Pare de me Hipnotizar, Princesa Antagonista!

Capítulo 44

Pare de me Hipnotizar, Princesa Antagonista!

Agora vem!

Ao ouvir a pergunta de Ivyst, um aperto no peito dominou Lynn, embora ele não ficasse tão surpreso.

Para ele, isso era um teste, mas também uma oportunidade.

A tarefa em questão era, na prática, bem simples.

Como Ivyst usava o Anel Detector de Mentiras, seu espaço de manobra era, por definição, limitado.

Então, ele simplesmente não deveria pensar em mais nada.

Ele apenas precisava revelar a ela seus pensamentos mais genuínos neste momento.

Embora isso fizesse Lynn sentir que ele estava abrindo mão com ela, não havia outra opção neste estágio.

"Quero... a Relíquia Sagrada de Vossa Alteza."

Lynn respondeu, com o corpo sob um controle atônito.

Relíquia Sagrada?

Ivyst franziu a testa.

O termo era bastante comum em inúmeros textos religiosos.

Era até aplicado a alguns Objetos Selados de alto escalão.

Geralmente, apenas os Itens Extraordinários deixados pelos deuses recebiam esse título.

E esses itens costumavam ser incrivelmente preciosos.

Embora Ivyst possuísse uma instalação de contenção bastante luxuosa, ela nunca lidou com Relíquias Sagradas.

Além disso, o que a preocupava não era a Relíquia Sagrada em si, mas a estranha declaração de Lynn.

A Relíquia Sagrada dela?

Ivyst achou isso um tanto absurdo.

Embora fosse poderosa, ela atualmente não possuía força comparável aos deuses supremos das grandes igrejas.

Então, o que além dela poderia ser chamado de Relíquia Sagrada?

Cheia de dúvidas, Ivyst olhou para o anel no dedo.

Sem reação.

Como era de se esperar, ele falava a verdade.

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Ele realmente queria as meias e a lingerie que ela usara.

Isso seria considerado uma Relíquia Sagrada para esse cara?

Ivyst achou isso absolutamente absurdo.

“O que você quer com as roupas que usei?”

“…Use.”

Essa resposta foi extremamente astuta.

Pode-se apenas dizer que a linguagem de Saint Laurent era profunda e sutil.

Ao ouvir isso, Ivyst pareceu entender algo, e a confusão e o espanto em seu rosto gradualmente se transformaram em outra emoção.

Ela olhou para Lynn com desdém, como se encarasse um verme imundo.

“Não me lembro de ter criado um cachorro que abriga pensamentos tão imundos contra o seu dono.”

Ivyst pisou no ombro de Lynn, com a ponta de sua bota pressionando delicadamente.

Não foi muito doloroso, mas foi extremamente humilhante.

Ao sentir o movimento do pé dela, Lynn franziu a testa.

Ainda não era suficiente o favor dele, e ainda era cedo demais para mencionar isso?

Lynn encarou Ivyst com um olhar atônito, observando secretamente seu estado atual.

Embora seu olhar estivesse cheio de indiferença e desprezo, ajudado pela iluminação do escritório, Lynn ainda percebeu um indício.

Parecia... que o rosto dessa mulher estava levemente corado?

Foi por causa de timidez?

Não, impossível.

Lynn afastou esse pensamento com um simples desvio de olhar.

Isso era algo que nunca aconteceria com Ivyst; disso ele tinha plena certeza.

Logo, restava apenas uma outra possibilidade.

Lynn lembrou vagamente, de uma leitura em um livro sobre vidas passadas, de que sempre que as pessoas ficavam estimuladas ou excitadas, isso desencadeava o sistema nervoso simpático, causando aumento da frequência cardíaca e dilatação dos capilares, o que levava ao rubor.

Droga.

Será que essa mulher estava excitada por causa das fantasias que seus subordinados estavam tendo?

Lynn pensou, com uma sensação de formigamento no couro cabeludo.

Mas se isso fosse realmente o caso, significaria... ainda haveria uma faísca de esperança!

Com efeito.

No segundo seguinte, as coisas mudaram.

“Contudo... já que já prometi cumprir um de seus desejos, como mestre, a Princesa Imperial não voltará atrás em sua palavra.”

Ao ouvir com atenção, pode-se notar que sua respiração ficou ligeiramente mais acelerada.

Ivyst não entendia o que estava acontecendo com ela.

Pela primeira vez na vida, ela estava experimentando uma sensação que era ao mesmo tempo excitante, misturada com uma pitada de vergonha e de excitação.

Era bizarro, mas não a deixava desconfortável.

Não deveria ser assim.

Mas pensando bem, só havia Lynn na sala de estudo, e ele estava sob o feitiço da hipnose e não guardaria memórias depois.

Então, ninguém saberia o que eu fiz, certo?

Ivyst pensou consigo mesma.

No segundo seguinte, ela respirou fundo, descalçou as botas de salto alto e ergueu a saia um pouco, revelando suas pernas delgadas, bem contidas por meias pretas.

Diante do olhar atônito de Lynn, Ivyst se inclinou levemente, deslizando as mãos por baixo da bainha do vestido.

Ao longo de todo o processo, houve um som contínuo de farfalhar, o ranger do tecido contra a pele.

Poucos instantes depois, um par de pés pálidos e delicados tocou suavemente o carpete macio.

À primeira vista, os dedos pareciam delicados e pequenos, dispostos próximos como pérolas dentro de uma concha; o esmalte vermelho nas unhas era particularmente cativante.

Infelizmente, as meias pretas que as envolviam originalmente haviam sumido no ar.

Logo que esse pensamento surgiu, um objeto translúcido, preto, parecido com uma fina gaze caiu lentamente na palma de Lynn.

Ainda conservava o calor morno do corpo dela e exalava uma fragrância de rosas, familiar.

Para ser honesto.

Neste momento, o coração de Lynn disparou sem controle.

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[1] Explicação: Relíquias Sagradas são itens de poder extraordinário que contêm uma essência ou graça divina; no universo da obra, são objetos raros, extremamente valiosos e alvos de grande interesse.

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