
Volume 6 - Capítulo 537
O Amante Proibido do Assassino
537 “Você está feliz... minha imperatriz?”
Costumavam fazer piadas pelas costas dela, dizendo que não existia homem na federação, e além dela, que pudesse derrubar aquela mulher. As piadas chegavam ao ponto de afirmar que ela seria do tipo que faria a “lavagem” e que, se não fosse lésbica, estaria “pegando” quem quer que estivesse com ela. [1]
Piadas como essa eram ditas abertamente em suas reuniões, e alguns chegavam mesmo a mencionar o quanto devia ser bom conquistar aquela mulher. Se soubessem que ela seria a futura imperatriz deles, manteriam a boca fechada.
Quando Yeoh Jun soltou sua esposa, ela estava com o rosto vermelho e sem saber onde colocar as mãos. Se soubesse que ele faria tal coisa, ela não teria vindo. Naturalmente, ela havia esquecido da natureza do marido. A única razão pela qual ele não havia feito nada no passado era que ela não queria que ninguém soubesse, mas depois de perdê-lo uma vez e recuperá-lo, ela cedeu facilmente.
Yeoh Jun queria beijar, então Zi Xingxi o deixaria. Se Yeoh Jun quisesse dançar, ela também o deixaria. Se Yeoh Jun quisesse lutar, eles se empurrariam à vontade. Se Yeoh quisesse transar... bem, vocês sabem para onde isso ia.
Zi Xingxi timidamente jogou o cabelo para trás, e Yeoh Jun segurou sua mão, com os dedos entrelaçados, nem apertados nem frouxos.
“Você está feliz... minha imperatriz?”, sussurrou ele, com a cabeça levemente baixa. Ele deliberadamente enfatizou as palavras “minha imperatriz” de propósito, e o rosto de Zi Xingxi estava tão quente que quase pareceu que fumaça saia dele.
Yeoh Jun a olhou com um olhar intenso e terno, com o amor em seus olhos evidente. O drone não decepcionou. Ele zoomou nesta cena, repleta de bolhas cor-de-rosa, levando a StarNet à loucura.
Não perdeu a parte em que Yeoh Jun se inclinou mais perto e colocou a coroa da imperatriz em sua cabeça antes de sussurrar: “Eu te amo”.
Havia passos e rituais cerimoniais detalhados a serem tomados em tal ocasião, mas Yeoh Jun pouco se importava. Ele sempre foi do tipo que burlar as regras, e não achava que seus ancestrais se importariam de qualquer maneira.
Depois de exibir seu amor por sua esposa, Yeoh Jun a levou até a nave de guerra Cetus. Atrás deles, os primeiros-ministros foram arrastados como convidados de honra.
Quando desembarcaram do cruzador furtivo e entraram na Cetus, pensaram que seriam levados para a prisão, mas Yeoh Jun planejava cumprir sua palavra.
Ele realmente planejava enviá-los para a República. Quando estavam no hangar, alguns membros de suas famílias foram subitamente trazidos a bordo. Yeoh Jun não era uma pessoa sem coração e nunca faria os membros da família pagarem o preço pelos pecados cometidos pelo chefe da casa.
Assim, todos que ele trouxe não eram inocentes. As esposas que tiveram participação nos crimes de seus maridos foram trazidas. As tias e tios que tiveram um papel no roubo da federação também foram incluídos.
Os filhos adultos que foram complacentes com os crimes de seus pais também foram trazidos. Os apoiadores que tiveram seus bolsos cheios para que pudessem caluniar a família real logo se seguiriam. Por enquanto, ele queria lidar com esse grupo de pessoas.
“Sua majestade...”,
“Sua majestade, tenha misericórdia...”,
“Sua majestade isso”, “Sua majestade aquilo” eram os ecos no hangar da nave de guerra, com alguns se prostrando e lamentando. Um deles até teve a coragem de correr em direção à parede para bater a cabeça e se matar, mas Yeoh Jun não deixaria isso acontecer.
O sofrimento ainda não havia começado, então como ele poderia deixá-los morrer? A morte não era permitida neste momento. “Traga-o”, disse ele, e Yi Zhen agarrou o primeiro-ministro Ikeda.
O primeiro-ministro Ikeda suspirou aliviado ao ver que seu filho não estava ali. Sua filha, no entanto, não poderia ser poupada. Isso porque, em vez de aceitar honestamente a derrota, ela continuou fazendo com que as pessoas caluniassem Zi Han na StarNet. Aposto que se ela soubesse que aquele jovem era o único filho do agora imperador, ela teria ficado quieta.
Ela usou o acesso de seu pai à Sheba e manipulou deliberadamente as principais pesquisas em alta na StarNet. Embora Zi Han não se importasse com o que as pessoas diziam na StarNet, isso não significava que ele apreciava ser repreendido sem motivo.
Se fosse alguém de coração fraco, eles poderiam ter se matado, como os comentários diziam. Por isso, Yeoh Jun não a deixaria ir. Ikeda Yua tornou sua existência cada vez menor, mas a pessoa para quem o Imperador Jun apontou em seguida foi ela.
Sua notável capacidade de isolar Zi Han e intimidá-lo não passou despercebida.
“Pai... estou com medo”, disse ela enquanto eram arrastadas para o elevador, desejando que seu pai pudesse salvá-la como todas as outras vezes, mas o primeiro-ministro caído a ignorou.
Sentindo-se ainda mais aterrorizada a cada minuto, Ikeda Yua segurou sua manga, seus pulsos pressionados juntos em algemas. Ela mostrou uma expressão lamentável e quase desabou em lágrimas.
“Pai”, ela chamou baixinho, sem ousar ser muito alta.
“Yua, eu não te disse para ficar longe dele inúmeras vezes? O que você achou que eu quis dizer quando disse isso? Ele já tem o Sangue-", disse ele, e os soldados os interromperam,
“Shh, prisioneiros não devem falar”, em tom severo.
O primeiro-ministro Ikeda apertou os lábios, ficando quieto, mas Ikeda Yua não estava resignada.
Ela sacudiu sua manga e sussurrou novamente: “Pai... me ajude. Você não era amigo do imperador antes? Eu vi sua foto juntos no seu escritório. Eu também vi suas insígnias reais no seu escritório antes.”
Seriam realmente seus próprios filhos que a entregariam, com certeza. Como ela descobriu aquela parede falsa em seu escritório sempre seria um mistério para ele. Crianças choram sobre os pais violarem sua privacidade, mas elas mesmas são as maiores violadoras de todos os tempos.
Elas podem entrar em qualquer lugar também. Elas são como mágicos curiosos, o que pode ter consequências sérias, como o primeiro-ministro Ikeda logo descobriria.
[1] - Expressões como “lavagem” (referindo-se a uma mulher que domina sexualmente um homem) e “pegando” (referindo-se a uma relação sexual onde a mulher assume o papel ativo) são termos coloquiais e um pouco mais ousados usados no Brasil para descrever essas práticas sexuais.