O Amante Proibido do Assassino

Volume 5 - Capítulo 437

O Amante Proibido do Assassino

437 A República

“Merda, merda, merda… AAAAAAHHHHH!!!” gritou Zi Han enquanto seu corpo batia no chão. Ele não estava gritando de medo da queda, mas pelo que tinha passado. Era a sensação mais desagradável do mundo.

Com um baque alto, ele caiu no chão como um novato.

“Puta que pariu”, resmungou, a face ardendo da queda. Agarrou aquela areia de aspecto familiar e entrou em pânico. Achando que a criatura emergiria da areia a qualquer momento, levantou-se às pressas, só para se deparar com um silêncio tranquilo do deserto. Era o tipo de silêncio que não te traz alívio, mas que te zomba até a morte. Ou a sede te mataria primeiro, ou o calor.

Zi Han sacudiu a areia do cabelo quando ouviu Igneous, que estava na “casinha do cachorro” por causa do simulador, falar. Talvez por problemas de transmissão ou algo assim, sua voz estava quebrada e um ruído estático irritante lhe lacerava os ouvidos.

“Si… wat… bene”, disse Igneous, mas antes que Zi Han pudesse tentar entender o que estava sendo dito, seus pés foram puxados para a areia e ele caiu em algo que poderia ser descrito como um túnel. Enquanto caía, algo duro o atingiu no rosto, e ele desmaiou.

Sons de conversas sem sentido encheram o zumbido nos ouvidos de Zi Han quando ele recobrou a consciência. Não abriu os olhos imediatamente, escutando o que eles diziam.

“O que você vai fazer com ele?”, perguntou uma voz jovem e rouca, seguida pela resposta de uma voz feminina áspera:

“Vamos colocá-lo de volta onde o encontramos. Ele tem muitas coisas valiosas. Podemos vendê-las por algumas moedas Terre. Me passa aquela chave de fenda aí”, respondeu ela, e ouviram-se os sons de alguém se levantando.

“Ele está vestido de um jeito estranho. Podemos pegar suas roupas? Podemos vendê-las por dinheiro”, disse o jovem, e a voz feminina respondeu:

“Claro, vamos consertar isso primeiro. Pegamos as roupas dele quando sairmos”, disse ela, e Zi Han ouviu o som de passos se aproximando dele. A pessoa se abaixou na frente dele e examinou seu rosto de perto.

O rapaz parecia fascinado pela pele do homem, impecável e leitosa, a ponto de dar vontade de apertar. Ele levantou o dedo, hesitando em tocar o rosto do homem. Ao ver o machucado no lado esquerdo do rosto, que já estava roxo, não pôde deixar de se virar para a garota:

“Por que você bateu tão forte no rosto dele? Poderíamos tê-lo levado para as nobres damas da cidade. Elas o teriam comprado como marido. Ou talvez, irmã, você pode ficar com ele para você mesma.”

Zi Han ouviu isso e quase riu. Esses dois literalmente deixaram um leão entrar na toca deles.

“Ele é muito… angelical para o meu gosto. Não quero chamar atenção tendo um frangote tão fraco ao meu lado… também não podemos vendê-lo. Se o povo dele vier procurá-lo, seremos implicados”, disse a voz feminina com um tom levemente irritado.

“Ah, quanto tempo ele vai ficar desmaiado?”, perguntou o jovem antes de aproximar o dedo da bochecha do homem para beliscá-lo. Antes que pudesse tocá-lo, Zi Han agarrou o pulso do jovem e pegou sua adaga na bainha na coxa do rapaz. Ele torceu o braço do rapaz pelas costas e, com um sorriso diabólico, colocou a ponta da adaga na garganta do jovem.

“Fraco, hein…”, disse ele, mas quando olhou para o dedo anelar, percebeu que seu anel havia sumido. Seus olhos, que estavam brincalhões agora, ficaram frios. Ele lançou um olhar para a garota, que sentiu um arrepio percorrer todo o corpo.

“Meu anel”, disse ele, e a garota, mais preocupada com o irmão do que com suas palavras, gritou:

“Solta ele!” Ela sacou uma pistola a laser de aparência surrada e mirou no homem, pronta para matá-lo para salvar seu irmão.

Zi Han pressionou a lâmina firmemente no pescoço do rapaz, cortando-lhe levemente a pele. Uma gota de sangue escorria pela pele, e seu rosto ficou pálido.

“Irmã… irmã”, ele chamou, a voz tremendo de medo.

“Meu anel”, disse Zi Han, indicando com a sobrancelha o anel aparecendo na bolsa dela. Ela o pegou e jogou para o homem antes de apontar a arma para ele novamente, as mãos ainda tremendo.

Zi Han soltou o jovem e colocou o anel de volta no dedo. Seu coração, que estava em pânico, acalmou-se significativamente. Levantou-se do chão e, como o espaço era apertado, teve que abaixar a cabeça.

Ele podia ver que ela ainda estava apontando aquela coisa para ele, mas sabia que ela não era implacável o suficiente para apertar o gatilho. Mesmo que o fizesse, erraria. Foi até a bolsa na mesa e começou a pegar suas coisas.

“Ei, isso… isso é meu”, disse ela, mas Zi Han a ignorou. Ele pegou todos os seus pingentes e enfoiou a adaga. Pegou tudo o que era dele, incluindo seu cérebro leve, antes de se sentar como se estivesse em sua própria casa.

Ele tirou uma pera de seu armazenamento interespacial. O jovem, que estava encolhido no chão, de repente se animou ao ver aquela fruta deliciosa que só havia visto em livros infantis. Ele abandonou todo o medo em seu rosto e sentou-se, olhando para a mão do homem, quase babando.

“Vamos começar de novo. Meu nome é Han, e vocês dois, quais são os seus nomes?”, disse ele, mas percebeu que ambos continuavam olhando para sua mão.

Zi Han bateu na mesa e a garota acordou de seu transe. “Nayeli, e aquele é Nathan. Onde você conseguiu isso?”

Zi Han olhou para a pera antes de sorrir levemente e dizer: “Sabe de uma coisa, Nayeli? Vou dar uma para cada um de vocês se me disserem onde estou.”

“Você tem duas?”, perguntou o jovem animado. Para uma pessoa que cresceu com refeições substitutivas, aquilo era o paraíso.

“Uh-huh. E ainda vou esquecer que vocês me espancaram, me roubaram e quiseram me vender para umas ricas.”

Os irmãos: “…”

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