
Capítulo 375
Clube de Negociação de Trafford
Vendo Ma Houde e Lin Feng, desapontados, voltando com um morador de rua de meia-idade... Ren Ziling saiu apressadamente do carro.
— Hein? Por que pegaram um cara desses?
Ma Houde balançou a cabeça: — Ela sumiu de lá antes de chegarmos. Acho que percebeu que alguém a estava observando... ou descobriu você.
Só então Ren Ziling lembrou que tinha entrado em contato com Zhao Ru.
— Tentei ser cuidadosa... Essa mulher é muito sensível. — Ren Ziling estava surpresa. — E agora, o que faremos?
— Não faço ideia. — Ma Houde balançou a cabeça. — Talvez tenhamos que chamar mais gente para ir a outros lugares onde há moradores de rua para verificar.
Lin Feng arregalou os olhos: — Agente Ma, Zhao Ru sabe que estamos procurando por ela. Acha mesmo que ela vai se esconder nesses outros lugares?
— E se ela pensou diferente? — Ma Houde revirou os olhos. — Tudo é possível. Nós, policiais, devemos procurar constantemente por pequenas pistas durante esse trabalho aparentemente inútil.
Ren Ziling deu um tapinha no ombro de Lin Feng: — O Agente Ma está enchendo seu bolso de dinheiro. Deveria agradecê-lo e pagar um jantar para ele! Ah, conheço um restaurante ótimo aqui perto. Vamos jantar hoje!
Lin Feng revirou os olhos: — Quer que eu convide você também?
— Que gentil! — Ren Ziling piscou os olhos. — Posso levar comida para o meu Luo Qiu?
— ...
Lin Feng se sentiu miserável. Este mês, talvez tenha que comer terra para sobreviver... mas, nesse momento, Ma Houde fez uma ligação.
— Oi, querida, vou comer fora hoje à noite. Sim, Lin Feng vai pagar, sim...
— Agente Ma, não pode fazer isso!!
...
...
Mais tarde.
Ren Ziling voltou para casa, tirou os sapatos e gritou: — Garoto, Luo Qiu? Chefe Luo Qiu? Está aí? Cozinhou alguma coisa? Trouxe comida para você.
Normalmente, Ren Ziling não obtinha resposta, então ela simplesmente entrou no quarto de Luo Qiu.
Ela viu Luo Qiu olhando um álbum de fotos sob a luz da luminária de mesa.
— O que está olhando?
Luo Qiu fechou o álbum e o colocou de volta na gaveta: — Nada, apenas as fotos da formatura de antes.
— Fotos da formatura...
Ren Ziling relembrou seus dias de infância. Mas logo disse: — Coma um pouco, costelinha agridoce! O subordinado do Tio Ma nos ofereceu!
Este era o prato favorito do Chefe Luo, então ele o pegou enquanto saía do quarto: — Por que você foi lá?
— Nem me fale. — Ren Ziling parecia deprimida e contou a ele os eventos que aconteceram durante o dia, então mencionou especialmente: — Eu estava no carro! Pode perguntar ao Velho Ma!
— Moradores de rua? — Luo Qiu murmurou.
— No que está pensando? — Ren Ziling perguntou.
— No que eu poderia estar pensando?
Ren Ziling encolheu os ombros... ela não sabia o que Luo Qiu pensava. Ela se sentou e apoiou o queixo com as duas mãos, dizendo tristemente: — O Velho Ma disse que não prendeu a pessoa certa, então não consegui a recompensa! Mas pelo menos ele pegou um ladrão! Mesmo assim, ele não quis pagar nem 100 yuan! Ele tem alguma humanidade?
— Vou esquentar a comida e fazer arroz. Você comeu só um pouco, certo? — Luo Qiu perguntou indiferentemente.
— Como sabe disso? — Ren Ziling arregalou os olhos.
— Vai comer ou não?
— Heihei...
A subeditora Ren riu insidiosamente e espiou a varanda: — Ah, você não recolheu as roupas, né! Deixa eu te ajudar!
O Chefe Luo balançou a cabeça e tirou alguns pratos.
Ele sabia que tanto Ren Ziling quanto o Tio Ma não estavam satisfeitos. Isso podia ser visto pelas várias marmitas cheias.
...
...
Os moradores de rua começavam a trabalhar assim que o sol nascia e dormiam quando o sol se punha. Ninguém notava aqueles catadores de lixo e nem eles conheciam os outros sujeitos semelhantes que viviam perto deles.
O veterano perto de Zhao Ru disse que eles foram abandonados por esta cidade.
Ele era chamado de Tio Mai. E apresentou seu neto com orgulho: — Este é meu neto, Mai Xiaojun.
Às 9 horas da noite, o Tio Mai levou seu neto para tomar banho no banheiro público próximo e voltou.
Mai Xiaojun era um estudante e recebia alguma ajuda da sociedade; então, quando o Tio Mai voltou, pegou um balde de água para lavar as roupas de Mai Xiaojun.
Mai Xiaojun desdobrou a mesa e sentou-se no banquinho. O Tio Mai acendeu uma lamparina de óleo para ele fazer o dever de casa.
Depois de um tempo, quando outros moradores de rua se aproximaram, o Tio Mai conversou com eles sobre algumas informações diárias da cidade enquanto lavava as roupas.
Zhao Ru, de repente, saiu de sua "casa" de papel: — Senhor, deixe-me ajudá-lo.
— Ah? Não precisa. — O Tio Mai balançou a cabeça.
Zhao Ru sorriu: — Senhor, o senhor me ofereceu uns pães, então preciso ajudá-lo com alguma coisa.
Outros homens riram naquele momento. Eles não sabiam por que uma garota veio para esses lugares, mas o sorriso dela parecia agradável.
O Tio Mai não insistiu e aceitou a gentileza de Zhao Ru. A partir de então, ele soube o nome dessa nova garota: — Pequena Ru.
Ele não pôde deixar de perguntar a ela mais tarde: — Pequena Ru... você é tão jovem, por que...
Zhao Ru pendurou as roupas e disse: — O senhor disse que as pessoas aqui são todas abandonadas, não disse?
Então o Tio Mai não perguntou mais nada. Ninguém ali queria contar suas próprias histórias.
Naquela noite, seu neto parecia animado e mais feliz do que nunca, porque Zhao Ru deu aulas para ele. E o veterano se sentiu valorizado e feliz.
Ele teve um sono muito melhor vendo seu neto tão contente.
...
Durante o dia, o Tio Mai acordou como de costume. Tudo estava igual, inclusive levar seu neto para a escola.
Depois de voltar, o Tio Mai encontrou dois policiais, que estavam andando em direção a ele; eles tiraram uma foto e perguntaram: — Você viu esta pessoa?
Era Zhao Ru.
O Tio Mai não respondeu, mas franziu a testa primeiro: — Agente, o que há de errado com essa pessoa?
Eles apenas lhe disseram: — Ela é uma criminosa perigosa que fugiu! Suspeitamos que ela esteja escondida nos arredores. Você a viu?
— Não, não vi.
O Tio Mai balançou a cabeça e deu um olhar natural e tranquilo.
O policial não se importou com isso: — Ah, tudo bem. Mas se você a vir, ligue para a polícia e receberá algumas recompensas!
O Tio Mai não disse nada, apenas sorriu. Quando os dois policiais foram embora, ele entrou no beco.
Ele voltou para sua "casa"; depois de limpar seus objetos, ele foi para a "casa" ao lado.
Vendo essa garota dormindo com o corpo encolhido, o Tio Mai colocou dois pães recheados na porta. Ele comprou os pães no caminho de volta para esta "casa".
Para o Tio Mai, ela não era Zhao Ru, mas apenas uma nova garota.
Ela disse que era uma pessoa abandonada.
Todos os membros aqui foram abandonados e não tinham história.
Era só isso.