Salvando o CEO Autoritário

Volume 4 - Capítulo 371

Salvando o CEO Autoritário

Justo quando estava prestes a convencer Qie Ranzhe a deixá-lo ir, a porta foi aberta e Machu entrou carregando três pastas. Assim que viu os dois “pombinhos” [1] se agarrando, desviou o olhar e distribuiu as pastas às pressas, resmungando: "Acho que precisamos colocar uma caixa de sugestões ou, melhor ainda, assinar uma petição, senão vou ficar cego de tanto 'enjoo' [2]", reclamou em voz quase inaudível.

"Desculpa, não entendi. Pode repetir mais alto?", perguntou Qie Ranzhe com um sorriso malicioso no rosto.

"Nada, não. Disse que espero que Su Xin cozinhe para a gente hoje", disse Machu, pulando da frigideira para o fogo.

Qie Ranzhe o olhou com um olhar gélido o suficiente para congelar o inferno e disse: "Ele é meu, então por que ele ia cozinhar para você? Queridinho, se você ousar cozinhar para ele, eu vou te fazer fazer yoga à noite."

"Que diabos isso tem a ver comigo? Isso é entre vocês dois. Se eu cozinhar e ele se servir, como isso é culpa minha?", disse Wen Qinxi tentando se soltar do colo de Qie Ranzhe.

Qie Ranzhe não respondeu e explicou diretamente ao grupo o que estava diante deles. Aquele era o pagamento por ajudar Su Xin, contanto que eles concordassem em manter o que aconteceu naquela noite em segredo. Quanto à família Kai? Estava virando pó naquele instante.

Assim que disse isso, arrastou Su Xin para fora da porta sem olhar para trás. Ele tinha contas a acertar com Su Xin por mentir para ele e não podia esperar mais.

Eles deixaram para trás três pessoas de queixos caídos. O valor declarado no documento os deixou atônitos a ponto de perder a fala. "Se-sete dígitos?", gaguejou Li Meimei, olhando para Machu com descrença, "Seu chefe assaltou o Banco Central ou algo assim? Isso!…"

Machu sorriu e disse: "Imagino que esteja satisfeita? Agora, vá logo e assine. O deus da culinária pode estar cozinhando hoje e eu não quero perder isso."

Casio já estava fazendo uma lista de carros que ia comprar, enquanto Ting-ge se imaginava com um porão cheio de brinquedos de “menino grande”, uma coleção para a posteridade. Os dois assinaram às pressas, enquanto Li Meimei examinava o contrato com suspeita.

"Você deve estar me pedindo para vender minha alma, certo? Senão, por que tanto?", perguntou ela, estreitando os olhos para o mensageiro.

"Não existe essa coisa. Ou você assina ou eu vou considerar como recusa", disse Machu, pegando os contratos dos outros dois. Seu dedo se estendeu para pegar o contrato de Li Meimei, já que ela não estava interessada, mas a garota segurou tão forte que o papel mal se moveu.

Machu soltou e Li Meimei riu nervosa, dizendo: "Tio, não fique chateado. Eu vou assinar. Vamos, vamos com calma... hahaha."

"Puta que pariu. Quem é seu tio?", xingou Machu antes de pegar o contrato assinado e sair correndo da sala de reuniões.

Li Meimei, "..."

"Homens também são sensíveis à idade?", sussurrou Li Meimei, mas a voz de Machu a fez pular como se tivesse visto um fantasma.

"Eu ouvi isso!"

"Tsc, tsc... você realmente não sabe quando calar a boca, não é?", disse Ting-ge, enquanto Casio balançava a cabeça em solidariedade.

Enquanto Machu se sentia sensível em relação à sua idade, Qie Ranzhe não voltou para a Mansão Qie por motivos egoístas. Se ele voltasse para casa, aqueles dois iriam monopolizar Su Xin, não deixando nada para ele.

Para acalmá-los, ele iniciou uma video chamada que durou apenas vinte segundos porque ele pegou o celular depois e disse: "Isso é bom o suficiente como prova de vida. Vocês vão vê-lo amanhã."

"Espera, não, mal deu um minuto. Pai-", disse Qie Xieling, mas não conseguiu terminar de reclamar quando a video chamada foi encerrada.

A Senhora Qie não precisava ser uma cientista espacial para entender por que seu filho estava com pressa. Ela bagunçou a cabeça fofa da criança e disse: "Você quer comprar alguma coisa para dar para seu pai quando ele chegar em casa amanhã?" Um Qie Xieling contrariado balançou a cabeça enquanto fazia beicinho. Seu papai era mesmo muito ganancioso com seu pai.

Enquanto Qie Xieling chamava seu pai de nomes, Wen Qinxi estava caído no sofá como um zumbi. Ele tinha desmaiado por muito tempo antes, mas seus membros estavam um pouco doloridos, fazendo-o deitar no sofá no momento em que entrou no apartamento.

O sofá era tão confortável que ele poderia dormir ali, mas como Qie Ranzhe poderia deixá-lo escapar tão facilmente? Qie Ranzhe caminhou até o sofá depois de calçar seus chinelos e se sentou diretamente em cima de Su Xin, beijando seu pescoço. A coisa cutucando a coxa de Wen Qinxi deixou claro o que o chefão do crime queria, mas não significava que ele cederia sem fazer alarde.

"Ran-ge, estou com fome", disse Wen Qinxi com as mãos nos ombros de Qie Ranzhe.

Qie Ranzhe não respondeu imediatamente, continuando a provocar seu pescoço como se estivesse comendo algum tipo de iguaria. "Hm, que tal você me alimentar primeiro e depois a gente come? Estou louco pelo seu gosto há tanto tempo", respondeu Qie Ranzhe com a respiração quente roçando o pescoço de Su Xin.

"Mas meus músculos estão doloridos", reclamou Wen Qinxi tentando tirar aquele sujeito ganancioso de cima dele.

Pareceu funcionar porque Qie Ranzhe parou e olhou para seu amante com um rosto radiante que o tornava especialmente bonito. "Eu vou te dar uma massagem. Que tal? ... Vamos jantar primeiro."

Qie Ranzhe realmente cumpriu sua palavra e não causou problemas. Assim que o jantar foi entregue, ele alimentou Su Xin, alegando que ele deveria se mover menos por causa da dor muscular.

As ações de Qie Ranzhe eram tão exageradas que Wen Qinxi não pôde deixar de pensar: 'Não é isso que chamam de engordar a vaca para o mercado?' Ele estava especialmente mimado como uma princesa, caindo na armadilha de Qie Ranzhe.

A massagem foi tão boa que quando Qie Ranzhe disse a ele para tirar sua camiseta, ele não resistiu. O prazer vindo das mãos oleosas e habilidosas o tinha hipnotizado, que ele não pôde deixar de emitir um gemido satisfeito.

Mas não parou por aí, porque Qie Ranzhe tirou suas calças em nome de massagear suas pernas. Talvez fosse o incenso queimando ou o óleo relaxante, mas Wen Qinxi estava muito complacente.

Quando percebeu que havia caído numa armadilha, sua cueca já estava fora e Qie Ranzhe estava lhe fazendo uma "mãozinha". Essa experiência foi completamente fora do comum, fazendo-o proferir palavras provocativas com olhos brilhantes. Depois de mostrar esse tipo de cara, como o tarado chefão do crime poderia deixá-lo ir? Nem nessa vida.

Aquela noite teve um final feliz para os dois, mas não para a Senhora Qie. O que começou como comprar algo para o pai acabou se transformando num caso completo. A mesa de artesanato estava espalhada com muitas coisas bagunçadas porque Qie Xieling decidiu fazer um presente para seu pai.

Seu pai sempre fazia coisas divertidas com ele e ele queria mostrar sua apreciação. Como a vovó o ensinou, você deve aprender a apreciar aqueles ao seu redor, porque é quando os apreciamos que eles se sentem especiais. Ele queria que Su Xin soubesse que o ama e o aprecia do fundo do coração.

"Os pais eram os únicos obrigados a te amar; do resto do mundo você tinha que conquistar isso."  Ann Brashares

[1] Pombinhos: casal apaixonado.

[2] Enjoo: aqui usado no sentido de "excesso de algo doce ou melado", implicando em cansaço e/ou enjoativo.

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