Pare de me Hipnotizar, Princesa Antagonista!

Capítulo 317

Pare de me Hipnotizar, Princesa Antagonista!

"Mesmo que você diga isso, não vou repassar essas palavras para ela", Glaya disse com um olhar de pena. "Aliás, a Princesa começou um projeto na sua casa. Ouvi de Aphia e de outros que parece que ela está transformando o porão em uma masmorra sombria e solitária."

"Quanto a quem é para, não ousei perguntar, e eles não ousaram dizer."

...

Um silêncio envolveu os dois por um instante.

Sem perceber, Lynn sentiu as costas encharcadas de suor frio, o coração batia descontroladamente.

Droga, essa mulher está maluca de novo?

Lembrando as memórias reveladas na casa da Senhora Bruxa, Lynn não pôde deixar de sentir um pouco de medo.

Contudo, depois que Tiya o levou embora, não havia como voltar atrás.

Tudo o que ele podia fazer agora era tentar não pensar no que aconteceria a seguir.

Então, Lynn mudou de assunto de forma um tanto tensa: "A propósito, a coisa que pedi que trouxesse, você trouxe?"

Ao ouvir isso, Glaya, que estava apenas rindo, de repente ficou sério.

Ele olhou para Lynn em silêncio por um momento, depois franziu a testa: "Embora eu não saiba por que você não quer voltar para a mansão, nem o que está planejando a seguir... com base no que eu sei sobre você, é provavelmente algo perigoso de novo."

"Por que você não pode evitar fazê-lo? Ou voltar e pedir desculpas à Princesa de maneira adequada, e deixar que ela ajude a pensar numa solução?"

Glaya endireitou-se, olhando para Lynn com seriedade.

Ele não tinha muitos amigos, e ainda menos quem tivesse salvado a sua vida.

"É impossível, Glaya," Lynn balançou a cabeça.

No fim, ele não podia pedir ajuda à Princesa, nem mesmo podia falar sobre isso.

Falando estritamente, ele estaria desrespeitando as ordens do futuro dela para salvar um inimigo que seria extremamente antagonista para ela.

Embora fosse uma situação complexa, esse era o caso real.

Ao ver isso, o franzir de Glaya se aprofundou: "Mesmo que você precise fazer isso, por que precisa sempre arriscar a sua vida e negligenciar quem se preocupa com você?"

"Quero ter dito isso antes... você não percebe que tal comportamento é extremamente arrogante aos meus olhos!"

Apesar de dizer isso, como alguém cuja vida fora salva por Lynn, ele sabia que não tinha o direito de criticá-lo assim.

Mas como amigo, Glaya não queria vê-lo repetidamente se colocar em situações perigosas, tratando a própria vida como se não tivesse importância.

Ao ouvir isso, Lynn pausou por alguns segundos, depois suspirou baixinho.

As palavras de Glaya eram um tanto inesperadas.

Pode chamá-lo de arrogante ou culpar o orgulho do transmigrante.

Mas no fundo, Lynn sabia que eram apenas consolações que ele dizia a si mesmo.

No fim, os inimigos que encontrou pelo caminho eram quase todos semideuses, seres de potencial ilimitado.

O poder e a energia deles eram muito maiores do que os dele.

Para vencer essas batalhas dos fracos contra os fortes, não importando o quanto ele os desprezasse estrategicamente, ele pelo menos precisava lhes conceder o devido respeito.

E apostar tudo o que tinha era o maior respeito que Lynn poderia oferecer.

Pelo contrário, como parte mais fraca, sempre tentando manter-se seguro, tramando contra os deuses nos bastidores, esse era o verdadeiro orgulho, e um dia isso levaria a uma grande queda.

Assim, não havia muito que Lynn pudesse fazer, apenas arriscar a própria vida como opção.

Felizmente, pelo que resultou até agora, ele ganhou todas as apostas.

Vendo o amigo ficar em silêncio novamente, como se relutante em se abrir com alguém, Glaya achou um pouco difícil de lidar com isso e só pôde coçar a cabeça com força.

Depois de um momento de silêncio, ele finalmente desistiu de resistir: "Estou mesmo farto de você."

Enquanto dizia isso, ele tirou uma caixa do peito e a jogou para Lynn.

"Aqui está o que você pediu, pegue."

Ao sentir a pesada caixa de madeira, os olhos de Lynn brilharam levemente. "Obrigado, parceiro... a porta fica ali, não vou te acompanhar até lá."

Glaya ficou boquiaberto: "Você é realmente ingrato, não é!"

"Cof, cof, achei que o ambiente estava meio tenso, apenas tentando aliviar," Lynn sorriu, depois a expressão ficou séria: "Enfim... obrigado."

"Que diabos," Glaya balançou a mão, impacientemente.

Então Lynn abriu a caixa de madeira em suas mãos.

Dentro, um semissólido transparente, que lembrava um pântano, contorcia-se caoticamente, como se fosse parte de Slime, possuindo certo grau de inteligência.

"Isso é uma parte retirada do corpo da prole de um monstro do pântano," Glaya também observava a substância pegajosa com interesse, "Embora mal conte como uma Criatura Extraordinária, está na base da cadeia alimentar de todo o campo da mística, de modo que até as feras selvagens um pouco agressivas a temem. Por isso, é também conhecida como 'Vergonha Extraordinária' e 'Criatura Mais Fraca'."

"A propósito, para que você precisa dessa coisa?"

Claramente, Glaya estava curioso.

Esse sujeito não pediu ervas medicinais para curar feridas nem pediu Objetos Selados poderosos, o que obviamente seria muito importante para o que Lynn planejava fazer a seguir.

Isso deixou Glaya bastante intrigado.

Vergonha Extraordinária, hein... Ao ouvir as palavras de Glaya, o rosto de Lynn abriu-se num sorriso de quem sabe.

De certa forma, combinava com ele ser conhecido como "Vergonha da Nobreza".

Ele mais uma vez sentiu que o destino orquestrava coincidências precisas.

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