O Amante Proibido do Assassino

Volume 6 - Capítulo 523

O Amante Proibido do Assassino

523 “...talvez, esposa?”

Ele não era muito mais novo que Yi Chen, mas esse cara o chamava de "irmãozinho". Era difícil de engolir.

Yi Chen riu levemente antes de perguntar: “Então, como devo te chamar?” Aproximando-se do ouvido dele: “Talvez, esposa?”

As orelhas de Zi Han ficaram vermelhas, como se estivessem sangrando. Seus dedos torceram seu membro subconscientemente, e Yi Chen exclamou, mas ele não se afastou.

“Você era um caranguejo na sua vida passada? Ah… dói”, disse ele, se comprometendo totalmente com a brincadeira. Fazer um pouco de charme podia render recompensas incríveis.

Zi Han sabia que as habilidades de atuação do namorado eram péssimas, mas ainda assim o atendeu. Afinal, quando se tratava de Yi Chen, seu coração amolecia. Zi Han mordeu o lábio inferior enquanto os mesmos dedos que usara para beliscar Yi Chen agora afagavam os cabelos do homem.

“Tá, tá, me desculpa. Dói muito? Quer que eu beije para você?”, disse ele em tom de acalanto.

“Eu quero mais que isso? Um beijo não vai ser suficiente”, respondeu, e Zi Han o empurrou antes de se sentar em cima dele.

“Então eu vou beijar sua dor até ela desaparecer”, disse ele com malícia nos olhos.

Yi Chen apoiou o braço atrás da cabeça e observou Zi Han abaixar o tronco e roçar os lábios em seu pescoço, mordiscando e sugando.

Yi Chen arquejou, com os dedos amassando o ombro de Zi Han. No meio do prazer, ele ouviu vagamente a voz encantadora de Zi Han perguntar: “É aí que dói?”

“Não”, sussurrou Yi Chen, a orelha dormente com a respiração escaldante de Zi Han.

Zi Han sorriu maliciosamente enquanto mordia levemente o lóbulo da orelha do homem. “Então me diga quando eu chegar onde dói”, disse Zi Han antes de beijar o queixo de Yi Chen, descendo até o peito, deixando marcas chamativas como se estivesse marcando seu território.

Quando chegou à parte onde seu nome estava tatuado, ele ergueu a cabeça e perguntou: “Como você não sabia meu nome quando perdeu a memória, se ele está tatuado em você?”

Yi Chen levantou a cabeça levemente e acariciou o cabelo de Zi Han enquanto tentava se lembrar do que pensou ao ver os caracteres chineses tradicionais em sua linha do biquini.

Ele riu ao se lembrar de seu raciocínio. Como ele pôde ter sido tão burro naquela época? “Achei que era o Zǐ de roxo e Hàn de homem, então ‘homem roxo’. Pensei que os caracteres eram simplificados. Só não me culpe, minha mente estava completamente embaralhada.”

Zi Han não pôde deixar de rir enquanto se endireitava. “Como diabos você conseguiu misturar isso? Mesmo que você chegasse a essa conclusão, não era estranho ter uma tatuagem dessas? Que diabos significa ‘homem roxo’?”

Yi Chen também estava um pouco sem graça. Ele não conseguia deixar de rir de si mesmo ao pensar nisso. Na época, ele disse a si mesmo que talvez tivesse perdido uma aposta ou algo assim. Ele anotou e até perguntou ao Velho Du, mas a maioria das pessoas na República havia perdido há muito tempo algumas linguagens escritas a cada geração, portanto, realmente não havia ninguém que pudesse dizer a ele que aquilo não significava “homem roxo”. Pensando que havia uma história por trás disso, ele deixou o assunto de lado. Talvez um dia ele se lembrasse que era o Zī de nutrir e Hàn de heróico.

“Eu sabia que não fazia sentido, mas parte da minha inteligência se foi junto com minhas memórias. Não fique bravo, ok?”, disse ele, e Zi Han beijou seu umbigo com um leve sorriso no rosto.

“Você ainda precisa me compensar”, disse Zi Han antes de descer da cama. Yi Chen quis impedi-lo, mas Zi Han foi mais rápido. Yi Chen olhou para a embalagem usada ainda enrolada em seu membro e fez um som de desaprovação enquanto se levantava para descartá-la.

Quando chegou ao banheiro, encontrou Zi Han parado perto da banheira, testando a temperatura da água.

Yi Chen lançou um olhar para a famosa tatuagem na lombar de Zi Han e seu coração derreteu como gelo. Ele se aproximou e agarrou a cintura de Zi Han antes de esfregar seu nome que estava tatuado ali.

“Quão bêbado você estava quando fez isso?”, perguntou, e Zi Han riu levemente. Os detalhes eram vagos, mas ele se lembrava de que era muito teimoso e ninguém conseguia fazê-lo mudar de ideia.

“Eu estava super bêbado, mas eu sabia que você ia gostar. Você gosta?”, perguntou Zi Han, e Yi Chen beijou a nuca dele, sua mão dando uma palmadinha leve na bunda de Zi Han.

Zi Han o empurrou, pondo fim àquela apalpação, e colocou os pés na água. “Preciso de vinho. Bebê, vá me buscar um”, disse ele enquanto deslizava seu corpo para dentro da água com um suspiro satisfeito.

Yi Chen, que também queria entrar, só pôde perguntar: “Qual tipo?”

Zi Han fechou os olhos enquanto sussurrava: “Qualquer um que seja bom. Esse momento merece uma boa bebida.”

Yi Chen se virou e foi até a adega procurar uma garrafa. Não demorou muito para encontrar uma e a trouxe de volta. Ele abriu e serviu em duas taças, entregando uma a Zi Han.

Depois disso, ele sem palavras colocou os pés na banheira, só que Zi Han tentou bloqueá-lo com o pé molhado coberto de espuma.

“Não, nenhum banho para você. Vá tomar um chuveiro”, disse ele depois de tomar um pequeno gole de seu vinho.

“Eu quero tomar banho com você. Tire o pé”, respondeu Yi Chen, realmente forçando sua entrada.

“Não, não vamos caber”, respondeu Zi Han, mesmo que aquela enorme banheira pudesse caber três pessoas.

“Você sabe que eu não sou tão grande assim, né? Se você não tirar o pé, eu tiro para você”, disse Yi Chen enquanto agarrava a perna de Zi Han. Quando sentou, ele deixou a perna de Zi Han descansar em seu peito e passou o dedo na sola do pé de Zi Han. A reação de Zi Han foi a esperada. Ele tentou afastar o pé enquanto gemia baixinho. A planta do pé dele era muito sensível.

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