
Capítulo 507
Pare de me Hipnotizar, Princesa Antagonista!
Ou melhor, nunca fui enganado.
Ainda assim, o Prisioneiro do Destino continua a tentar.
No segundo seguinte, as pessoas que Lynn prezava—Yan Qing, Su Wan, Li Yutang, e até sua irmã e amigos—apareceram repentinamente ao seu lado, como se fossem puxadas por cordas invisíveis. Suas expressões eram tão vivas, os olhos cheios de tristeza, implorando desesperadamente que ele ficasse.
"Não vá... Lynn, prometa que vai ficar, tudo bem?"
Yan Qing, sua namorada oficial que tinha a mesma aparência de Ivyst, neste momento, as lágrimas caíam como pérolas quebradas. Ela agarrou o seu braço com força, a voz comovida e desesperadamente comovente, "Este mundo não é bom o bastante? Nós temos... eu ao seu lado..."
Até sua mãe, lentamente, emergiu da multidão, os olhos cheios de lágrimas contidas, ao alcance de acariciar carinhosamente a sua bochecha, a voz embargada, "Filho... desta vez, a mamãe realmente não quer te perder de novo..."
Mesmo Li Yutang, geralmente distante, deu um passo à frente com uma voz suave, porém excepcionalmente firme, "Lynn, não vá... todos nós precisamos de você. Não apenas como seu superior, mas como alguém que não quer que você vá embora."
No entanto, o olhar de Lynn não pairou nos rostos banhados em lágrimas.
Sua visão parecia contornar seus ombros trementes, atravessar as paredes desta sala de aula acolhedora, até perfurar as camadas que separam ficção da realidade, uma parede invisível imperceptível aos mortais.
Seus olhos eram límpidos e frios, no fundo ardia um fogo de percepção e de compreensão de tudo.
Ele falou calmamente, a voz não alta, porém carregando um poder penetrante peculiar e inegável, como se não estivesse mais falando com este mundo ilusório, mas conversando diretamente com a Suprema Lei que sustenta este tempo e espaço:
"Saia."
Essas três palavras caíram suavemente, porém com o peso de mil quilos.
Não era mais um desafio para o "Prisioneiro do Destino" que existia apenas dentro da história, mas sim um comando preciso, questionando diretamente uma existência mais oculta, maior e de maior dimensão por trás dos bastidores!
Assim, no instante em que as palavras caíram—
Lynn viu.
Não com os olhos, mas com a essência de uma alma temperada por bilhões de reencarnações, que transcende o mundano, tocando na resposta última por trás dos mitos e fenômenos.
Informação sem fim, regras, causas e efeitos, e o sentido da existência, como uma galáxia imensa, inundaram sua percepção de uma vez.
Ele compreendeu, percebendo tudo.
Embora diante dele não houvesse nada, ele sentia claramente a presença do outro.
Não morava acima do firmamento, mas existia fora da história.
Para Lynn, para o Prisioneiro do Destino, para as miríades de seres em bilhões de reencarnações, era o "Outro" absoluto.
Sua existência em si é a fonte do mundo e o fim de todos os mundos.
Em relação a ele, o tempo não é um rio sem fim, mas um livro que pode ser espalhado, folheado ou até editado à vontade; o espaço não é um reino vasto e sem limites, mas fragmentos brilhantes que podem ser dobrados, torcidos e brincados na palma da mão.
Toda causação, cada possibilidade, ramos infinitos do destino, aos olhos dele, são como uma teia de aranha meticulosa, organizada com precisão, visível em cada detalhe.
O chamado poder divino e o nascimento e destruição do universo, para ele, são apenas pontuações já colocadas nas linhas, desprovidas de qualquer surpresa ou acaso.
Não requer forma, e se alguém precisa descrevê-lo, é a agregação suprema de todas as "observações" e "configurações".
Quando lança seu "olhar" sobre um mundo, esse mundo torna-se "determinando" a partir de probabilidades caóticas infinitas, começando a operar de acordo com suas regras implícitas ou escritas.
E quando desvia seu "olhar", esse mundo, como páginas de um livro fechado, retorna instantaneamente ao silêncio e ao vazio, como se nunca tivesse existido.
É o dramaturgo silencioso, o leitor que observa friamente, o último árbitro da criação e da aniquilação indescritível.
Em seus olhos, as coisas não têm distinção de valor, apenas a diferença entre "interessante" e "sem graça".
O Prisioneiro do Destino se julga um jogador, mas não percebe que até o tabuleiro é apenas um brinquedo trivial sobre sua mesa.
Neste momento, ele observa Lynn, não por preocupação ou malícia, mas como um criador examinando um personagem sob sua mão, prestes a se libertar, tentando encará-lo de volta—um personagem que de repente se torna extremamente "especial".
Todos os deuses do Outro Mundo, inclusive o Prisioneiro do Destino, são meramente existências dentro do mundo do romance.
E o que Lynn vê neste momento é o verdadeiro oculto que criou tudo isso.
Seu nome é, o Observador de Alta Dimensão.
...
O que aconteceu?
Dadas as palavras súbitas de Lynn, o Prisioneiro do Destino ficou incomparavelmente perplexo.
Enquanto isso, um traço de pânico quase imperceptível surgiu em seu coração.
Porque percebeu que Lynn, envolto no casulo do destino neste momento, não falava com ele.
Não só isso.
Rachadura...
Sob o seu olhar, o casulo do destino, que deveria ser indestrutível, surpreendentemente começou a apresentar rachaduras!
"Desculpe, parece que minha declaração anterior foi um pouco equívoca."
A voz um tanto cansada de Lynn surgiu repentinamente do casulo do destino, como se os poucos segundos que acabaram de passar tivessem se estendido por uma eternidade.
"Você não é eu." Seu tom ficou repentinamente um pouco frio, "Ou melhor, você é simplesmente um dos inúmeros 'Lynns' fracassados nesta história predeterminada, a ponto de até mesmo o seu verdadeiro nome ter sido tirado, observando enquanto Sua Alteza e a Senhora Bruxa caminham para o desfecho mais trágico."
"Um covarde como você, tem algum direito de usar meu nome?!" [1]