O Amante Proibido do Assassino

Volume 3 - Capítulo 293

O Amante Proibido do Assassino

293 “Comida, droga! Coma comida, não eu!”

Yi Chen sentou-se ao lado de Zi Han, com o braço sobre o ombro do rapaz, os dedos entrelaçados, puxando-o para mais perto. Zi Han, naturalmente, levantou a perna e a colocou sobre a de Yi Chen. “Você gosta?”, perguntou Yi Chen, com a cabeça levemente encostada na de Zi Han, enquanto observava aqueles lábios rosados sugando o picolé.

Zi Han lançou um olhar para Yi Chen pelo canto do olho e acenou com a cabeça. Estava bem gostoso e compensava a longa espera.

Yi Chen agarrou o pulso de Zi Han, puxando o picolé da boca do amado. Engoliu mais de dois terços de uma só vez, seu olhar intenso, cheio de desejo, fixo nos olhos de Zi Han.

Zi Han mordeu o lábio inferior úmido enquanto observava Yi Chen engolir o picolé da mesma maneira que ele tomava sua ereção quando faziam sexo. Levou o dedo até a boca para limpar a baba no canto dos lábios. Sim, ele havia babado sem querer depois de ser provocado pela raposa.

Yi Chen se afastou, reprimind um sorriso. Seu jogo de sedução havia melhorado muito e ele sabia que Zi Han não conseguiria resistir. Ao retirar o picolé da boca, Yi Chen lambeu a ponta com a língua rosada, girando-a em volta, imitando a ação exata que ele fazia no “irmão mais novo” de Zi Han.

“Você quer ir para casa?”, perguntou Zi Han, mas ao perceber o que dissera, retraiu as palavras às pressas, dizendo: “Quero dizer, comer, comer... você quer ir comer alguma coisa?”

“Sim, adoraria ir comer... alguma coisa”, disse ele, fazendo uma pausa no meio da frase para olhar para as calças de Zi Han enquanto lambia os lábios lascivamente.

Zi Han, “...”

Ele cobriu a parte inferior do corpo com a mão enquanto explicava: “Comida, droga! Coma comida, não eu!”


“Mas você é minha comida”, retrucou Yi Chen, tocando o canto dos lábios.

“Vamos embora”, disse Zi Han, levantando-se antes de enfiar o picolé na boca e mordê-lo diretamente.

Ele não sabia porquê, mas quando Zi Han mordeu o picolé, Yi Chen teve a ilusão de que o homem estava cravando os dentes em seu “irmão mais novo”. Ele se contraiu um pouco, uma reação completamente subconsciente.

Os dois saíram dos jardins esféricos com Yi Chen passando o braço pela cintura de Zi Han. Assim que saíram, um homem vestindo um sobretudo cinza e chapéu preto apareceu no topo de uma colina artificial e tocou seu pequeno dispositivo cerebral para fazer uma ligação.

“Senhor, eles acabaram de sair do jardim esférico. Deseja que eu os siga?”, disse o homem, e do outro lado da ligação, o Primeiro-Ministro Ikeda endireitou uma moldura na sua mesa, com cuidado, como se temesse que quebrasse.

“Mantenha uma distância indetectável e continue tirando fotos apenas de Zi Han”, respondeu ele antes de desligar.

Assim que a chamada terminou, ele sinalizou para outro homem segui-los, mas antes que ele pudesse alcançar o casal de pombinhos, alguém o agarrou e o puxou para um canto escuro.

O homem que estava no topo da colina estava prestes a correr para ajudá-lo quando a fria coronha da arma tocou sua têmpora.

“Faça um som e você morre aqui”, disse uma voz suave, mas firme. O tom sozinho dizia tudo. Ela não hesitaria em matá-lo ali mesmo, naquele instante.

Enquanto isso, o casal de pombinhos já estava no restaurante, depois de compartilharem o restante do picolé durante o caminho. Não demorou muito para que eles fossem sentados, mas como o lugar não tinha salas privadas, era provável que encontrassem rostos familiares.

Infelizmente para eles, esses rostos familiares eram de duas pessoas que eles não estavam interessados em encontrar. Ikeda Yua ficou chocada ao ver os dois homens sentados um ao lado do outro no andar de cima. Ikeda Crest também os viu, mas preferia que eles simplesmente fossem embora, em vez de terem que conversar com eles.

Ele estava prestes a dizer à irmã que deveriam ir embora quando o braço dele foi puxado por ela até a mesa. Yi Chen estava ocupado escolhendo itens no cardápio digital, então foi Zi Han quem os viu primeiro. Ele tocou a mão de Yi Chen e, quando Yi Chen levantou a cabeça, foi recebido pelo sorriso de Ikeda Yua.

“Olá, não imaginei que encontraria vocês aqui. Que coincidência”, disse ela com um brilho de raiva nos olhos. Ela ainda estava brava com eles, principalmente com Zi Han. Ela acreditava firmemente que, se ele não estivesse lá, ela e Yi Chen estariam juntos. Portanto, todo o seu ressentimento era dirigido a ele.

“Coincidência mesmo. Você não deveria estar em casa cuidando do seu pai... sabe, depois que ele se tornou um eunuco?”, disse Zi Han, disparando diretamente, sem reservas.

“Você!... cresceu de novo. Eles o fizeram um ne-”, disse ela quando seu irmão interveio diretamente.

“Nosso pai está bem. Obrigado por perguntar. Nós vamos ir...”, disse Ikeda Crest, mas sua irmã sentou-se diretamente em frente a Yi Chen.

“Já que todos nós nos conhecemos, que tal comermos juntos? Não é como se seu relacionamento fosse tão frágil que vocês não pudessem nem mesmo comer uma refeição comigo, certo?”, disse ela, o tom de voz aumentando quando viu a expressão feia de Yi Chen.

Zi Han riu, com a mão esfregando o pulso de Yi Chen sob a mesa para confortá-lo. “Não, a única razão pela qual eu não queria comer na mesma mesa que você é porque minha refeição ficaria intragável vendo aquela sua cara”, disse ele, mostrando as garras bem rapidamente.

Ikeda Yua deveria ter percebido a indireta, mas ela acreditava fortemente que Yi Chen era infeliz e não encontrava satisfação em estar com um homem. Ela também queria mostrar a ele o que ele estava perdendo, mas pouco sabia ela que estava apenas se colocando, e seu irmão, em uma situação de humilhação. Esses dois eram o casal mais sem-vergonha da federação. Eles podiam continuar demonstrando intimidade na frente de todos, como se as outras pessoas nem existissem.

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