos sobre Frey do que imaginava.

Sua força.

Suas origens.

Seu destino.

Sua ligação com aquela mulher.

Havia tanto ainda por descobrir.

E se a humanidade quisesse sobreviver à tempestade que se aproxima…

teriam que desvendar todas as verdades ocultas.

Pois a guerra que se avizinhava…

Seria a mais violenta de todas. 

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