
Volume 6 - Capítulo 511
O Amante Proibido do Assassino
511 “Você fumou?”
Pensando em como quase foi preso, Zi Han preferiu ficar calado. Justo quando passava emburrado perto do pai, seu braço foi agarrado pelo cotovelo e ele foi puxado para trás.
“Você fumou?”, perguntou Yeoh Jun.
Zi Han, “...”
Como ele pôde esquecer como o pai se sentia sobre a mãe dele fumar? Era óbvio que isso também se aplicaria a ele.
“Eu, uh… o Tio Yi me deu e eu não pude recusar”, disse ele, jogando a culpa no Marechal e saindo correndo.
Yi Zhen, “...”
Bem, essa aliança durou pouco. O garoto o entregou de bandeja na primeira oportunidade.
“Vossa Majestade… eu”, começou a dizer, mas Yeoh Jun levantou a mão levemente, impedindo-o de falar.
“Não precisa de formalidades. Estou falando com você como colega”, disse, e Yi Zhen não pôde deixar de acenar com a cabeça.
.....
“Yeoh Jun”, disse ele, antes de um soco violento atingir seu rosto. Surpreso, Yi Zhen cambaleou para trás, vendo borrões.
Yeoh Jun desferiu outro soco forte, e desta vez o ex-Marechal não conseguiu se manter em pé. Caiu no chão com sangue no canto dos lábios.
Ele sacudiu a cabeça, percebendo que estava vendo tudo dobrado. Yeoh Jun se abaixou na sua frente e inclinou a cabeça levemente para examinar bem o rosto do homem.
“Acho que não preciso explicar por que te bati, não é?”, disse, e Yi Zhen concordou com a cabeça, limpando o canto dos lábios com a ponta dos dedos.
“Eu salvei sua vida e você falhou em uma coisa que eu te pedi. Em vez disso, causou problemas para meu filho enquanto eu estava fora. Você é realmente ingrato”, disse Yeoh Jun, sua voz carregada de decepção.
“Deixe-me perguntar: aonde reside sua lealdade? É comigo ou com os ratos da federação?”, perguntou, e o corpo de Yi Zhen tremeu ligeiramente, sufocado pela aura imponente emanando do corpo de Yeoh Jun.
Yeoh Jun agarrou seu braço e puxou a manga, revelando a insígnia imperial queimada em seu braço. Yi Zhen tentou resistir, mas estava completamente dominado, revelando a única coisa que o assombrava ao longo dos anos.
“O lema abaixo da sua insígnia é servir aos interesses do povo, mas você sabe muito bem que o pai do seu pai abriu mão desse direito e jurou servir a nós. Sua aliança não é com os ministros corruptos, mas conosco. Então, por que tratou nosso filho daquela forma?”
“Yeoh… eu”, disse o Marechal, quase tremendo como uma folha.
“Agora estamos falando com você na qualidade de Imperador”, disse, e Yi Zhen não ousou levantar a cabeça para olhar aqueles olhos que ficaram vermelhos como brasas.
Ele abaixou a cabeça, com dificuldade para respirar. O que ele deveria dizer? Como ele deveria explicar?
Yeoh Jun não queria que ele respondesse. Ele o expôs diretamente. “Você queria restaurar a honra de sua família e não se associar à Guarda Sangrenta. Não se esqueça que foi a Guarda Sangrenta que impediu seu avô de perder tudo. Você não pode restaurar uma honra perdida há mais de meio século”, disse Yeoh Jun antes de se levantar lentamente.
Assim que deu um passo para sair, Yi Zhen se ajoelhou apressadamente diante dele e, tremendo, disse: “Vossa Majestade… perdoe-me. Não era que eu estava tentando recuperar a honra perdida, mas… eu estava protegendo os dois…”, antes de ser interrompido.
“Não queremos ouvir. Por causa da relação entre nossos filhos, vamos deixar passar, mas… se você ousar colocar um dedo nele, nós o mataremos. Considere uma benção que ele escolheu amar seu filho”, disse Yeoh Jun antes de se sentar no sofá, pressionando as têmporas enquanto seus olhos recuperavam a clareza.
Yi Zhen bateu a cabeça no chão algumas vezes, agradecendo pela sua benevolência. O homem teimoso e implacável, que sempre achou que estava certo, agora estava murcho, implorando por perdão.
Depois que Yeoh Jun o deixou levantar, Yi Zhen não decepcionou. Apressadamente, serviu um uísque para ele e o ofereceu.
Yeoh Jun aceitou e, enquanto girava o copo de cristal, disse: “Quero que todas as acusações contra Han Han sejam retiradas… também quero falar com todos os seus generais. Dei aos ministros uma chance de governar, mas no final, eles não apenas saquearam a riqueza do povo, mas também conspiraram contra minha família… e contra mim. O que eles queriam era a tecnologia de salto espacial, então vou fazer eles experimentarem. Vou fazer eles experimentarem um inferno na Terra”, disse ele, os olhos brilhando como se fossem voltar àquele estado anterior.
Ao ouvir isso, Yi Zhen não pôde deixar de se sentir insignificante. Ele teve a sensação de que os ministros seriam jogados na República junto com suas famílias.
“Sim, Vossa Majestade”, disse ele, caminhando até sua mesa e solicitando uma reunião urgente com todos os generais. Eles agora eram leais ao filho dele, mas ainda atenderiam ao seu chamado.
Logo, sete generais apareceram um a um na transmissão de vídeo e, pela expressão em seus rostos, estavam um pouco ansiosos. Essas reuniões raramente aconteciam, a menos que houvesse uma emergência. A última chamada urgente que eles atenderam foi quando Yi Chen desapareceu, então não conseguiram deixar de ficar ansiosos.
Assim que tiveram a oportunidade de falar, perguntas sobre a saúde de Yi Chen e se uma explicação havia sido dada pela Guarda Sangrenta começaram a voar.
“O Marechal está bem. Ele ainda está em tratamento. Quanto à Guarda Sangrenta… não foi…”, disse ele, mas uma pessoa que estava fora do enquadramento girou a tela flutuante em sua direção.
“A Guarda Sangrenta não teve nada a ver com o desaparecimento do seu Marechal. Eu agradeceria muito se vocês mantivessem os nomes do meu filho e da minha esposa fora disso.”
Todos, “...”