
Volume 5 - Capítulo 407
O Amante Proibido do Assassino
407 “Quer colocar a mão na massa?”
“Que método prefere? Morte por mil cortes, águia sangrenta ou fervura?” perguntou Zi Xingxi, encarando a mulher encharcada, com uma expressão de sofrimento no rosto. O peito dela subia e descia fracamente, mas ela não abriu a boca para implorar por misericórdia. Seu espírito, ao que parecia, ainda não estava quebrado. Ela mantinha o orgulho, recusando-se a se curvar para aqueles criminosos e assassinos.
Mas ao ouvir a pergunta de Zi Xingxi, suas costas tremeram inconscientemente. Ela puxou as amarras, o medo crescendo em seu coração. Ela entendia os dois primeiros métodos de tortura, mas a "águia sangrenta" [1] lhe era desconhecida.
Zi Han, sentado com os pés apoiados em um segundo cadeira, pernas cruzadas nos tornozelos, disse: “Por que não deixá-la escolher entre as três? Já que ela é a mente por trás de tudo, merece um destino pior que a morte.” Depois disso, Zi Han deu uma longa tragada em seu cigarro, que brilhava sob a luz fraca, parecendo muito relaxado.
“Quer colocar a mão na massa?” perguntou Zi Xingxi, pegando o cigarro dele.
Zi Han soltou uma lufada de fumaça entre os lábios, encolhendo os ombros. “Tanto faz o que você decidir, eu topo”, disse Zi Han com expressão apática.
Zi Xingxi fumou o resto, observando Tala pelo canto dos olhos. O rosto cercado por volutas de fumaça, ela riu levemente antes de dizer: “Se seu pai estivesse aqui, ele nos impediria, sabe.”
Zi Han recostou a cabeça na cadeira e respondeu: “De fazer o quê? Fumar ou matá-la?”
“Os dois”, disse Zi Xingxi, jogando a ponta do cigarro no chão e pisando nela com a bota.
“Xixi!” ouviu-se um rugido furioso atrás dela, e suas costas enrijeceram. Ela olhou para o segundo andar e lá estava seu pai, encarando-a com raiva.
“Sua pirralha. Você fica jogando suas pontas de cigarro por todo o navio. Tem na minha sala, na minha louça, e você até queimou um buraco nos meus lençóis antigos. Você só existe para me deixar louco?” berrou Zi Feiji, e Zi Han apertou os lábios, sufocando o riso.
Zi Xingxi colocou a mão na cintura e disse: “Mas é meu navio de guerra e eu posso fazer o que eu quiser. Além disso, como você sabe que fui eu? Por que não culpou ele?”
Zi Han: “WTF”
“Ah, eu sei muito bem que foi você. Meu querido neto não faria isso, e além disso, eu te peguei no flagra. E quem disse que esse navio de guerra é seu?” berrou ele, segurando-se ao corrimão como se fosse pular a qualquer momento.
“Ele é meu, sim. Você me deu”, gritou Zi Xingxi, e Zi Feiji tinha a resposta perfeita para isso.
“Você está *emprestando*-o. Emprestando”, disse Zi Feiji, e a briga escalou a partir daí.
Zi Han pressionou o dedo indicador na orelha, esfregando-o vigorosamente. Sua família podia ser bem barulhenta quando queria. Era por isso que ele não conseguia mais pensar direito.
Ele se levantou e, com passos lentos, mas dominadores, caminhou até Tala e chutou a cadeira onde ela estava sentada, derrubando-a no chão.
O estrondo da cadeira caindo chamou a atenção da dupla pai e filha que discutia ao fundo, e eles ficaram em silêncio.
Eles assistiram Zi Han sacar a Praga do Executor e girar o cabo nas mãos antes de cortar as costas de Tala.
A lâmina era extremamente afiada, capaz de cortar uma parede de pedra sem problemas. Cortou o tecido de suas roupas e a carne em suas costas, formando uma laceração profunda.
Sangue começou a jorrar do ferimento enquanto a mulher gritava de dor. Zi Han cortou as amarras que a prendiam à cadeira, e a mulher se debateu para se afastar do demônio que estava atrás dela.
Os olhos de Zi Han ficaram vermelhos como brasas enquanto ele pisava em suas costas, impedindo-a de se mover.
“Preciso que ela seja amarrada”, disse ele, e o Secretário K, que estava atrás de Zi Feiji, respondeu apressadamente: “Sim, senhor”, sem sequer perceber que sua forma de se dirigir a Zi Han havia mudado completamente.
Isso porque, quando Zi Han ficava assim, ele incutia medo no coração de muitos, incluindo seu avô. Zi Feiji viu uma sombra de seu pai em Zi Han naquele momento, e seu pai era a pessoa mais aterrorizante que ele já vira. Seu neto parecia emanar a mesma aura naquele instante.
Zi Xingxi ficou tão animada que sentiu um arrepio na espinha. Aquele era o filho dela. Aquele era o assassino sanguinário que ela sempre quis que ele fosse. Ela parecia uma mãe orgulhosa naquele momento.
“Seu filho dá muito medo”, disse Zi Feiji, e Zi Xingxi sacudiu os punhos na frente do queixo, animada.
“Eu sei”, respondeu ela, e Zi Feiji franziu as sobrancelhas, dizendo:
“Você é estranha.”
Zi Xingxi finalmente olhou para o pai e retrucou:
“Não, você que é estranho.”
Zi Feiji: “Não, você… e infantil também.”
Zi Xingxi: “Não, você que é estranho e infantil…-.”
“AAAAAHHHHH”, foram os gritos agudos da mulher se recusando a ser amarrada.
“Ei, cale ela, pelo amor de Deus”, disse Zi Xingxi ao Secretário K, mas Zi Han foi quem fez isso.
Ele tirou um comprimido de seu armazenamento interdimensional e ajoelhou-se atrás dela, forçando-a a abrir a boca.
Tala continuava movendo a cabeça, tentando mordê-lo, mas Zi Han apertou sua mandíbula com força, forçando-a a abrir a boca.
Zi Han a forçou a engolir o comprimido, sua expressão fria e indiferente. Sempre que ele pensava que não poderia ficar com sua amada por causa daquela mulher, ele não conseguia deixar de ficar muito furioso, por isso, foi pouco cortês.
Depois de forçá-la a engolir, ele se levantou e limpou a mão como se tivesse tocado algo imundo.
[1] - Águia sangrenta: método de tortura medieval que consistia em cortar as costelas da vítima e puxar os pulmões para fora.