
Volume 5 - Capítulo 450
O Amante Proibido do Assassino
450 Não acenda o cigarro da mulher dos outros, ou você está morto…
Zi Han estava na sombra de um prédio, com uma expressão mortal, como se qualquer um que ousasse se aproximar fosse esquartejado ali mesmo.
De repente, sentiu uma coceira interna insuportável. Era como uma comichão que não podia ser arranhada, então só lhe restava acender um cigarro para aliviar o desconforto. Mas ao se lembrar de onde estava, parou imediatamente. Olhou fixamente para o guia turístico que se aproximava, com um olhar tão intenso que o homem sentiu vontade de correr.
“Vem aqui”, disse Zi Han, e o homem se aproximou apressado, com as roupas grudadas nas costas de tanto suor.
“Me dá um baseado”, pediu, e o guia ficou confuso por um instante. O que ele queria dizer com isso? Que baseado?
Zi Han percebeu a confusão e explicou: “Algo que você fuma quando está repensando as escolhas da sua vida. É esse o baseado que estou querendo”, explicou, e o guia, sem dizer uma palavra, fez menção de correr.
Zi Han agarrou-o pela gola e o puxou de volta, dizendo: “Não traga nada com droga, ou eu te mato.”
O coração do guia se apertou antes que ele desaparecesse na multidão.
Zi Han pensou que o moleque voltaria logo, mas quem diria que ele demoraria tanto? Tanto que o sol já se aproximava do horizonte. Em certo ponto, ele realmente achou que o cara não ia voltar.
Vinte minutos depois, o homem voltou, mas com as mãos vazias. Estava curvado, ofegante depois de tanta corrida.
Zi Han abriu a boca para falar, mas o jovem levantou o dedo indicador, pedindo um minuto para recuperar o fôlego.
Depois de algum tempo, endireitou as costas e disse: “Eles têm, mas para conseguir a boa, custa isso aqui”, mostrando quatro dedos.
Zi Han inclinou levemente a cabeça e disse: “Então vamos.”
Os dois desapareceram na multidão, que crescia a cada segundo. Estava muito mais movimentada que ontem, o que significava que algo estava acontecendo, mas Zi Han não se preocupou com isso.
Ele andava pela multidão, a coceira no peito ficando ainda mais incômoda. Foi por causa disso que ele não prestou muita atenção ao ambiente. Se tivesse virado um pouco a cabeça para a esquerda, teria notado uma figura alta e familiar se espremendo entre a gente.
Yi Chen estava sendo arrastado de banca em banca por uma garota.
Ela havia se livrado do pai — por conta própria, diga-se de passagem. Primeiro, levou-o à loja de peças de automóveis; conhecendo a obsessão do pai, sabia que ele ia se perder por lá por um bom tempo.
Agora sozinhos, ela o arrastava para todo lado, com ar de orgulho. Yi Chen só estava ali para garantir que ela voltasse em segurança; não se importava com o que ela gostava ou queria comprar. Enquanto estava ali parado, sentiu uma leve queimação no braço.
Ao levantar a manga, notou um vermelhidão em torno da tatuagem de faixa. Seu coração, que estava sombrio o tempo todo, disparou ao olhar em volta procurando por aquela pessoa especial. Ele talvez não se lembrasse de quem era ou de onde vinha, mas lembrava perfeitamente do significado da tatuagem e de quem tinha a outra metade.
Ele começou a se espremer pela multidão, esquecendo-se de Mi Mi.
Ela só percebeu que ele havia ido embora quando se virou para mostrar um colar que havia experimentado. Queria pedir que ele comprasse para ela, mas quem diria que seu irmão Chen havia desaparecido no ar?
Por sorte, Yi Chen era fácil de avistar por causa da sua altura.
Ela estava prestes a alcançá-lo quando ouviu xingamentos atrás dela. O dono da banca estava gritando, chamando-a de ladra e amaldiçoando toda a sua linhagem ancestral, desde a sua tataravó.
Ela tirou o colar às pressas e pediu desculpas sinceramente, mas quando se virou para a multidão, o irmão Chen havia sumido.
Enquanto a procurava, Yi Chen se espremia rudemente pela multidão, à procura de sua esposa. O coração batia forte em seus ouvidos, as mãos e os pés tremiam, o pânico estampado nos olhos.
Ele tinha medo de que ela escapasse novamente e o perdesse. Já tinham se esforçado tanto para se encontrar, que ele nunca se perdoaria se não se encontrassem depois de uma separação tão tortuosa.
Depois de procurar por uns vinte minutos, Yi Chen avistou um homem de aparência comum com um cigarro entre os lábios, curvado.
O homem baixo ao lado dele estava acendendo um cigarro para ele, e quando o mais alto moveu o braço, Yi Chen viu uma fina tatuagem em faixa aparecendo por baixo da manga curta. Como Zi Han havia mudado de aparência para não chamar atenção, Yi Chen só conseguia descrever o rosto da esposa como comum, mas seu coração batia forte, misturando alegria e tristeza. Afinal, sua esposa estava muito próxima de outro homem.
Queimando de ciúmes, Yi Chen cerrou os punhos e, como um touro enfurecido, investiu contra eles. Com um estrondo, acertou um soco no rosto do homem baixo, que cambaleou para trás, vendo estrelas.
A multidão de passantes se transformou instantaneamente em uma plateia ansiosa para assistir ao show, principalmente porque o cara que tinha dado o primeiro soco era tão bonito que seria quase um crime.
Zi Han, que não esperava ser atingido por um completo desconhecido, ficou incrédulo. Ficou tão chocado que demorou um pouco para reagir.
“Ainda procurando?”, perguntou Yi Chen, a infelicidade evidente em sua voz.
Zi Han, “…”.