
Capítulo 388
Clube de Negociação de Trafford
— O quê? Encontrada numa casa alugada? — perguntou a Subeditora Ren, surpresa, numa cafeteria perto da delegacia.
Após tomar um gole de café, o Agente Ma respondeu: — Sim, o dono da casa encontrou o corpo dela quando ia limpar o local.
Ren Ziling pensou por um momento, mordiscando a caneta na boca. — Quer dizer que ela foi para a casa alugada depois de desaparecer misteriosamente da emergência? Como uma pessoa tão gravemente ferida conseguiu ir tão longe? O motorista não desconfiou de nada? Ou será que ela conseguiu ir a pé?
Ma Houde deu de ombros. — É um mistério.
Ren Ziling assentiu e perguntou de repente: — Como ela estava quando morreu? Tinha alguma coisa lá? Tipo, um bilhete?
Ma Houde balançou a cabeça. — Nada. A casa estava muito limpa. Não encontramos vestígios, só ela lá, deitada na cama com um leve sorriso.
— Hum...
Ma Houde perguntou de repente: — Dona Ren, o que você vai escrever dessa vez?
— Escrever o quê?
— Notícias! A morta na casa alugada é uma fugitiva. Todas as manchetes estão falando disso.
Ren Ziling balançou a cabeça. — Não quero escrever nada.
Ma Houde ficou surpreso.
Ren Ziling virou os olhos. — Agora, qualquer especulação ou discussão sobre ela é uma calúnia. Por que eu faria isso depois que ela morreu?
Ma Houde deu de ombros. — OK... É isso. Vou voltar ao trabalho. Tem um cão de guarda no meu escritório.
— Você quer dizer o Wang Yuechuan? — Ren Ziling assentiu. — Por que ele ainda está aí?
— Como é que eu vou saber o que aquele cara pensa? — O Agente Ma revirou os olhos. — Bem, tenho que ir. Até mais.
— OK... Tchau. — Ren Ziling disse, abaixando a cabeça para arrumar as coisas e sair.
Mas de repente ela pensou em algo. — Droga! Você não pagou pela informação! Seu muquirana!
...
Numa pequena sala de conferências da delegacia, Wang Yuechuan fazia uma videochamada com seu antigo colega de classe, que fazia doutorado numa universidade australiana.
— Algum resultado? — Wang Yuechuan perguntou diretamente.
— Sim, um pequeno. — O homem assentiu. — De acordo com as suas digitalizações, pedi para alguém traduzir esse tipo de egípcio antigo. Dá uma olhada primeiro.
Uma imagem foi recebida. Wang Yuechuan leu o conteúdo com uma expressão de franzida. — A morte abre uma porta eterna para a alma... O que isso significa?
O homem deu de ombros. — Algo como feitiços? Não está muito claro... Mas por que você se importa com isso?
Wang Yuechuan balançou a cabeça. — Um criminoso deixou isso. E eu só quero entender.
O homem sorriu. — Você continua o mesmo, muito sério com os casos... Não posso ajudar muito, mas conheço um professor excelente. Ele é especialista em civilização e história do Egito antigo.
— Informações de contato.
— Não precisa ter tanta pressa, ainda não terminei. — O homem balançou a cabeça. — Ele deve estar no Japão para um intercâmbio acadêmico.
— Eu vou para lá, se for necessário — disse Wang Yuechuan.
O homem não conseguiu evitar um sorriso. — Ah, que bom... Vou te dar o número de telefone dele mais tarde e você pode dizer que foi eu quem indicou. Talvez ele se interesse pelo que você está fazendo.
Wang Yuechuan logo tentou ligar para o professor no Japão.
...
...
Qiang Zi era um homem de palavra. Graças ao Fatty Zhang, ele agora vivia uma vida melhor. Em troca, ele faria de tudo para retribuir.
De acordo com o endereço, o irmão de Zhou Xiaokun, Zhou Xiaopeng, foi encontrado.
— Com licença... Senhor, já nos conhecemos antes? — Zhou Xiaopeng estava assustado com o selvagem e forte Qiang Zi, que tinha uma tatuagem de tigre no braço.
— Sr. Zhou, não tenha medo, eu sou um cara decente. — Qiang Zi tirou os óculos de sol e mostrou um sorriso. — Você é o Sr. Zhou Xiaopeng? E pode me chamar de Qiang Zi.
— Não me atrevo a chamá-lo assim... Irmão Qiang, o que posso fazer por você?
— Me leve para procurar uma mulher, o nome dela é Tao Xiaman — disse Qiang Zi diretamente.
Zhou Xiaopeng ficou atordoado... porque seu irmão também pediu para ele investigar essa mulher...
Ele discretamente olhou para as costas de Qiang Zi, vendo uma van e quatro homens com roupas esquisitas dentro dela... Que tipo de "decentes" eram eles...
— Com licença, Irmão Qiang, o que você quer fazer com ela? — Zhou Xiaopeng engoliu em seco.
— Ah, nada, meu chefe quer dar uns pegas nela. — Qiang Zi disse isso, mas então sentiu que era inadequado. — Não, meu chefe quer vê-la... De qualquer forma, me leve para encontrá-la.
Zhou Xiaopeng foi puxado para dentro da van. Ele prendeu a respiração ao encarar esses homens "decentes".
— Uau, Irmão Qiang, como ele é efeminado.
O quê... Que tipo de "decentes" eram eles!!!
...
— Sejam sérios! Não riam! — Na cabana, Tai Yinzi estava orgulhosamente de pé com as mãos para trás. Fatty Zhang, seus dois homens, Frog e Zhou Xiaokun, estavam alinhados na frente dele.
Tai Yinzi tossiu levemente e disse seriamente: — Eu gostaria de ensinar a vocês algumas habilidades simples. Mas não contem para os outros que eu sou o professor de vocês!
— Sim, senhor! — Eles falaram em uníssono.
Fatty Zhang assentiu fortemente... pensando que o mais importante não era o professor, mas as habilidades!
Tai Yinzi assentiu e continuou: — Vou ensinar algo novo para vocês. Escutem com atenção e prestem toda a atenção nisso.
— Sim, senhor! — Eles disseram.
— Muito bom, peguem os acessórios! — Tai Yinzi agora limpou a garganta.
Então Zhou Xiaokun mostrou um prato com um pano branco coberto sobre ele. O que estava lá dentro? As cinco pessoas estavam ansiosas para saber.
Tai Yinzi agora acenou com a mão, dando a entender que Zhou Xiaokun deveria retornar. Então, ele lentamente levantou o pano branco.
Os cinco ficaram tão surpresos que esqueceram de respirar. Fatty Zhang disse de repente: — É... uma caneta? Maçã? Abacaxi?
— Sim! — Tai Yinzi gritou alto, girando com a caneta e cantando com uma dança engraçada: — Eu/tenho/uma/caneta...
...
Desde aquele dia, a música, PPAP, se espalhou pela cadeia...