O Amante Proibido do Assassino

Volume 5 - Capítulo 458

O Amante Proibido do Assassino

“Me chama de marido e eu te solto”,

Quando Zi Han acordou, o sol já estava alto e todos os outros já estavam ocupados. Ao abrir os olhos, se deparou com um par de olhos o encarando diretamente, como se estivesse olhando para sua alma.

“Que porra!”, exclamou ele ao se sentar, só para bater com a testa na de Yi Chen.

“Aaaaaah, que droga... Chen-ge. O que você está fazendo?”, perguntou Zi Han enquanto esfregava a testa. Ele se deitou novamente e fechou os olhos de novo, como se fosse voltar a dormir, mas como Yi Chen poderia deixá-lo?

Ele beijou a bochecha de Zi Han, descendo até o pescoço, enquanto perguntava: “Como foi sua noite?”

Zi Han abriu um pouco os olhos enquanto empurrava o ombro de Yi Chen. “Que horas são?”, perguntou Zi Han enquanto se virava para deitar do outro lado e se aconchegar no peito de Yi Chen. Yi Chen esboçou um leve sorriso quase imperceptível. Ele acariciou as costas de Zi Han enquanto respondia à pergunta.

“São quase nove”, disse ele, e Zi Han soltou um murmúrio suave enquanto fechava os olhos novamente.

“Deixa eu dormir um pouco mais. Minha cabeça está doendo”, disse ele, sofrendo com a dor de cabeça infernal típica daquela bebida, uma cachaça de república [1]. Talvez fosse por causa das impurezas ou da potência, que lhe deixava a cabeça latejando. Mal o deixou tonto, mas definitivamente lhe deu uma ressaca, fazendo parecer que ele estava passando por todo aquele sofrimento à toa.

“Você não pode tomar um remédio ou algo assim? Amor, você tem uma cozinha inteira ali, como é que você não tem nenhum remédio para ressaca?”, disse Yi Chen passando os dedos pelos cabelos de Zi Han.

Enquanto fazia isso, sua parte inferior não era muito honesta. Ele estava consciente ou inconscientemente pressionando o corpo de Zi Han, resultando em um inevitável despertar. Como é que seu camarada lá embaixo não ia reagir depois de tanto tempo sem nada?

Para ser honesto, ele só queria experimentar agora, mas as probabilidades estavam contra ele. Ele só podia ser paciente. Zi Han, que podia sentir aquela firmeza pressionando contra ele, ignorou, embora na verdade também estivesse ficando quente.

“Encontre para mim”, disse Zi Han enquanto passava a coisa parecida com uma pulseira para ele. Yi Chen pegou, mas a colocou de volta no pulso de Zi Han, aproveitando a oportunidade para tocar na mão de seu amado.

Zi Han não tinha ideia de que seu homem estava se aproveitando dele. Ele só se sentia muito confortável onde estava sendo tocado. Yi Chen massageou suavemente seu pulso enquanto perguntava: “Como eu abro isso?”

Zi Han se afundou ainda mais no peito de seu amado e murmurou: “Só toque. Ele vai te reconhecer.”

Depois de dizer isso, Yi Chen tocou com o polegar e sentiu algo tirando energia dele.

O que ele visualizou se materializou na palma de sua mão. Era uma cápsula de duas cores dentro de uma embalagem transparente.

Yi Chen se afastou um pouco e disse: “Aqui”, enquanto colocava o comprimido no canto dos lábios de seu amado.

Zi Han abriu a boca e engoliu seco. O comprimido foi especialmente eficaz e não demorou muito para ele sentir um alívio.

Mas assim que ele estava ficando confortável, sentiu de repente um pouco de umidade na parte interna do pulso.

Acontece que Yi Chen estava beijando seu pulso e, devido à sensibilidade aumentada, Zi Han não pôde deixar de morder levemente o lábio inferior antes de olhar para ele.

“Para de graça. Não é o lugar certo para ficar se pegando... A propósito, por que você ainda não está acordado?”, perguntou Zi Han, e Yi Chen levantou a mão mostrando o par de pulseiras de prata.

Zi Han esfregou a testa antes de pegar a chave. Ele estava prestes a destrancá-la quando Yi Chen agarrou seu pulso, simplesmente se recusando a soltá-lo.

“Yi Chen... você! Me solta”, disse Zi Han, mas quem ele estava enganando? Yi Chen talvez não se lembrasse de nada, mas ainda era o mesmo de antes, implicando com ele a todo instante.

“Me chama de marido e eu te solto”, disse ele enquanto pressionava o pulso de Zi Han acima da cabeça.

“Nem pensar. Isso não vai acontecer. Você não pode me pedir isso, especialmente depois do que você fez”, disse Zi Han, lutando para tirar aquela pedra enorme de cima dele.

A cama, já fraca e mole, rangeu, dando a impressão de que algo com classificação X estava acontecendo ali dentro.

“Então você está bravo comigo? O que eu fiz para te deixar bravo?”, perguntou ele, e Zi Han estava prestes a responder quando a porta foi aberta de repente.

Mi Mi, que havia saído há pouco, voltou apenas para ouvir barulhos estranhos vindo de dentro. Ela poderia ter ido embora, mas por que iria alimentar a chama da paixão entre os dois dando-lhes privacidade? Ela estava infeliz, então queria deixar alguém mais infeliz.

A cena não era o que ela esperava. Os dois estavam totalmente vestidos, mas em uma postura ambígua. Ela cobriu o rosto com a mão, fingindo que foi acidental, e disse: “Irmão Chen, você...”

Zi Han empurrou Yi Chen para longe antes de se sentar. Sem dizer nada, ele passou a mão pelos cabelos enquanto olhava para Yi Chen.

Trinta minutos depois, Zi Han, que havia terminado de se lavar, saiu com aquela máscara no rosto. Yi Chen o seguiu e tentou segurar sua mão, mas quem diria que sua esposa seria teimosa como uma mula, se recusando a dar as mãos?

Yi Chen não aguentava mais. Isso o enlouqueceu a noite toda, sabendo que algo estava no caminho de sua reunião. Ele esperou pacientemente Zi Han acordar, mas seu amado ainda estava chateado e não queria dizer o que estava errado.

Incapaz de suportar mais, Yi Chen puxou Zi Han para trás de um velho moinho em ruínas e deserto. Yi Chen o prensou contra a parede e, quando Zi Han tentou se afastar, ele bateu a mão na parede, prendendo-o completamente no lugar.

[1] Bebida alcoólica de baixa qualidade e forte teor alcoólico, comum em ambientes populares.

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