Volume 3 - Capítulo 255
Salvando o CEO Autoritário
Qie Ranzhe é um deus grego com habilidades de sedução que poderiam transformar até o mais hétero dos homens em um… digamos, “menininho”. Que dirá uma simples mulher?
“Droga!”, xingou Wen Qinxi, afastando Nu Shen. Como ela podia colocar as mãos tão descaradamente no que não lhe pertencia? Qie Ranzhe queria empurrá-la desde o início, mas Feng Zi de repente os separou, ficando entre eles e bloqueando a visão de Nu Shen. Um sorriso satisfeito apareceu em seu rosto, suas mãos coçando para agarrar a cintura forte de Feng Zi. Apertava e desapertava os punhos, sinceramente esperando que Feng Zi se livrasse dela o mais rápido possível.
Parecia que estavam na mesma página, pois Wen Qinxi teve o mesmo pensamento, então disse, em tom displicente: “Aqui, seu tio vai te mandar as coordenadas de um ponto de encontro. Saímos daqui em dois dias.”
Mas, claro, Nu Shen não se importaria, especialmente porque esperara a vida inteira para finalmente encontrar Feng Zi. Fingindo ignorância, ela perguntou: “Por que em dois dias? Eu estava pensando que poderíamos ir amanhã.” Os dois não estavam na mesma página, pois cada um tinha seus motivos. Nu Shen queria Feng Zi só para si, e a única maneira de conseguir isso era envolvendo Feng Yu. Wen Qinxi, por outro lado, estava esperando para finalmente acabar com esse "jejum", transar e precisava de um dia extra para se recuperar. Consciente do físico de Qie Ranzhe, ele poderia não conseguir levantar um dedo por meio dia.
“Motivos pessoais”, respondeu Wen Qinxi, indo fechar a porta, mas Nu Shen o impediu, enfiando o pé na porta. “Zi-ge, que tal tomarmos um café lá embaixo? Tenho algo para te contar e, antes que você se recuse… não pode esperar até amanhã.”
Wen Qinxi tinha um carinho por Nu Shen, mas era tarde demais para a deusa, pois seu coração já pertencia a outro. Além disso, Qie Ranzhe poderia morrer de ciúmes se ele prestasse atenção nela, por mais inocente que fosse. Ele estava prestes a recusar sua oferta quando Qie Ranzhe fez o inesperado, demonstrando o tipo de relacionamento que tinham entre eles. Algumas pessoas, como crianças pequenas, aprendem melhor com ilustrações do que com palavras. Ele fez o que vinha se segurando para fazer durante todo esse tempo. Seu braço forte envolveu a cintura de Feng Zi, puxando-o para trás até que seus corpos estivessem pressionados um contra o outro, e disse: “Temos assuntos de adultos para resolver, então ele não pode sair com você”, com o rosto parcialmente enterrado no pescoço de Feng Zi.
O corpo de Wen Qinxi enrijeceu, enquanto seu cérebro foi lançado para o espaço, deixando-o com uma expressão vazia. Uma cor rosada, difícil de ignorar, apareceu onde o hálito quente de Qie Ranzhe roçava sua pele. Qie Ranzhe passou a acariciar o braço de Feng Zi com a outra mão, perguntando: “Não é verdade, meu amor?”, enquanto o olhava com um olhar apaixonado.
Nu Shen pareceu perturbada, gritando: “Zi-ge!”, com os olhos cheios de lágrimas. Seu corpo tremia visivelmente, fulminando Qie Ranzhe com uma aura de ressentimento.
A garganta de Wen Qinxi ficou tão seca como se ele tivesse acabado de engolir areia no deserto. Ele se sentia quente por todo o corpo, como um animal em cio, daí sua resposta desastrada. “Eu, hum, hum… sim, sim… coisas de adultos. Boa noite”, respondeu Wen Qinxi, fechando a porta sem nenhum pingo de arrependimento.
Nu Shen ficou ali por um segundo, apertando o celular com força. Ela tinha a promessa de Feng Zi, mas Feng Zi era roubado pelos outros repetidamente. Primeiro, foram aquelas “vagabundas”, depois veio Zhao Huangzhi, agora era Qie Ranzhe. Quando ele perceberia que a única pessoa adequada para ele era ela mesma? Ela estava prestes a bater novamente, escolhendo o método mais eficaz, que era assombrá-los como um fantasma vingativo. Se ela não conseguisse fazer Feng Zi sair do quarto, eles não teriam paz? Mas assim que esticou a mão, ouviu um barulho de batidas do outro lado da porta, seguido por sons de beijos lascivos. Incapaz de suportar, ela saiu correndo, ligando para o Tio Feng. Se alguém pudesse ajudá-la, seria o pai de Feng Zi.
Enquanto Nu Shen fofocava como uma “delinha”, Wen Qinxi estava encostado na porta, participando de uma sessão sensual de beijos. Qie Ranzhe não conseguiu se controlar mais. Ele só queria devorar aquele homem sem interrupções. Feng Zi foi beijado até ficar sem fôlego, mas não conseguiu aproveitar por muito tempo porque, novamente, bateram na porta. Desta vez, ele sabia quem era pelas batidinhas suaves e, há apenas um segundo, seu telefone estava vibrando. Tinha que ser Feng Xieling, mas o homem que o beijava freneticamente não parecia se importar. Qie Ranzhe estava cansado das interrupções e esperava que a pessoa fosse embora.
“Ran-ge… espera… espera, é o Lin Lin”, disse Wen Qinxi sempre que tinha a chance de dizer uma palavra entre os beijos. Ao ouvir isso, Qie Ranzhe suspirou fundo e colocou a cabeça no ombro de Feng Zi, sentindo-se desanimado.
“Ah”, disse o general que desejava poder simplesmente sequestrar Feng Zi por um dia inteiro e tê-lo só para si. Era pedir demais?
Qie Ranzhe se afastou, dando espaço suficiente para Feng Zi abrir a porta. Como esperado, Feng Xieling estava parado do lado de fora com um brinquedo de pelúcia em forma de dragão na mão, parecendo lamentável. O coração de Wen Qinxi amoleceu imediatamente, estendendo a mão para carregar Feng Xieling, mas alguém o interrompeu. Para ser mais exato, Qie Ranzhe interrompeu o reencontro de pai e filho.
“Não… se você deixá-lo entrar, será difícil expulsá-lo depois”, disse Qie Ranzhe, fazendo uma cara séria.
Feng Xieling, “…”
Wen Qinxi, “…”
“Eu quero dormir aqui. Faz muito tempo que não durmo na casa de alguém”, disse Feng Xieling, falando por si mesmo como uma alma corajosa.
Qie Ranzhe sorriu maliciosamente e disse: “Quem nos manipulou na confeitaria e comeu tanto doce de leite? Se eu me lembro bem, deve ter sido você”, disse Qie Ranzhe, puxando o meigo Feng Zi para o lado. Tudo o que Feng Xieling precisava fazer era agir como um fofinho e Feng Zi cederia, mas Qie Ranzhe tinha alguns assuntos pendentes e não deixaria isso acontecer. Ele vendará os olhos de Feng Zi se pudesse.
“O quê? Não… não, eu não”, disse Feng Xieling com uma risada culpada, lembrando-se de como ele estava enérgico na tarde. Ele quase fez Airen chorar, mas ele nunca admitiria.
Qie Ranzhe agachou-se diante de seu filho, pensando: ‘A maçã definitivamente não caiu longe da árvore.’ Cada truque na manga de Feng Xieling, Qie Ranzhe sabia disso. Eles eram muito parecidos, colocando Feng Xieling em desvantagem.
“Você pode mentir para os outros, mas não pode mentir para nós. Ou… você pode continuar negando e eu vou proibir dormir aqui por, digamos… uma eternidade”, disse Qie Ranzhe com um tom imperativo que fez os dois homens arregalarem os olhos de horror.
“Você não ousaria”, disse Feng Xieling boquiaberto, incrédulo.
“Monstro…”, disse Wen Qinxi, puxando Feng Xieling para seus braços. Quem sabe se ele teria alguma chance de abraçar Lin Lin no próximo mundo, ainda assim Qie Ranzhe ousou jogar essa carta.
“Ohhhh… mas eu estou apenas começando. Nada mais de banho com o pai, nada mais de histórias para dormir e sim, nada mais de doce de leite”, disse ele enquanto linhas pretas se formavam nos rostos de Feng Zi e Feng Xieling. Qie Ranzhe era muito cruel.
“Tá bom, chega. Vou confessar… eu fiz”, disse Feng Xieling com a cabeça baixa, parecendo tão lamentável.
Qie Ranzhe acariciou sua cabeça, se gabando: ‘Sou um pai incrível.’