O Amante Proibido do Assassino

Volume 5 - Capítulo 466

O Amante Proibido do Assassino

466 “Tirando minhas roupas...”

Zi Han bateu a mão na testa ao ouvir isso. Ele estava certo quando disse que Yi Chen parecia estar mais impulsivo. Era como se, depois de se livrar das restrições de ser o Marechal, Yi Chen estivesse menos cauteloso e se tornando mais parecido com ele.

“Merda,” murmurou Zi Han, seus passos hesitantes. Nesse relacionamento, só podia haver um maluco e essa pessoa só podia ser ele. Se os dois fossem pirados, não ia dar certo.

“Você não pode mais sair por aí brigando com as pessoas impulsivamente”, disse Zi Han, e Yi Chen o olhou de soslaio, com um leve sorriso nos lábios. Parecia que ele não estava levando nada do que Zi Han dizia a sério.

“Para onde vamos agora?”, perguntou Yi Chen, e Zi Han verificou o horário em seu relógio antes de responder:

“Para um hotel.”

Quando Yi Chen ouviu a palavra “hotel”, seus olhos não conseguiram deixar de lançar um olhar para o traseiro empinado de Zi Han. Suas mãos de repente ficaram inquietas. Ele queria apertá-lo tanto, mas não podia porque estavam em público. Ele mordeu levemente o lábio inferior, com uma expressão lasciva no rosto, como se estivesse olhando para uma sobremesa deliciosa.

Zi Han, que não fazia ideia de que Yi Chen estava de olho em sua bunda, puxou a mão do amante pelas ruas movimentadas.

Enquanto isso, a sacerdotisa de agora a pouco observava as duas figuras desaparecerem enquanto ela permanecia na porta do templo, com as sobrancelhas franzidas.

Ela se virou para o grupo de guardas atrás dela e ordenou: “Sigam-nos.”


“Sim, sacerdotisa Fan”, responderam eles antes de correrem atrás do casal.

Ela se virou para voltar ao templo e ir direto para o escritório do sumo sacerdote. Ela bateu levemente e o homem murmurou suavemente: “Entre.”

A sacerdotisa Fan entrou e encontrou Yeoh Lang de pé perto das janelas francesas, olhando para a cidade barulhenta.

Ela sentiu o ar sufocante na sala, então seus passos vacilaram, mas era tarde demais para recuar.

“Meu senhor”, sussurrou ela, e Yeoh Lang zombou antes de tomar um gole do álcool em seu copo.

“Eu sabia que este dia chegaria... só não achei que ele se entregaria diretamente à minha porta, assim como seu pai fez. A arrogância deles é algo inerente”, disse ele, tendo descoberto que tipo de relacionamento poderia existir entre aquele moleque desrespeitoso e Yeoh Jun, deitado na cápsula de cura em ruínas. O garoto podia mudar de cara, mas a aura emanando de seu corpo e aqueles olhos o denunciavam.

Ele não o prendeu porque sabia que o cordeirinho entraria voluntariamente em sua armadilha. Ele sabia que aquele garoto não deixaria aquelas pessoas morrerem. Ele já havia se dado ao trabalho de salvá-las. Quando o momento chegasse, ele aproveitaria a oportunidade e se certificaria de substituir o pai dele na cápsula de cura.

A sacerdotisa Fan abaixou a cabeça, os olhos móveis. Ela não conseguia entender o que o sumo sacerdote estava dizendo. A poderosa fênix, sua salvadora, havia morrido diante deles, e todos testemunharam isso. Isso foi depois que a federação abusou de um presente tão precioso dos céus.

Na época, eles choraram por cem dias e esperaram pela reencarnação da poderosa fênix novamente.

Este era o dia que todos estavam esperando, então não deveriam estar se curvando diante dele e celebrando nas ruas com festividades? Seu salvador havia reencarnado e voltado para salvá-los de sua miséria e dor. Eles finalmente poderiam ser levados para novas terras e começar de novo. Por que parecia que eles iam capturar seu salvador e prendê-lo?

Yeoh Lang se virou e olhou para ela antes de dizer: “Vou espremer aquele moleque desrespeitoso até o último centavo e reduzir a federação a cinzas.” Em sua raiva, ele jogou o copo no chão e ele se estilhaçou em pedaços, assustando-a.

Ele caminhou lentamente até ela e acariciou seu rosto enquanto dizia: “Fan, Fan, Fan... você está me ouvindo? Desta vez, não vou deixá-los ir. Desta vez, enviarei todas as feras em cativeiro e os arruinarei. Transformarei suas terras prósperas em terras devastadas. Vou deixá-las áridas, assim como nosso povo. Eles pagarão por tudo, mas para fazer isso... preciso de alguém em quem eu possa confiar. Preciso de você.”

Depois de dizer isso, ele beijou seus lábios. O toque foi fugaz, mas seu coração batia forte. Como enfeitiçada, suas dúvidas de antes pareciam ter desaparecido.

Enquanto isso, Zi Han entrou no quarto do hotel e pediu a Igneous para escanear o local. Depois de se certificar de que não havia câmeras escondidas e que o quarto era à prova de som, ele liberou os pequenos dispositivos para higienizar o ambiente.

Enquanto pegava um lanche para comer, ele se virou para verificar Yi Chen, que normalmente ficava quieto, apenas para encontrar Yi Chen quase seminu. Chocado além das palavras, ele começou a tossir enquanto perguntava: “O que você está fazendo?”

Os dedos de Yi Chen, que desabotoavam sua camisa interior, pararam enquanto ele olhava para Zi Han com uma expressão confusa.

“Tirando minhas roupas”, disse ele enquanto dava um passo à frente.

Zi Han deu um passo para trás enquanto apontava para ele. “Obviamente, eu posso ver que você está tirando suas roupas, a questão é por quê?”

Yi Chen puxou a lapela aberta de sua camisa interior e deu um passo à frente enquanto dizia: “Eu pensei que você nos trouxe aqui para que eu pudesse servi-lo.”

Zi Han, “...”

Que combinação terrível de impulsividade e desejo.

“Não, não, não estamos aqui para isso. Preciso te mostrar algo, e quem te ensinou a dizer isso? O que você tem assistido?”

Zi Han não estava errado. Yi Chen mal se lembrava de algo significativo, mas quando chegou aqui, a tia da porta ao lado gostava de assistir a reprises de dramas românticos da velha Terra, então ele às vezes assistia com ela por puro tédio. Agora que sua esposa estava aqui, como ele não poderia colocar em prática o que viu? Então sim, ele estava seduzindo sua esposa.

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