
Volume 6 - Capítulo 516
O Amante Proibido do Assassino
516 “Desculpa ter demorado tanto.”
“O que você acha?... Impressionante, né?”, perguntou Zi Han enquanto sua mãe estava deitada no chão testando o rifle de calibre Barrett.
Zi Xingxi olhou pela luneta, as sobrancelhas levemente franzidas. Tendo localizado seu alvo, apertou o gatilho, atingindo-o com precisão.
“Ainda não é tão bom quanto meu rifle perfurante de armadura, mas é realmente uma experiência inusitada”, disse ela, e Zi Han esfregou a nuca enquanto examinava o carregador. Ele precisava falar com o chefe do arsenal e pedir que fizessem munição para o rifle antes que acabassem.
Enquanto ele examinava a munição .50, a porta deslizou e seu pai entrou na sala de treinamento. Ele ignorou a presença do filho e deu uma palmada no traseiro de Zi Xingxi antes de deitar ao lado dela, com metade do corpo sobre o dela.
Zi Han: “QUE PORRA É ESSA?!”
Será que ele era invisível ou algo assim? Talvez, ou os dois estariam poupando seus olhos.
“Sai de cima de mim”, disse Zi Xingxi, mas desde quando Yeoh Jun a ouvia? Ele esfregou suas costas em um carinho suave antes de dizer: “Você disse que voltaria em uma hora, mas já se passou mais tempo. Você mentiu para mim.”
“Sério? Só se passou uma hora e três minutos”, ela disse, olhando para ele pelo canto dos olhos.
“Uma hora é uma hora”, ele disse, e Zi Xingxi desviou o olhar com um leve sorriso nos lábios. Ela voltou a olhar pela luneta e estava prestes a puxar o gatilho quando seu querido marido a beijou na bochecha.
…
Zi Xingxi: “…”
“Para de graça, ou senão”, ela disse sem nem mesmo olhar para ele.
“Ou senão o quê?”, ele disse sorrindo feito um bobo.
“Ou senão”, ela disse, parando de falar quando foi beijada novamente. Zi Xingxi pressionou a ponta da língua no dente canino com uma pequena inclinação no canto dos lábios. Ela tirou o indicador do gatilho e engatou o dispositivo de segurança. Antes que ela pudesse pegá-lo, ele se levantou abruptamente enquanto reprimia uma risada. Se aqueles generais pudessem vê-lo agora, não acreditariam que era a mesma pessoa. A aura era completamente diferente, como polos opostos.
Zi Xingxi se levantou e foi atrás dele, parecendo um casal de jovens amantes se perseguindo em um campo de dentes-de-leão. Zi Han balançou a cabeça e ocupou o lugar da mãe, deitando-se.
Ter todos esses apaixonados ao seu redor mostrando afeto lhe doía o coração. Como ele sentia falta de ter seu bebê por perto, mas já faziam três dias e ele ainda não tinha notícias dele.
Zi Han suspirou enquanto olhava pela luneta. Ao disparar alguns tiros, ele pôde ouvir seus pais discutindo ao fundo.
Zi Xingxi estava gritando algo como: “Você mexe no meu, então eu mexo no seu.”
“Você é tarada. Onde você quer mexer?”, acusou Yeoh Jun, agindo como se não fosse ele quem acabou de dar uma palmada em seu traseiro.
“Você tem memória de peixinho dourado… Hahaha, você realmente acha que é mais rápido que eu”, ela disse, tendo o alcançado e apertando suas nádegas pelo menos duas vezes.
“Ah… Xixi. Você apertou duas vezes e eu só fiz uma. Entende o que eu quero dizer? Você é uma pequena tarada”, ele disse, o sorriso em seu rosto chegando aos olhos.
Zi Han quase gritou: “Vocês sabem o significado da palavra tarado?”, mas sabiamente decidiu ficar fora disso.
Zi Xingxi desviou das mãos ávidas do marido, sua risada tão melodiosa que Zi Han quase não conseguia acreditar que vinha dela.
“Vem cá. Eu preciso de uma compensação”, ele disse, e com certeza ele a alcançou, apalpando-a algumas vezes. Zi Han não conseguia ver, mas ele podia ouvir a brincadeira, como filhotes, acontecendo atrás dele. Ele não estava feliz em receber tanta ração para cachorro, mas ficou feliz em ouvir sua mãe sorrindo sem reservas. Se ele soubesse que ela ficaria tão feliz, teria acreditado em Yi Chen mais cedo.
Não demorou muito até que Zi Xingxi estivesse completamente subjugada. Seus braços estavam cruzados sobre o peito, com Yeoh Jun puxando-os para trás, prendendo-os no lugar.
Enquanto discutia com ela, ele a pressionou contra a parede, seus olhares se encontraram. “Você precisa ser punida”, sussurrou Yeoh Jun, e Zi Han não pôde deixar de olhar para trás enquanto dizia:
“Olá, seu filho ainda está aqui.”
“Moleque, use os fones de ouvido com cancelamento de ruído”, disse Yeoh Jun, e Zi Xingxi repreendeu:
“Meu filho não é moleque. Se tem algum moleque aqui, é você.”
Zi Han decidiu que era em seu melhor interesse colocar os fones de ouvido. Depois disso, o mundo caiu em um silêncio tranquilo enquanto ele disparava várias vezes.
Ele estava tão imerso no que estava fazendo que não percebeu quando os dois saíram. Tendo ficado sem munição, ele olhou para trás e descobriu que o casal havia partido. Ele se levantou com a intenção de recarregar o carregador. Enquanto colocava as balas no carregador, um par de mãos envolveu repentinamente sua cintura, abraçando-o fortemente.
Os músculos de Zi Han se tensionaram, mas ele logo fechou os olhos ao sentir as notas quentes familiares de bergamota, pimenta e madeira âmbar.
Seus dedos, que estavam pressionando a bala .50 no carregador, tremeram levemente e ele sentiu uma ardência nos olhos.
Ele não achava que ia chorar, mas quando finalmente encontrou a pessoa novamente, ele desabou. Yi Chen enterrou a cabeça na curva do pescoço dele e sussurrou: “Desculpa ter demorado tanto.”
Ele realmente havia demorado mais do que deveria. Um tratamento que deveria durar pelo menos vinte e quatro horas levou mais tempo do que o esperado.
Quando finalmente acordou, a primeira pessoa que viu foi seu pai sentado na mesa, examinando seus prontuários médicos. Ele provavelmente o estava monitorando para poder relatar à esposa, que estava muito preocupada.