
Capítulo 351
Clube de Negociação de Trafford
Um grupo de policiais discutia o caso de Zhao Ru no escritório.
— Que mulher esperta!
A policial, que havia sido ferida por Zhao Ru, disse com raiva: — Ela sabia que não podia escapar, por isso confessou. No entanto, ela admite apenas a chantagem, pois sabe claramente que a pena não será severa.
— Sim, as vítimas morreram. Não conseguimos encontrar nada sobre a conversa delas. Então, ela pode dizer o que quiser. Zhao Ru pode usar esse ponto se tiver um advogado.
Um policial socou a própria mão e disse com voz abatida: — Isso é o que mais nos preocupa.
Ma Houde massageou a testa. Depois de um tempo, ele disse: — Zhao Ru deve ter alguma maneira de contatar os mortos secretamente. Seja por celulares, e-mails ou envelopes, deve haver algum registro. Vão às operadoras de telefonia móvel e verifiquem os registros de comunicação dos últimos 2 meses de Zhao Ru, bem como dos alunos.
Ma Houde acrescentou, após pensar por um momento: — E designem uma dúzia de membros para revistar as casas daqueles alunos mortos para ver se há algum detalhe. Acho que deve haver algumas pistas que negligenciamos da última vez.
Ma Houde bateu palmas firmemente e elevou a voz: — É isso. Vão em frente. Este caso é bem complexo, vamos resolvê-lo juntos. Pagarei um banquete para todos vocês após o sucesso.
Ele fez uma pausa e falou com um jovem policial: — Você vai à casa de Gu Feng comigo para um segundo interrogatório.
— Sim!
...
...
Parecia que a cela de detenção era maior que o apartamento de Zhao Ru.
Se os móveis fossem excluídos, isso era muito maior que seu quarto. Mesmo assim, Zhao Ru não podia mais se mover, já que estava presa.
Ela estava deitada na cama esfarrapada. O vaso sanitário ficava ao lado da cama, que era feita de cimento.
O que ela não suportava era o cheiro do vaso sanitário.
Zhao Ru estendeu a mão até a gola inconscientemente. Mas ela parou logo e ficou perturbada gradualmente.
A sensação era como um hábito que foi cortado à força, fazendo com que a pessoa não conseguisse se acostumar com isso tanto psicológica quanto fisicamente. Neste momento, Zhao Ru era como uma pessoa que parou de fumar de repente. Ela começou a se agitar.
Zhao Ru se levantou de uma vez e se agachou para olhar para a cama vazia.
Ela se levantou e deu um passo à frente. Ela não podia fazer nada além de observar a entrada enquanto segurava as grades.
— Sumiu...
Ela tentou relembrar cada detalhe enquanto segurava sua gola.
— Você está procurando por isso?
Ela ouviu uma mulher perguntando com uma voz agradável atrás dela.
Zhao Ru se virou. Ela viu uma garota bonita e de aparência excêntrica sob a luz fraca.
Os olhos da garota eram azuis como o mar, o que parecia que poderia engoli-la imediatamente.
Zhao Ru não conseguia tirar os olhos da garota, pois a garota estava segurando o colar que ela estava procurando. Zhao Ru deu um passo à frente, suas mãos agarrando o colar instintivamente.
Claro, ela falhou — a criada recuou facilmente.
Era apenas um passo. No entanto, aquele passo foi o que fez Zhao Ru não conseguir alcançar o colar.
— Devolva para mim!
— Você não deveria perguntar quem eu sou? Por que estou aqui? Em vez de pedir o colar... — Srta. Criada levantou o colar levemente e sorriu — Parece que é realmente importante para você... Em outras palavras, você tem confiado nele por um longo tempo. Há quanto tempo você o tem?
Zhao Ru estremeceu como se fosse atingida por uma rajada de ar frio. Ela recuou para as grades e então se acalmou.
Ela se lembrou de que a porta desta cela de detenção não havia sido aberta desde que ela estava aqui. Como essa garota estranha pôde entrar?
Vendo a garota caminhando em sua direção, Zhao Ru se alarmou e disse com voz trêmula: — O que... você vai fazer?
Srta. Criada ficou cara a cara com Zhao Ru. Ela beliscou seu queixo com sorrisos: — Relaxe, eu não vou machucá-la.
Srta. Criada abriu a boca ligeiramente e soprou um ar em Zhao Ru. Zhao Ru então ficou atordoada de uma vez.
You Ye ficou satisfeita com a reação de Zhao Ru. Ela pegou suas mãos e sentou-se com ela na cama.
You Ye colocou as mãos sobre as mãos de Zhao Ru e sussurrou: — Você pode, por favor, me dizer onde você conseguiu este colar?
— Eu comprei de um joalheiro no prédio Ying Chuan.
— Quando você comprou?
— Três meses atrás...
— Você o manteve com você o tempo todo?
— Sim.
You Ye colocou este colar em suas mãos depois de observar por um tempo. Ela manteve as palmas das mãos no rosto de Zhao Ru e virou sua cabeça.
Srta. Criada sabia o que seu mestre pensava. Ele deu o colar para ela em vez de pegá-lo de volta.
Isso significava que ela poderia fazer qualquer coisa com este colar.
O que o mestre queria saber era apenas como Zhao Ru conseguiu o colar.
— Já que você o manteve o tempo todo, preste atenção e não o perca novamente.
Ela devolveu o colar para Zhao Ru e ajudou-a a usá-lo.
— Na verdade, ela é bem bonita.
Depois disso, You Ye ajudou a arrumar a franja e a gola de Zhao Ru antes de desaparecer.
...
...
À noite, Gu Feng abriu a porta. Ele viu Ma Houde e outro oficial em pé do lado de fora.
Podia-se ver obviamente que ele estava impaciente. — Sr. Ma, por que você está aqui? Minha casa foi destruída por sua causa.
Ma Houde não seria amigável com ele. — Você achou que poderia esconder o fato de seu caso extraconjugal, se não fosse descoberto por mim?
— Por que você está aqui? — Gu Feng encostou-se na porta e fumou — Há alguma notícia sobre minha esposa? O que vocês, policiais, estão fazendo todos os dias? Ela está desaparecida há vários dias, mas ainda não há atualizações da polícia!
— Não se preocupe, nós lhe daremos uma atualização — Ma Houde acrescentou — Nós bloqueamos uma série de lugares rastreando o comprovante bancário. Nós a encontraremos em breve, se não houver exceções.
— Isso soa bem — Gu Feng respondeu — Mais alguma coisa?
Ma Houde não se incomodou mais em falar com Gu Feng. Ele empurrou Gu Feng para o lado e entrou na casa.
— Espere, eu não permiti que você entrasse! — Gu Feng franziu a testa.
Mas o jovem policial empurrou suavemente seu peito e disse: — Este é um mandado de busca. Sua resistência não é um problema. Então, por favor, comporte-se, ok?
— Você... — Gu Feng parou de falar a contragosto. Ele estava descontente, mas não tinha escolha, assim dizendo agressivamente: — Não sujem meu lugar! Estou realmente me perguntando o que precisa ser verificado. Vocês já revistaram completamente da última vez.
Ma Houde o ignorou e entrou no quarto de Gu Jiajie. Ele começou a verificar este pequeno quarto, mas nenhuma informação útil pôde ser encontrada.
Ma Houde estava virando página após página entediado.
Gu Feng encarava Ma Houde enquanto se encostava na porta. Ma Houde colocou o livro no chão: — Você limpou este quarto?
Gu Feng respondeu: — Não, nós não tocamos em nada neste quarto desde que minha esposa desapareceu.
Ma Houde assentiu. Ele pisou em algo assim que ia sair.
Ma Houde se agachou diretamente no carpete que ficava ao lado da janela.
Era tão pequeno que Ma Houde quase o ignorou.
Ma Houde abriu o carpete e encontrou uma pequena pílula branca embaixo do carpete.
Parecia ter caído no chão acidentalmente. Parte da pílula estava estilhaçada, o que pode ter sido causado por outros policiais durante a primeira busca.
Ma Houde pegou a pílula com uma sobrancelha erguida.
A coisa estranha que o Sr. Qin mencionou ocorreu em sua mente abruptamente.
— O que você encontrou? — Gu Feng e o outro policial caminharam em sua direção curiosamente.
Ma Houde abriu o punho e perguntou: — Seu filho come pílulas? Como está a saúde dele?
Gu Feng olhou para ela e disse: — Eu não tenho certeza, ele deve estar bem? Afinal, ele é velho o suficiente para cuidar de si mesmo bem.
— Quando seu filho fez seu último exame físico? — Ma Houde revirou os olhos e continuou a perguntar.
Gu Feng disse impacientemente: — Eu não sei!
— Ele é seu filho?
— Não, ele não é meu filho biológico! — Gu Feng bufou.
Ma Houde se levantou com uma sensação de pressão, o que fez Gu Feng dar um passo para trás. Gu Feng disse: — O que você quer fazer?
— Nada, apenas indo comer um lanche da meia-noite. Você quer que eu coma na sua casa?
— Não... Por favor, vá em frente.
...
...
— Olá, Velho Qin, você ainda está no laboratório? Você pode me ajudar a analisar algo? Não saia, eu já vou aí...
Ma Houde disse ao jovem policial depois de ligar: — Dirija-me ao laboratório, rapidamente.
— Senhor, você não ia comer um lanche da noite...
— Dirija, sem mais palavras!
— Bem... Tudo bem...