O Amante Proibido do Assassino

Volume 5 - Capítulo 401

O Amante Proibido do Assassino

A proposta parecia razoável. Zi Han conseguiria se vingar daquela mulher e vingar sua família, e recuperaria seu marido. Era um ótimo negócio, na verdade, e Yi Chen deveria ter aceitado, mas ao se lembrar do que procurava naquela mulher, não conseguia se decidir.

Por um momento, ficou atordoado, incapaz de tomar uma decisão. Essa hesitação foi o bastante para deixar Zi Han furioso.

“Você entende o que eu quero dizer? Você... me larga. Acabou”, disse Zi Han, irritado. Começou a se debater ainda mais, e os dois começaram a lutar como adolescentes imaturos.

Para Zi Han, a resposta de Yi Chen deveria ter sido imediata, mas o homem parecia ter “desconectado”, sem lhe dar uma resposta, como se estivesse pensando seriamente sobre isso.

Como era difícil tomar uma decisão? Se fosse ele, já teria dito sim.

“Que droga... me larga. Agora que sei que aquela mulher idiota é mais importante que eu, não quero mais te ver. Me solta”, disse Zi Han, os olhos cheios de raiva.

Ao ouvir isso, Yi Chen sentiu como se uma faca tivesse perfurado seu coração. Ele prendeu os pulsos de Zi Han acima da cabeça, imobilizando-o, antes de dizer: “É porque ela pode me ajudar a encontrar seu pai”, e o gelo nos olhos de Zi Han derreteu, dando lugar a uma expressão complexa. O tilintar das moedas parou bruscamente quando Zi Han parou de se mexer. Seu peito subia e descia rapidamente, seu corpo tremendo inconscientemente.

Yi Chen viu que ele havia parado de lutar e entrelaçou seus dedos com os de Zi Han, segurando-o firmemente.

“Eu estava certo antes... seu pai está vivo na República... Foi assim que aquele homem conseguiu abrir portais na Federação. Amor, ele está vivo”, disse Yi Chen, e os músculos tensos de Zi Han relaxaram enquanto ele olhava para Yi Chen, os olhos brilhando de emoção.


Essa não era a primeira vez que Yi Chen mencionava isso. Naquela época, ele estava cheio de esperança de que seu pai ainda estivesse vivo, mas no fim das contas, isso se provou errado. A dor da decepção após nutrir esperança era tão insuportável que ele se sentia dilacerado, e Yi Chen estava lá, segurando sua mão durante tudo. Ele sabia pelo que ele passou. Ele conhecia a dor que ele sentiu, então ele não diria isso, mesmo que fosse só para trazê-lo de volta para casa.

Zi Han olhou nos olhos dele, analisando-o, e soube que Yi Chen não estava mentindo. Ele não estava tentando trazê-lo para casa, ele realmente acreditava que seu pai estava vivo.

“Você… você sabe o que está dizendo?”, perguntou Zi Han, a cabeça tremendo levemente, os lábios trêmulos.

Yi Chen acariciou a testa de Zi Han, afastando uma mecha de cabelo que saía do cachecol em sua cabeça, com afeição nos olhos. “Ele está vivo em algum lugar, e eu vou encontrá-lo para você”, sussurrou Yi Chen enquanto abaixava a cabeça e beijava a testa de Zi Han.

“Eu vou trazê-lo para casa para você, amor... eu prometo”, sussurrou ele em uma voz suave e melodiosa, acalmando Zi Han. A tempestade em seu coração se acalmou, mas ele não queria cair nesse buraco de coelho com Yi Chen.

Ele percebia que seu amante realmente acreditava nessa causa perdida, mas ele não seguiria esse caminho com ele. A dor era simplesmente muito intensa para ele.

Vendo Zi Han distraído por tanto tempo, Yi Chen achou que ele estava em choque. Ele beijou a ponte do nariz do amante até a ponta do nariz, seus gestos cheios de afeição terna.

Ele acariciou suavemente a bochecha do homem com o polegar, sua expressão embriagada, como se finalmente tivesse recebido sua primeira gota de água após dias em um deserto escaldante. Seus atos se tornaram mais desinibidos enquanto ele beijava os lábios do amante com uma paixão ardente.

Zi Han fechou os olhos enquanto levantava o queixo, parecendo muito embriagado. Ele estava sendo lentamente atraído pela doçura que emanava do corpo de seu amante, mas ainda sabia o que queria.

Ele pressionou seus lábios contra os de Yi Chen, sua língua forçando a abertura dos lábios escaldantes do homem.

Seus movimentos se tornaram urgentes enquanto ele beijava e sugava os lábios de seu amante, como se quisesse mais dele. Yi Chen, que estava faminto há tanto tempo, afrouxou seu aperto, e Zi Han aproveitou a oportunidade e virou o corpo de Yi Chen, montando-o.

Yi Chen abriu os olhos e, ao ver seu amante sentado sobre ele, olhando para ele com afeição nos olhos, seu coração derreteu.

Esse rosto que ele não via há muito tempo, e agora que o tinha visto, não pôde deixar de sussurrar: “Eu te amo tanto, amor”, enquanto esfregava suas coxas por cima das calças harem transparentes, “Eu senti tanto sua falta”.

Zi Han não disse nada. Ele apenas abaixou o corpo e beijou os lábios de Yi Chen, sua cintura inconscientemente esfregando contra o amante, com o som agudo produzido pelo tilintar das moedas batendo umas nas outras enquanto brilhavam sob a luz fraca do quarto.

Yi Chen sentou-se na metade, com a mão deslizando pela nuca de Zi Han, aprofundando o beijo. Ele provocou seu amante com a ponta da língua, fazendo o homem em seus braços tremer de excitação.

Yi Chen estava tão enfeitiçado por sua figura encantadora e pela forma como sua cintura se movia como uma cachoeira, afogando-o na luxúria, que não percebeu que algo estava errado com Zi Han.

Apesar de estar muito feliz por se reunir com seu amante, Zi Han ainda sabia seu objetivo. Ele pegou o cinto de suas calças harem e amarrou Yi Chen ao poste da cama com um nó constritor, o nó de amarração mais eficaz que se aperta quando puxado.

Yi Chen já estava se afogando nas toxinas de Zi Han e, quando percebeu o que havia acontecido, já era tarde demais.

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