
Volume 5 - Capítulo 452
O Amante Proibido do Assassino
452 Chamando Zi Han de homem feio
Zi Han queria se entregar completamente àquele momento. Depois de toda a dor e angústia que havia passado, desejava se render aos braços de Yi Chen e beijá-lo à vontade, mas aquela fragrância doce o estava irritando. Ela se misturava ao perfume de seu amante, invadindo seu território e tentando empurrá-lo para fora.
Zi Han não aguentava mais. Empurrou Yi Chen para longe e começou a procurar a origem do cheiro.
Yi Chen entendeu errado. Honestamente, pensou que seu marido queria ir direto ao ponto ali mesmo, no beco. Segurou o pulso do homem e o puxou para mais perto, dizendo: “Amor, não podemos fazer isso aqui.”
Zi Han, que não conseguia compreender o funcionamento da cabeça de Yi Chen, “...”
Ele se libertou e continuou: “Para de graça. Por que você cheira assim? Com quem você andou...? É uma mulher?”, disse enquanto examinava seu braço e lá estava. A culpada. O cheiro havia penetrado profundamente no tecido do seu braço, como se alguém o tivesse abraçado por ali.
Zi Han imediatamente agarrou a lapela de sua capa e a tirou, a irritação crescendo em seu coração.
Com ressentimento nos olhos, jogou a capa no chão e pisou nela com tanta força que ficou parecendo um trapo do lixo. Zi Han não parava. Continuou até a testa ficar coberta de suor frio.
Yi Chen temia que ele se machucasse, então o abraçou por trás, tentando pará-lo, mas Zi Han não apreciou.
“Me solta”, disse ele, mas Yi Chen o abraçou mais forte, seu hálito quente em seu pescoço. Zi Han sentiu uma sensação de conforto o invadir, mas sua raiva ainda não havia se esvaído, então tentou se afastar, mas Yi Chen não cedeu.
.....
“Eu só tenho medo de você se machucar”, disse ele, seus lábios macios roçando a orelha de Zi Han.
Zi Han sentiu um arrepio intenso percorrer sua espinha e um calor inexplicável subir em seu peito, mas não estava se rendendo. Conseguiu empurrá-lo e continuar pisando na capa até se sentir satisfeito.
Quando finalmente descarregou sua raiva, jogou o cabelo para trás com um sorriso malicioso nos lábios. Estava prestes a se virar para Yi Chen e perguntar se podiam ir a algum lugar mais reservado quando Yi Chen segurou seu rosto, puxando-o para um beijo profundo. Ele queria toda a atenção de seu amante. Queria que seu marido estivesse totalmente envolvido no beijo e se entregasse àquele momento.
Zi Han nem teve tempo de pensar. Inconscientemente deu um passo para trás, mas Yi Chen o seguiu, colocando a mão em sua cintura e o puxando até que seus corpos estivessem colados. Enquanto estavam imersos na felicidade de um casal apaixonado, uma voz aguda e estridente quebrou a atmosfera delicada.
“AH!! IRMÃO CHEN!!”, gritou Mi Mi, que o havia procurado freneticamente depois de ficar apavorada.
Ela o procurara pela feira noturna inteira. Só depois de se acalmar um pouco percebeu que havia uma multidão um pouco maior em uma área específica. Ao se aproximar, ouviu conversas sobre um cara bonito e algemas.
Correu naquela direção, mas não encontrou nada. Virou-se para a tia que vendia bugigangas e perguntou se ela tinha visto um homem alto e bonito.
A tia sorriu gentilmente e disse: “Eu te digo se você comprar uma pulseira e um colar.”
Mi Mi, “...”
Suspirou pesadamente e tirou uma nota de papel. A tia sorriu radiante enquanto apontava para o beco. Mi Mi pegou o colar e a pulseira antes de correr para o beco. Quem diria que ela levaria um susto daqueles?
O homem de quem ela se apaixonara estava beijando um homem em um beco mal iluminado e, pelo jeito, ele era o instigador.
Seu coração não aguentou. O homem que era frio com todos estava beijando alguém com tanta vontade. Zi Han pressionou a palma da mão no peito de Yi Chen e o empurrou, mas Yi Chen não o largou.
Só depois de levar alguns socos no peito Yi Chen o soltou.
Zi Han ofegou levemente, quase sem ar. Enquanto recuperava o fôlego, ouviu seu namorado dizer: “Mi Mi, quero que você conheça minha esposa.”
Yi Chen estendeu a mão e entrelaçou seus dedos, sua expressão e tom transbordando orgulho.
Zi Han pigarreou antes de olhá-lo com um olhar acusador. “Você estava tentando me sufocar?”, disse, e Yi Chen continuou ignorando sua fúria.
“Não é fofo?”, perguntou como se fosse a coisa mais natural do mundo.
O peito de Mi Mi ficou tão pesado, como se algo estivesse pressionando-o, sufocando sua respiração. Onde esse cara era fofo? Ele era tão comum quanto o tarado careca da esquina onde eles compram suplementos nutricionais.
“Mas ele é...”, disse ela, apenas para o homem ao lado de seu irmão Chen rir baixinho.
“Um homem. É isso que você quer dizer?”, perguntou Zi Han, soltando outra risada baixa enquanto limpava a saliva no canto dos lábios. Ele não conhecia a visão da República sobre casais do mesmo sexo, mas não podia julgar com base na opinião de uma garota só.
O olhar de Mi Mi oscila entre os dois enquanto ela fecha o punho com força. A esposa não era uma mulher? Ele não deveria ser uma mulher? Mesmo que fosse uma mulher, o que ele estava fazendo ali? Eles realmente vieram para tirá-lo dela?
Isso ela não conseguia aceitar, mas para quem ela ia chorar? Ela apenas os olhou com seus olhos ônix, lutando contra a vontade de arranhar o rosto daquele homem feio.