O Ponto de Vista do Vilão

Capítulo 582

O Ponto de Vista do Vilão

BOOOOM!!

Lanças e espadas voltaram a colidir, Blattier pressionando Frey ainda mais firme.

"De que adianta essa luta miserável de vocês, Frey Estrela?"

BOOOOM!!!

Outro golpe — Frey cambaleou ainda mais para trás.

"Claramente não consegue me derrotar. Nem mesmo conseguir me ferir, nem perfurar esse escudo grandioso temperado pelas almas de milhões."

BOOOOM!!!!

"Por que continuar lutando para negar o que é inevitável? No final, você vai morrer — igual a todos os idiotas que já ousaram se levantar contra a Igreja da Purificação."

Blattier continuou falando — até que Frey respondeu com uma força ainda maior de aura sombria.

"Eu te avisei… você fala demais," disse Frey.

Os olhos de Blattier brilharam em branco. "Você está certo. Não há mais necessidade de palavras."

Sua aura ficou mais densa, concentrando-se na ponta da lança —

— e ele liberou um feixe retumbante de luz sagrada direto na face de Frey, uma torrente que apagou toda a metade superior do corpo dele, até a carne e o osso expostos.

O poder de Blattier continuava crescendo; ele finalmente começava a dominar sua nova força.

Ele avançou novamente — e Frey fez o mesmo.

Metade do corpo, de carne e osso, Frey ainda atacava, ignorando suas feridas e forçando seus membros a se moverem pela mera Adaptação Sombria.

BOOOOM!!!

A batalha estava em outro nível completamente… um patamar que Frey nunca tinha enfrentado.

"Isto é SSS…"

O passo inicial rumo ao poder absoluto que seus inimigos mais mortais possuíam.

"Tenho que resistir…"

BOOOOM!!!

Outra explosão destruiu Frey ainda mais — junto com o chão sob seus pés.

"Tenho que resistir," sussurrou, forçando seu corpo a se mover novamente.

"Se eu cair para ele, como poderei sonhar em enfrentar os monstros que estão além?"

Blattier era o teste— a muralha que Frey precisava ultrapassar, custasse o que custar.

Seu inimigo era o mais fraco de SSS— recém conquistado, por meios tortuosos que poderiam torná-lo menos que outros do mesmo nível.

Se Frey Estrela não conseguisse suportar aqui, não havia sentido continuar.

A luta se arrastava; a paciência de Blattier começava a faltar.

Enchendo ainda mais poder em sua lança colossal, ele afastou Frey mais uma vez—

então, reunindo toda a força, ergueu sua arma aos céus.

"Deixem-me mostrar a vocês — o verdadeiro poder de um soberano!"

O corpo de Blattier começou a brilhar; o céu se partiu como se ele tivesse aberto um portão para outro mundo.

Dessa fenda, tomou forma uma lança titânica, cuja espessura ofuscava toda a ilha — repleta de aura de nível SSS, um tipo de energia que só um punhado na história já testemunhou.

Um golpe devastador — suficiente para apagar a Cidade das Trevas Eternas.

Blattier apontou diretamente para Frey, com a intenção de apagá-lo de uma vez por todas.

Frey ficou olhando para cima por um instante, surpreso — então cerrando os dentes, cada músculo se tensionou enquanto levantava Velerion, o Terror Negro, pronto para enfrentar a lança que cairia.

"Tudo isso — cada gota de aura em mim."

Cada fragmento de força, cada pedaço do ser chamado Frey Estrela, ele investiu naquele ataque que o carregaria por completo.

Dentro daquele corpo jovem, uma aura também classificada como SSS surgiu — igual à de Blattier, talvez até mais forte.

Ele fez uma trajetória vertical para encontrar a lança, liberando o golpe mais poderoso do seu arsenal:

"Mil passos das Sombras — Estilo Frey Estrela… Julgamento Sem Nome!!!"

Era uma técnica aterrorizante— não importava quantas vezes fosse usada, ela nunca perdia sua imponência aos olhos de quem a via.

Com toda força, Frey lançou o Julgamento Sem Nome direto contra a lança colossal.

Um corte vertical gigante engoliu o espaço — e ameaçava engolir a própria lança.

Aura de luz e de escuridão colidiram novamente, mas desta vez em um plano totalmente diferente.

O impacto dessas forças titânicas criou ondas de choque que tremeram não só a ilha, mas também o mar ao redor.

No planeta Terra, sensíveis sentiram a enxurrada de aura, incapazes de compreender o que acontecia naquele canto distante do mundo.

A colisão foi imensa — mas, desta vez, a escuridão dominou a luz. Julgamento Sem Nome destruiu completamente a lança, detonando no céu em uma explosão deslumbrante que deixou todos boquiabertos.

Nem Blattier esperava que Frey pudesse repelir um golpe de força total.

Aproveitando aquele instante de surpresa, Frey atravessou a tempestade de aura e apareceu diante de Blattier, forçando seu corpo machucado para frente.

Essa era sua única abertura—

sua única chance de machucar o inimigo cujo escudo ele não tinha conseguido perfurar desde o início da luta.

De perto, a queixo a queixo, Frey Estrela balançou a Espada Negra, extraindo cada vez mais da torrente de aura dentro de si.

"Nunca tinha derramado tanta aura na minha vida…"

Ele se excedeu — mas esse inimigo não deixou opção.

Ele usou Julgamento Sem Nome uma vez contra um Anjo Guerreiro, e novamente agora contra Blattier. Duas vezes era o limite; qualquer coisa além, seu corpo não suportaria mais.

Porém, contra um adversário dessa categoria, Frey sabia que precisava romper seus limites para ter uma única chance.

Bebendo o próprio ar ao seu redor, Frey soltou um grito de guerra ensurdecedor e avançou para Blattier, que já levantava seu escudo.

Mais um golpe — no qual Frey Estrela entregou tudo que tinha.

"Julgamento Sem Nome!!!"

TRIISSSSH!!!!!

Com um terceiro Julgamento Sem Nome, ele dividiu o mundo novamente, envolvendo Blattier naquela torrente de aura esmagadora.

A rajada condensou a história de Frey Estrela até então — o auge do poder ofensivo que conseguira atingir na vida.

Um golpe aterrorizante — capaz de alcançar até mesmo os de classe SSS.

Das trevas violetas, os olhos de Frey permaneceram fixos em seu inimigo,

esperando pelo desfecho —

o resultado de sua luta e toda a dor até aqui.

Ele não esperou muito. Das ruínas e das sombras,

Blattier surgiu novamente.

Ele ainda brilhava com uma luz sagrada ofuscante, inabalável — mas desta vez,

seu escudo gigante finalmente desapareceu, dissolvendo-se no ar. E o braço esquerdo que o sustentava foi destruído — obliterado pelo Julgamento Sem Nome.

Ele tinha finalmente causado uma ferida nele — mas ainda assim, não foi suficiente. O inimigo ainda permanecia, pronto para lutar.

"Tudo isso… só para me tirar um braço," disse Blattier, com voz profunda e acamada de raiva, os olhos em fogo para Frey Estrela.

Frey ofegou forte, lutando para não desabar.

"Parabéns. Conseguiu me ferir e destruir meu escudo. Está satisfeito, Frey Estrela? Seu poder me alcançou—Eu que estou aqui depois de sacrificar milhões de almas…"

Blattier olhou para o membro destruído—e então o dispensou. Com um clarão ofuscante, regenerou-o, formando um novo braço do puro aura.

"Você não parece capaz de dar mais que isso, Frey Estrela. Parece que atingiu seu limite."

Passo a passo, Blattier avançava, lança colossal na mão.

"Hora de acabar com isso."

A luta tinha entrado na sua fase final.

Frey Estrela tinha entregado tudo que tinha, mas ainda não conseguia vencer o inimigo.

Blattier finalmente recebeu dano real — mas era tão insignificante que o apagou na mesma hora.

Entre ambos, a maré virou de forma dura contra Frey Estrela, que se aproximava da derrota; sua mente buscava qualquer fuga.

Quanto mais a luta se prolongava, mais clara ficava a diferença — entre sua força e a dos monstros daquela classe lendária.

Entre Frey Estrela e Joseph Blattier — aos olhos de quem observava de longe —

a guerra contra a Igreja caminhava para seu último ato, prestes a terminar de uma vez por todas.

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