O Amante Proibido do Assassino

Volume 3 - Capítulo 296

O Amante Proibido do Assassino

296 Meu marido ou meu filho?

Retribuição, de fato. Yi Chen observava enquanto seu amado devorava suas costelas como um porquinho guloso. Mas Yi Chen achava aquilo adorável.

Era por causa do molho grudento manchado no canto dos lábios dele. Por tamanha fofura, ele com certeza ficaria com fome.

Ikeda Yua, já meio "alegre" [1], ofereceu seu prato. "Chen-ge, você pode comer um pouco da minha comida. Eu não estou com fome mesmo. Ao contrário de alguém que eu nunca deixaria passar fome", disse ela, só para Yi Chen lhe lançar um olhar mortal. Aquela garota estava estragando um momento bom para ele.

Yi Chen olhou para Zi Han e pensou que seu bebê ficaria bravo ou pelo menos chateado, mas, ao contrário do que esperava, Zi Han riu antes de dizer:

“Vou garantir que você fique satisfeito esta noite. Você sabe que sou bom nisso.”

Yi Chen, "..."

Ele sorriu alegremente enquanto esticava a mão para limpar a boca de Zi Han. "Eu sei que você nunca vai me deixar passar fome", respondeu Yi Chen, seu rosto impecável mostrando uma expressão de deleite.

Zi Han não era insensível. No fim, ele alimentou Yi Chen a cada garfada que dava, e o casal parecia tão harmonioso que parecia um crime interrompe-los. Nem mesmo Ikeda Yua ousou interromper depois disso. Ela tinha que admitir que Zi Han tinha seus tentáculos bem fincados no coração de Yi Chen e não havia sentido em tentar desfazer isso.

Sua melhor opção para desabafar sua inveja era dificultar as coisas para eles. Ela tinha certeza de que Lin Ruoxi não aceitaria os dois juntos, então planejou contar todos os detalhes dessa refeição para ela. Sua ideia era plausível, mas ela errou o alvo.

.....

A pessoa com quem ela deveria ter compartilhado essa informação era o Marechal, mas ela não tinha pensado nisso. Seu humor melhorou repentinamente enquanto ela terminava sua taça de vinho.

Assim que chegou em casa, Ikeda Yua pediu uma videochamada para Lin Ruoxi, mas, como sempre, Lin Ruoxi a ignorou. Só depois que ela mandou uma mensagem Lin Ruoxi a chamou de volta.

Lin Ruoxi estava sentada com seus dois filhos, ajudando-os com a lição de casa, quando viu a mensagem. Pelo fato de a garota mencionar os nomes de seu filho e de Zi Han, Lin Ruoxi não teve escolha a não ser deixar os filhos fazendo a lição de casa.

“Oi, Yua-er. Estou ajudando meus filhos com a lição de casa, então não consegui atender sua chamada”, disse Lin Ruoxi enquanto lançava um olhar para seus filhos, que estavam sorrateiramente tentando aproveitar sua ausência para jogar.

“Desculpa”, disse Lin Ruoxi antes de colocar a chamada no mudo e gritar para os dois: “Ei, larguem isso. Estou de olho em vocês.”

Ela tirou a chamada do mudo e perguntou: “O que você disse que aconteceu com meu filho de novo?”

Ikeda Yua não poupou detalhes. Ela mencionou tudo sobre o que viu, o que eles fizeram e sua opinião negativa sobre isso. Ikeda Yua foi muito detalhista, mas o que ela não percebeu foi que Lin Ruoxi estava sorrindo, sabendo que seu filho estava fazendo tudo certo. Se alguém quer manter sua esposa, precisa se esforçar. Essa era uma ótima notícia.

O único problema era que essa informação vinha de Ikeda Yua. Quando ela se lembrou disso, o sorriso em seu rosto desapareceu. Ela de repente ficou preocupada que aquela garota teimosa tivesse ofendido Zi Han e causado um conflito entre o casal.

Esse pensamento a fez interromper Ikeda Yua em pânico. “Vou cuidar disso, ok? Apenas guarde o que você viu para si”, antes de desligar a chamada diretamente.

Enquanto isso, Zi Xingxi recebeu uma mensagem informando que alguém havia contratado alguns homens para vigiar Zi Han em seu encontro com Yi Chen. Não só isso, mas eles também tiraram fotos de Zi Han. Ela estava bebendo em seu quarto enquanto abraçava a coroa de seu marido quando recebeu a mensagem.

Sim, isso era uma coisa agora. Desde que Zi Han lhe deu as coisas que ele encontrou no quarto secreto do Primeiro-Ministro Ikeda, ela tinha estado abraçando-a para dormir. A maioria das pessoas sugeriria que ela seguisse em frente, mas, para ser honesta, seu marido era a única pessoa que ela já amou. Ela não conseguia superá-lo, daí aquela cena dela deitada na cama com a coroa do marido.

Quando chegou ao cárcere de Han, ela encontrou dois homens com os rostos inchados ajoelhados no chão com sangue escorrendo pelas bocas.

Zi Xingxi suspirou enquanto se sentava na cadeira, puxando as mangas para trás. “Quem os mandou?”, perguntou ela, parecendo muito exausta.

O Secretário K, que estava limpando os nós dos dedos de todo o sangue, respondeu: “Foi o primeiro-ministro. Parece que ele não aprendeu nada do passado. Ele ainda tem pensamentos imorais sobre o jovem mestre.”

Zi Xingxi zombou enquanto levantava a mão e chamava o primeiro-ministro. Ela não conseguia acreditar que, depois que ele quase perdeu a vida e completamente sua masculinidade, ele ainda teria pensamentos pervertidos sobre seu filho. Era simplesmente muito desprezível.

Assim que sua videochamada foi aceita, ela foi recebida por um homem muito mais magro do que antes. Ele parecia ter menos vitalidade e seus olhos estavam fundos com olheiras. Ele estava fumando um charuto, seus olhos pareciam sem vida.

Zi Xingxi riu enquanto se recostava depois de ver isso. Ela não conseguia superar a morte de seu marido e ainda estava de luto, mesmo agora. Isso era compreensível porque eles se amavam, mas esse homem que havia sido rejeitado também ainda estava de luto por seu marido e até mesmo tentando usar seu filho como substituto, o que era incrivelmente insano. O que piorava tudo era que seu filho quase o matou, mas ele estava ocupado o perseguindo nas sombras, tirando fotos dele.

“Você deve estar cansado de viver”, disse ela com um olhar mortal direcionado a ele.

O primeiro-ministro recuou a mão que segurava o charuto e expirou, criando uma nuvem de fumaça densa na frente da tela flutuante antes de dizer: “Eu não posso evitar. Tenho certeza de que você pode entender o quanto ele significa para mim.”

“Quem? Meu marido ou meu filho?”, perguntou Zi Xingxi, a intenção assassina brilhando em seus olhos.

[1] - Expressão informal que indica estado de embriaguez.

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